Balanço da revista em presídios feita nesta segunda
Dezenove dias após a primeira varredura nos presídios do Estado, a Secretaria de
Estado de Segurança Pública divulgou o resultado de mais uma ação de apreensões nas celas. Os números impressionam.
Na primeira revista, foram encontrados com os presos 55 telefones celulares e dezenas de stoks (facas feitas de pedaços de ferro). Nesta segunda-feira (26), foram encontrados 80 celulares e uma dúzia de armas artesanais e facas tipo “peixeira”.
A varredura aconteceu em três pavilhões da penitenciária Francisco de Oliveira Conde, na Capital e nas unidades prisionais de Senador Guiomard e Sena Madureira.
Em Rio Branco, foram apreendidos: 74 celulares, 37 carregadores, 48 tabletes de maconha, 3 estoques (armas artesanais), 3 pen drives, 7 facas tipo “peixeira” e 10 trouxinhas de cocaína.
Em Senador Guiomard, a varredura colheu: 4 celulares, 2 tabletes de maconha e 2 porções de cocaína. Em Sena Madureira, foram apreendidos 2 celulares, uma bateria e 2 estoques.
Essa relação de aparelhos eletrônicos, armas e droga encontrados revela quão frágil é a fiscalização no sistema prisional. Segundo a administração penitenciária do Estado, a sociedade vai saber em breve quem são os responsáveis pela abertura dessas brechas.
“A gente tem várias possibilidades hoje, ou por visitantes, ou por servidores, mas não podemos afirmar qual é a principal delas”, disse o diretor do Iapen, Martin Hussel.
Segundo o diretor do Iapen, o Governo do Acre já adquiriu novos equipamentos de segurança e até a segunda quinzena de novembro eles devem chegar aos presídios.
“Será um raio X para Rio Branco, 12 postes detectores de metais, 69 raquetes detectoras de metais, 34 detectores banquetas, tudo isso pra gente conseguir fazer essa revista automatizada com mais segurança. Tem também a previsão de instalação de câmeras nas unidades”, disse.
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias, no último final de semana outras revistas foram feitas nos pavilhões da Capital, inclusive na ala feminina. Ao longo da semana, novas ações serão desencadeadas. A proposta é reduzir cada vez mais a comunicação de dentro dos presídios.
“O objetivo é a saturação. Devemos continuar com a mesma intensidade. Queremos tirar de circulação aquilo que liga o mundo interno ao mundo externo. Fazer com que cesse a comunicação”, explicou.
A revista desta segunda-feira contou com participação de policiais militares, civis e agentes penitenciários.


