Meireles, Cades e Educandário são premiados
O Indigenista José Meireles e as entidades Cades e Educandário Margarida foram homenageados hoje, durante entrega da 4ª Edição do Prêmio Estadual em Direitos Humanos.
As homenagens aconteceram no auditório da Biblioteca Pública na manhã desta quinta-feira. Aos vencedores, foram oferecidos troféus, pelos diferentes e relevantes trabalhos em relação à Defesa dos Direitos Humanos.
Uma das filhas de José Meireles, indigenista importante para a história do Acre e do Brasil, leu uma carta durante a solenidade de premiação. Nela, o sertanista justificou sua ausência e agradeceu a homenagem.
Meirelles tornou-se um dos principais mentores da política de preservar o isolamento dos índios não interessados no contato com os brancos. O motivo de não estar no evento, foi justamente a causa que defende.
“Meu pai dedicou a vida dele, 40 anos, aos povos indígenas, e 26 anos aos índios isolados. Saber que o trabalho dele é reconhecido nos deixa muito felizes”, disse Paula Meireles.
Também foram homenageados o Educandário Santa Margarida, que abriga crianças órfãos ou separadas da família por determinação judicial, e a Cades, Central de Articulação das entidades de saúde.
O prêmio oferecido pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos está na quarta edição e sempre são escolhidos uma pessoa física e uma entidade. Pela primeira vez, duas entidades foram premiadas.
O secretário Nilson Mourão destacou que a Secretaria de Direitos Humanos não milita apenas na causa de presidiários e lembrou os diferentes campos de atuação da pasta. “Eu creio que esse seja o maior desafio de quem faz a Defesa dos Direitos Humanos no Brasil: é desenvolver o trabalho e mostrar uma agenda positiva de recomposição da dignidade dos seres humanos”, afirmou.
Durante a solenidade de premiação, também houve entrega de certificados de conclusão de curso de capacitação para os conselheiros tutelares eleitos este ano. A posse está prevista para março.


