Prefeito do Bujari é um dos três não encontrados
Na manhã de hoje (14/09), a PF desencadeou a 2° Fase da Operação Labor, denominada Melinoe, que cumpre 13 mandados sendo 6 mandados de prisão, 6 mandados de busca e apreensão e 01 mandado de condução coercitiva em 3 municípios do interior do Estado do Acre.
Na mitologia grega, MELINOE é a Deusa dos Fantasmas. O nome desta fase da operação faz alusão ao pagamento, por parte das prefeituras, de funcionários que não prestavam serviços (funcionários fantasmas).
A organização criminosa tinha como autor intelectual os prefeitos de Bujari, Plácido de Castro e Santa Rosa do Purus, os quais exerciam posição hierárquica sobre os demais membros nas respectivas prefeituras.
Os prefeitos atuavam na captação de empresários interessados em contratar com as prefeituras que, em troca, emitiam notas fiscais ideologicamente falsas, possibilitando o desvio de recursos públicos.
Após estabelecer o núcleo empresarial, os prefeitos nomeavam pregoeiros interessados em participar da organização criminosa para fraudar o procedimento licitatório, em contrapartida os pregoeiros eram beneficiados com parcela do dinheiro desviado.
Decorrida esta etapa preliminar, as empresas previamente escolhidas participavam de procedimentos licitatórios fraudulentos e logravam-se “vencedoras”.
Assim, contratada a empresa participante da organização criminosa, eram emitidas notas fiscais superfaturadas, uma vez que os serviços não eram prestados, e valores remanescentes eram entregues aos prefeitos.
A primeira fase da operação Labor, realizada em 12/07/2016, em Rio Branco/AC, visou a neutralização do núcleo econômico da organização criminosa estabelecida nos municípios de Bujari, Plácido de Castro e Santa Rosa do Purus, com a prisão de 04 (quatro) empresários e o cumprimento de 05 (cinco) mandados de busca e apreensão em empresas e residências.
Com o desencadeamento da segunda fase, foram expedidos mandados de prisão para os prefeitos de Bujari, Plácido de Castro e Santa Rosa do Purus. Além destes prefeitos, também foram expedidos mandados de prisão para um secretário municipal e dois pregoeiros.


