{"id":167198,"date":"2025-12-04T15:57:02","date_gmt":"2025-12-04T20:57:02","guid":{"rendered":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/?p=167198"},"modified":"2025-12-04T15:57:02","modified_gmt":"2025-12-04T20:57:02","slug":"comunidade-quilombola-forte-principe-da-beira-a-luta-pela-terra-cultura-e-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/comunidade-quilombola-forte-principe-da-beira-a-luta-pela-terra-cultura-e-justica\/","title":{"rendered":"Comunidade Quilombola Forte Pr\u00edncipe da Beira: A Luta pela Terra, Cultura e Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O dia 20 de novembro, Dia da Consci\u00eancia Negra, al\u00e9m de ser uma data em homenagem a Zumbi dos Palmares, \u00e9 tamb\u00e9m um momento para refletirmos sobre a luta, a resist\u00eancia, a identidade e a contribui\u00e7\u00e3o do povo negro na hist\u00f3ria do Brasil. Como j\u00e1 houve publica\u00e7\u00f5es anteriores acerca desta data, desta vez buscarei destacar a trajet\u00f3ria da Comunidade Quilombola Forte Pr\u00edncipe da Beira, localizada em Costa Marques, no estado de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa comunidade \u00e9 um s\u00edmbolo vivo de resist\u00eancia dos negros e negras ao longo dos s\u00e9culos. Sua hist\u00f3ria refor\u00e7a a luta do povo quilombola pelo direito \u00e0 terra e preserva\u00e7\u00e3o do seu passado, no enfrentamento das desigualdades, na preserva\u00e7\u00e3o da cultura e na defesa do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que ser\u00e1 apresentado neste texto \u00e9 uma experi\u00eancia vivida por alunos da Universidade Federal do Acre, que elaboraram um relat\u00f3rio etnogr\u00e1fico sobre a viagem \u00e0 Comunidade quilombola da Irmandade Divino Esp\u00edrito Santo, localizada em Costa Marques, no Forte Pr\u00edncipe da Beira. A expedi\u00e7\u00e3o foi realizada pelas turmas de Licenciatura e Bacharelado em Hist\u00f3ria, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Teresa Almeida Cruz e da professora Maria Ariadina Almeida Cidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_167199\" aria-describedby=\"caption-attachment-167199\" style=\"width: 690px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-167199\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1.png\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1.png 1280w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1-300x169.png 300w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1-1024x576.png 1024w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1-768x432.png 768w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1-750x422.png 750w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto1-1140x641.png 1140w\" sizes=\"(max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-167199\" class=\"wp-caption-text\">Barrac\u00e3o Irmandade do Divino Esp\u00edrito Santo. Imagem: Ruimar Cavalcante 2025.<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote><p><em>\u201cNunca houve um monumento da cultura que n\u00e3o fosse tamb\u00e9m um monumento da barb\u00e1rie. E, assim como a cultura n\u00e3o \u00e9 isenta de barb\u00e1rie, n\u00e3o o \u00e9, tampouco, o processo de transmiss\u00e3o da cultura. \u201d \u2013 Walter Benjamin.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A famosa declara\u00e7\u00e3o de Walter Benjamin instiga uma reflex\u00e3o profunda sobre a maneira como entendemos a hist\u00f3ria, a cultura e a mem\u00f3ria. Segundo Benjamin, toda express\u00e3o cultural, mesmo a mais grandiosa ou festejada, cont\u00e9m tra\u00e7os de viol\u00eancia, exclus\u00e3o ou domina\u00e7\u00e3o. Portanto, muitos dos feitos reconhecidos como patrim\u00f4nio da humanidade foram alcan\u00e7ados \u00e0 custa do sofrimento, de silenciamentos hist\u00f3ricos e de estruturas de poder desiguais. Assim, devemos adotar uma perspectiva cr\u00edtica sobre os marcos culturais e a hist\u00f3ria convencional. \u00c9 necess\u00e1rio questionar quem criou essas narrativas, quem foi deixado de fora e quais lembran\u00e7as foram negadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, deu-se in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Forte Pr\u00edncipe da Beira. A constru\u00e7\u00e3o do Forte do Pr\u00edncipe da Beira tem uma hist\u00f3ria parecida com a dos mais relevantes fortes erguidos a oeste da linha de Tordesilhas. Ela exp\u00f5e a perspectiva geopol\u00edtica de diplomatas portugueses que, beneficiando-se do Tratado de Madri, buscaram conquistar e assegurar a posse das terras, contrariando outros acordos que anteriormente negavam tais direitos. Este acordo, assinado em 1750, assegurou as atuais fronteiras do pa\u00eds, estabelecidas ainda durante o s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<figure id=\"attachment_167200\" aria-describedby=\"caption-attachment-167200\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-167200\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto2.