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Publicado em 28/07/2025

As organizações criminosas já estão sendo pautadas nas reuniões  da FIESP

Quando o CV-Comando Vermelho surgiu no ano de 1979, no Estado do Rio de Janeiro, jamais se imagina que a referida organização, em princípio, de caráter  criminoso, chegaria tão longe e, particularmente,  tão organizado.

Pelo sucesso, melhor dizendo, dado os resultados alcançados pelo CV, no ano de 1993, numa reunião entre os presos que se encontravam recolhidos na penitenciária de Taubaté, no vizinho Estado de São Paulo, decidiram criar a sua própria organização, e ao criarem, a denominara de PCC-Primeiro Comando da Capital.

Como no dia 2 de outubro de 1992 havia acontecido o maior massacre de presos de nossa história, reporto-me ao massacre do Carandiru, credita-se e com bastantes evidências, que a criação do PCC se deu como resposta aos maus tratos que nossos aprisionados eram submetidos. Era e continua sendo.

Se sim ou se não, já se tem por certo que o Estado brasileiro não foi capaz de enfrentar, no devido tempo, as organizações criminosas, enquanto isto, os chefões do CV e do PCC, continuaram se especializando e se expandindo nas mais diversas unidades de nossa federação. Não por acaso, para que os criminosos do nosso Acre pudessem dizer que tinham uma organização criminosa, “Mede in Acre”, criaram a Bonde dos 13.

E por que, somente agora, a nata do nosso empresariado, particularmente, àquela que costumeiramente se reúne na FIESP, passou a se preocupar com as nossas organizações criminosas? Simples assim: por que as mesmas cresceram tanto e de tal ordem que algumas delas já estão competindo com os ricaços da Faria Lima, a avenida preferida pelos nossos super empresários e ao mesmo tempo, bastantes influentes, na formulação das nossas políticas públicas.

A propósito, e já bastante endinheirada, algumas das nossas organizações criminosas já se encontram no poder, se não integralmente, mas através de pessoas convenientemente indicadas pelas tais organizações, se não com as suas efetivas presenças, mas por pessoas por eles adrede escolhidas.

 É do conhecimento das nossas próprias autoridades, àquelas que deveriam cuidar da nossa segurança, que algumas das nossas atividades empresárias já estão contando com a participação da dinheirama acumulada pelas tais organizações, entre elas e a se destacar: nas grandes redes de postos de gasolina, de hotéis, e em particular, nas concessões de determinados serviços públicos: transportes coletivos, coletas de lixos, etc.

Se a FIESP, principal orientador do nosso mundo empresarial veio acordar, ainda bem, conquanto assuma de fora clara e inequívoca, que o crime organizado do nosso país precisa ser severamente contido. Do contrário, a exemplo do que aconteceu com o CV e o PCC, as demais organizações criminosas tenderão a se fortalecerem.

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