E é o 3º a nível nacional, de acordo com MS
Dados de casos de dengue divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (9) não são nada animadores para o estado do Acre, mesmo com a queda dos registros em todo o Brasil. De acordo com a divulgação, em 2013 no Estado, foram registrados apenas 2.568, já em 2014, foram registrados impressionantes 28.873 casos, em 2013 não houve nenhum caso de óbito decorrido da doença, em 2014 de 5 mortes suspeitas duas já foram confirmadas.
Já no início deste ano 3 mortes suspeitas aconteceram somente nesta semana, Kelvin Marcelo da Cruz Cabral, 22, faleceu nesta terça-feira (6). Apesar do resultado do exame realizado pelo Lacen não estar pronto, a família já confirmou a morte do jovem devido a dengue, com exame em clínica particular. A outra morte suspeita de dengue foi a de uma adolescente de 13 anos. Todos estes casos no município de Cruzeiro do Sul, que vive o seu maior surto da doença, do ano passado até este mês foram registrados cerca de 30 mil casos suspeitos, tendo 18 mil confirmados.
Na região norte o Acre foi o estado que registrou o maior número de casos suspeitos, seguido do Amazonas com 6.418 e o Pará com 4.771 casos. Já a nível nacional ficou apenas atrás de São Paulo que registrou 225.054 casos e Minas Gerais com 58.927, embora a diferença nos dados seja grande deve-se levar em consideração o tamanho dos estados e quantidade de pessoas que nele residem.
De janeiro a dezembro de 2014, os casos de dengue registrados no país apresentam uma redução de 59,5%, em comparação ao mesmo período de 2013. Foram 1,4 milhão de casos em 2013 contra 587,8 mil em 2014. A região Sudeste apresentou maior queda (66,1%), passando de 918.2 mil, em 2013, para 310.8 mil, em 2014. A região Sul registrou a segunda maior redução de casos, de 66,9 mil -em 2013 – para 24,2 mil, em 2014, o que representa 63,8%. Em seguida, se destacam as regiões Centro-Oeste (57%) – com 265,4, em 2013, e 114 mil, em 2014 -; e Nordeste, com queda de 41,1% – de 152,3 mil para 89,6 mil. Na região Norte, os casos se mantiveram estáveis, com 49,1 mil em 2014. Foram 434 casos a menos, na comparação com o ano passado.
Os óbitos por dengue também apresentaram redução em 2014. Neste ano, foram 405 mortes, contra 674 confirmadas no ano passado, redução de 40%. Com início do período de chuvas, é fundamental que a população reforce as ações para a eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes aegypti.
Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle de chikungunya e dengue, o Ministério da Saúde irá repassar, até o final de janeiro, um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. Os recursos são para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e da febre chikungunya, Aedes aegypti e Aedes albopictus, o que inclui vigilância epidemiológica e o aprimoramento dos planos de contingência.
No dia 6 de dezembro, o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais, realizou uma mobilização nacional contra os focos do mosquito aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue e da febre chikungunya. Para o Dia D de mobilização, o Ministério da Saúde convocou estados e municípios a realizarem mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar os profissionais de saúde ao diagnóstico correto das doenças. O próximo mutirão está marcado para o dia 7 de fevereiro.


