Falsificação de carteiras motiva denúncia do MP
Depois quase três anos, o Ministério Público apresentou a denúncia pedindo a condenação de 35 pessoas acusadas de fazer parte de uma quadrilha que falsificava carteiras de motorista em Rio Branco. Um esquema que envolvia 12 servidores do Detran-Acre e funcionários de autoescolas e despachantes.
O esquema foi descoberto em 2011, quando a polícia de trânsito durante uma blitz descobriu uma carteira de motorista falsa. Quando a polícia civil começou a investigar descobriu outras 368 carteiras adulteradas e um esquema dentro do Detran, onde os funcionários preenchiam os gabaritos para ajudar os candidatos e passar nos testes teóricos e nos exames.
Numa mega operação, 23 pessoas foram presas. Agora, com a denúncia pronta, o MPAC aumentou a lista para 35 acusados que vão responder pelos crimes de: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e falsificação de documentos.
No dia 2 de dezembro do ano passado, o juiz Gilberto Matos de Araújo da segunda vara criminal recebeu a denúncia assinada por cinco promotores. A Justiça já começou a citar os acusados que podem contar com o prazo de 10 dias, após a citação, para fazer a defesa.
O MP pede, além da condenação, uma indenização e R$ 500 mil em reparação ao dano do Detran e a perda dos cargos públicos de 12 funcionários da autarquia, que são apontados como facilitadores do esquema, inclusive uma psicóloga, Fernanda Fernandes de Mesquita, que terá um prazo maior para a defesa, 15 dias.
A Justiça vai analisar as provas apresentadas pelo Ministério Público que vão desde depoimentos à quebra de sigilo telefônico e materiais apreendidos pela polícia. Os promotores do caso informaram que só vão falar sobre o processo no dia 29 de janeiro.
Nenhum dos acusados pelos crimes está preso. Na época das prisões, ficaram poucos dias na cadeia e estavam esperando que a denúncia fosse apresentada. Muitos até acreditavam que isso não fosse acontecer. Agora vão ter que contratar advogados.


