Tales pode ter facilitado entrada de celulares e armas
Durante a operação da Polícia Federal para prender membros de facções criminosas um agente penitenciário lotado no presídio Francisco de Oliveira Conde, foi preso, acusado de facilitar a entrada de armas e aparelhos celulares para os detentos.
O agente Tales Keuno vinha sendo investigado pela Polícia Civil e, durante a investigação da Polícia Federal, foi confirmada a aproximação dele com líderes de facções criminosas que estão presos.
A polícia não informou como funcionava o esquema do agente, se era membro da facção ou apenas negociava as armas e aparelhos celulares.
A prisão de Keuno aconteceu durante a operação Hidra, que começou às 5:00 hs dessa quinta- feira. Ao todo, 150 agentes foram convocados de outros estados para cumprir 66 mandados sendo 52 de prisão e 11 de busca e apreensão.
Dos mandatos, apenas dois não foram cumpridos porque os acusados não foram encontrados. Segundo o delegado Daniel Cola, coordenador da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, as pessoas presas são acusadas de fazer parte de três facções criminosas que atuaram diretamente nos ataques a veículos e prédios públicos em 2015 e 2016.
A Polícia Federal precisou de ajuda do Iapen, o Instituto de Administração Penitenciária, porque boa parte dos pedidos de prisões era para pessoas que já se encontram no sistema prisional ou no regime fechado ou semiaberto.
“Eram líderes de facções e partiram deles as ordens para os ataques. Por isso, tivemos que usar um grupo maior de agentes para cumprir todas as prisões. Sabíamos que algumas pessoas são perigosas”, relatou Cola.
Durante a operação dessa quinta-feira, a policia encontrou um revólver calibre 38 e apreendeu quatro veículos e R$ 25 mil. No período de investigação, que durou um ano, a PF aprendeu 10 quilos de cocaína, e como os bandidos estavam sendo monitorados chegou a evitar vários crimes.


