Por Pedro Amorim para o Agazeta.net
O aumento tarifário de 14,5% na energia elétrica dos acreanos foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), com isso, nessa quarta-feira (13), a conta de energia ficou mais cara. A justificativa utilizada para o aumento é que os custos na compra de energia aumentaram.
Para o economista Rubicleis Gomes, esse aumento na conta de energia já era previsto e em porcentagem maior do que a aprovada. A proposta inicial era de pelo menos 20% de reajuste, e embora esse valor maior não tenha sido aprovado, esses 14% refletirão significativamente na economia acreana.
“Na realidade, o que acontece é que nós ganhamos um indigesto Peru de Natal, que foi esse aumento na conta de luz, mas já era previsto, a situação poderia ser pior, imaginávamos que o aumento seria por volta de 20% e não foi, foi na média de 14%, mas isso vai ter um reflexo significativo na inflação local aqui no estado do Acre”, diz o economista.
Essa nova média trouxe um reajuste para os consumidores mais exigentes em mais de 18%, com isso, o aumento também influenciará no preço de outros produtos, com base nisso, não será um período de natal tão favorável para a comunidade acreana, como afirma Gomes.
“Nós vamos ter dois aumentos inflacionários, um por conta do aumento efetivamente da energia elétrica, e o outro são os aumentos reflexos, que as empresas vão repassar de forma indireta para o consumidor, porque ela tem que custear esse aumento na energia elétrica. Realmente não é um período de Natal agradável”, comentou ele.
Para os consumidores, a notícia não é boa, como o exemplo do aposentado Francisco costa, residente da zona rural de Rio branco, que explicou que a situação é um descaso com a população, pois o valor anterior já era elevado, principalmente para ele que mora fora da zona urbana onde os valores são ainda mais altos.
“Isso é um absurdo, porque já está caro, ainda vai ficar mais caro, cada vez mais difícil. A gente que mora lá na colônia é pior ainda, o valor é muito alto. Com o reajuste acabou de complicar”, explicou
Outra consumidora, explica que o aumento impacta de forma intensa a renda dos trabalhadores.
“Eu acho um absurdo. Para nós trabalhadores fica mais difícil ainda por conta do nosso trabalho, a gente rala muito e os reajustes são muito altos,a tendência é que a gente pode sair mais prejudicado”, afirma a corretora Catiane Queiroz


