A Associação dos Militares do Estado do Acre (AME Acre) e a Associação das Praças da Polícia Militar do Acre (Aprapmac) divulgou, nesta quarta-feira (14), uma nota de esclarecimento, diante à morte de Maria José Pereira, de 67 anos, durante ocorrência realizada por policias militares em Rio Branco.
De acordo com o texto, os militares, donos de histórico ilibado, são acusados e expostos publicamente, sem ao menos serem reservados a eles o direito do contraditório e de defesa. Após isso, a diz que ocorrência, que culminou no fato, iniciou-se após um desacato e tratamento hostil à guarnição policial.
A nota afirma que a PM busca e zela pela ordem e paz social, e espera que, em situações como a ocorrida, deve-se primar sempre pela incansável busca pelo bom e respeitoso diálogo, sem intimidações e ou tratamentos agressivos, com respeito mútuo, sobretudo ao agente policial que conduz.
Leia a nota completa na íntegra.
A Associação dos Militares do Estado do Acre (Ame Acre) e a Associação das Praças da Polícia Militar do Acre (Aprapmac) vêm por meio desta nota manifestarem sobre os fatos ocorridos no último dia 08 de fevereiro, e amplamente divulgados nos últimos dias em decorrência do desfecho trágico, onde militares de histórico ilibado são acusados, e publicamente expostos sem ao menos serem reservados a eles o direito do contraditório e da ampla defesa.
E para restabelecer a verdade, informamos que a noticiada ocorrência que culminou no fato, iniciou-se de um desacato grosseiro e tratamento hostil à guarnição policial, fato que será devidamente apurado pela justiça, cabendo a todos envolvidos os direitos constitucionais de ampla defesa e da presunção da inocência e não o contrário.
Vivemos tempos sombrios em que a parte da sociedade é constantemente incitada por alguns a se insurgirem contra as ações policiais, fato que tem produzido ocorrências com desfechos desagradáveis, causando problemas e transtornos a todos e sensibilizando ainda mais a defesa da sociedade pelos agentes de segurança.
Como Entidades Representativas e membros da sociedade acreana, buscaremos e zelaremos pela ordem e paz social, e para este fim, esperamos que em situações como a ocorrida, deve-se primar sempre pela incansável busca pelo bom e respeitoso diálogo, sem intimidações e ou tratamentos agressivos, em respeito mútuo, sobretudo ao agente policial que conduz a ocorrência, cuja conduta sempre será alvo de investigação, não necessitando da outra parte reagir ao que julgam injusto, afinal, pra isso temos a justiça.
Sabemos e confiamos que a justiça será feita e os fatos serão devidamente esclarecidos. E por isto seguiremos defendendo intransigentemente os direitos e prerrogativas de qualquer profissão, sobretudo dos nossos sócios, direito este que tem sido vilipendiado diuturnamente por aqueles que se julgam superiores a autoridade que está na condução da ocorrência.
Por fim, nos solidarizamos com a família da senhora Maria José, irmã do Tenente RR José de Jesus Pereira, rogando o conforto celestial aos corações pesarosos.