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto2.png 534w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto2-214x300.png 214w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto2-360x504.png 360w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-167200\" class=\"wp-caption-text\">Frente do Forte Pr\u00edncipe da Beira. Imagem: Herick Nascimento, 2025<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras evid\u00eancias da exist\u00eancia de indiv\u00edduos brancos no Vale do Guapor\u00e9 datam do s\u00e9culo XVII, \u00e9poca em que alguns exploradores, incluindo os paulistas sob a lideran\u00e7a de Raposo Tavares, exploraram a \u00e1rea em busca de ouro. A expedi\u00e7\u00e3o de Francisco Mota Palheta, que introduziu as primeiras mudas de caf\u00e9 no Brasil, tamb\u00e9m \u00e9 mencionada em registros de 1722. Ele partiu de Bel\u00e9m, ultrapassou quedas d&#8217;\u00e1gua e corredeiras, cruzou o rio Mamor\u00e9 e alcan\u00e7ou Santa Cruz de La Sierra. Em 1743, devido ao aumento na produ\u00e7\u00e3o de ouro na \u00e1rea, o Reino de Portugal designou Ant\u00f4nio Rolim de Moura como Capit\u00e3o-General. Ele foi o fundador e presidente da cidade de Vila Bela da Sant\u00edssima Trindade, situada \u00e0s margens do rio Guapor\u00e9, que posteriormente se tornou a capital da ent\u00e3o prov\u00edncia de Mato Grosso. Em 1776, o ent\u00e3o presidente da prov\u00edncia, Lu\u00eds de Albuquerque de Melo Pereira e C\u00e1ceres, fundou \u00e0s margens do Guapor\u00e9, a poucos quil\u00f4metros do antigo Fortim de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, o Forte do Pr\u00edncipe da Beira. A constru\u00e7\u00e3o visava consolidar o dom\u00ednio portugu\u00eas e afastar definitivamente os espanh\u00f3is da regi\u00e3o, mantendo o controle e a soberania sobre o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de mais de um s\u00e9culo de descaso governamental, o Forte foi resgatado durante as miss\u00f5es do Marechal Rondon, em 1914. Contudo, a aten\u00e7\u00e3o do governo para a regi\u00e3o s\u00f3 foi restabelecida na d\u00e9cada de 1930. A instala\u00e7\u00e3o de um pelot\u00e3o militar em 1932 transformou os residentes tradicionais, que ali residiam h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es, em &#8220;invasores&#8221;, tolerados ou perseguidos. Nos anos 2000, as a\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito se intensificaram com foco na relocaliza\u00e7\u00e3o da comunidade. Nessa circunst\u00e2ncia, os habitantes formaram uma associa\u00e7\u00e3o representativa para lutar pelos seus direitos como remanescentes de quilombos: a Associa\u00e7\u00e3o da Comunidade Remanescente de Quilombo do Forte Pr\u00edncipe da Beir<\/p>\n<figure id=\"attachment_167201\" aria-describedby=\"caption-attachment-167201\" style=\"width: 696px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-167201\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem3.png\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem3.png 830w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem3-300x225.png 300w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem3-768x576.png 768w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem3-750x563.png 750w\" sizes=\"(max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-167201\" class=\"wp-caption-text\">Ru\u00ednas preservadas do forte. Imagem: Ruimar Cavalcante, 2025.<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote><p><em>\u201cA mem\u00f3ria \u00e9 um fen\u00f4meno sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a hist\u00f3ria, uma representa\u00e7\u00e3o do passado. Porque \u00e9 afetiva e m\u00e1gica, a mem\u00f3ria n\u00e3o se acomoda a detalhes que a confortam; ela se alimenta de lembran\u00e7as vagas [&#8230;]\u201d &#8211; Pierre Nora.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob essa perspectiva de Pierre Nova, podemos compreender o papel fundamental da mem\u00f3ria na constru\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica de algo ou algu\u00e9m, ainda mais quando passa a ser um fen\u00f4meno coletivo e social. Al\u00e9m disso, quando tais mem\u00f3rias s\u00e3o constru\u00eddas atrav\u00e9s de acontecimentos vividos, individualmente ou coletivamente, onde posteriormente nos trazem a ideia de pertencimento a um grupo ou lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u00e9 sob esta \u00f3tica que realizamos uma entrevista com a l\u00edder do Quilombo Forte Pr\u00edncipe da Beira, Lucineide da Paz Pinheiro, de 38 anos, onde a mesma contou a sua hist\u00f3ria, a Hist\u00f3ria do grande Elvis e tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio quilombo. A partir desse ponto, todos os relatos descritos foram retirados da entrevista realizada pelo grupo com a l\u00edder. Segundo Dona Lu, como \u00e9 chamada pelos populares, informou que a comunidade \u00e9 composta hoje com 60 fam\u00edlias e 206 pessoas hoje, mas j\u00e1 teve cerca de 7 mil moradores dentro da comunidade e que, com o passar do tempo, v\u00e3o indo embora para estudar e procurar trabalho. A hist\u00f3ria do quilombo come\u00e7a quando iniciaram a constru\u00e7\u00e3o do forte, constru\u00eddo em terras de uma senhora preta, chamada Ana Moreira, que foi expulsa pelos portugueses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os integrantes da comunidade sustentam que essa terra sempre lhes pertenceu e que, na realidade, foram os portugueses que a ocuparam, trazendo seus antepassados e ind\u00edgenas escravizados para ajudar na constru\u00e7\u00e3o do forte. Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do forte, os portugueses juntaram um pequeno grupo de escravizados e sa\u00edram rumo \u00e0 capital da prov\u00edncia, abandonando um grupo demasiado de negros, que se espalharam pelo vale do Guapor\u00e9, fundando diversos quilombos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dona Lu afirma que, por muito tempo, a comunidade n\u00e3o se identificava como quilombola, apenas come\u00e7ando a entender que era remanescente de quilombola h\u00e1 pouco tempo, especialmente ap\u00f3s o auto reconhecimento em 26 de junho de 2005, atrav\u00e9s da funda\u00e7\u00e3o palmares. Esse reconhecimento possibilitou que a comunidade expressasse sua identidade, cultura e a batalha que travaram para se manter no local, antes disso, os membros da comunidade n\u00e3o se autodeclararam como tal, uma vez que acreditavam que a terra onde residiam era propriedade do ex\u00e9rcito, que a havia invadido para erguer o forte, nos tempos imperiais e posteriormente haviam retornado ao local em 1930, ano de instala\u00e7\u00e3o do quartel em frente ao forte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_167202\" aria-describedby=\"caption-attachment-167202\" style=\"width: 682px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-167202\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto4.png\" alt=\"\" width=\"682\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto4.png 921w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto4-300x169.png 300w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto4-768x432.png 768w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto4-750x422.png 750w\" sizes=\"(max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-167202\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Lucineide Paz, \u201cDona Lulu\u201d. Imagem: Herick Souza, 2025.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa circunst\u00e2ncia resultou em um per\u00edodo de opress\u00e3o, no qual os habitantes sofriam agress\u00f5es, expuls\u00f5es e amea\u00e7as do ex\u00e9rcito, com a inten\u00e7\u00e3o de expulsar os moradores das terras. Em 2019, a Justi\u00e7a Federal homologou um acordo que estabelece as regras de conviv\u00eancia entre a comunidade quilombola do Forte Pr\u00edncipe da Beira e o Ex\u00e9rcito, visando p\u00f4r fim a d\u00e9cadas de conflitos entre as partes envolvidas, as decis\u00f5es eram tomadas sem a consulta ou opini\u00e3o dos moradores. Percebe-se que, sob a \u00f3tica dos militares, os quilombolas eram tratados como estrangeiros em suas pr\u00f3prias terras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Teresa Cruz, partir da d\u00e9cada de 1980, no contexto das pol\u00edticas integracionistas do Governo Militar, fazendeiros e madeireiros chegaram \u00e0 regi\u00e3o do Guapor\u00e9, iniciando conflitos com os moradores locais pela disputa da terra e de seus recursos. Al\u00e9m disso, a cria\u00e7\u00e3o da Reserva Biol\u00f3gica do Guapor\u00e9, em 1984, uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o ambiental que n\u00e3o permite a interfer\u00eancia humana, ocorreu sem qualquer consulta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que h\u00e1 s\u00e9culos habitava a regi\u00e3o. Essa decis\u00e3o gerou grandes transtornos para os moradores, que sempre viveram livremente no local e, de repente, passaram a ser perseguidos por pol\u00edticas ambientalistas. Em muitos casos, a for\u00e7a foi usada para expuls\u00e1-los, desrespeitando seus direitos constitucionais sobre os territ\u00f3rios tradicionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a l\u00edder, a batalha pela posse da terra \u00e9 crucial para a sobreviv\u00eancia e o futuro da comunidade. Sem essa valida\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, os residentes encontram v\u00e1rios desafios para obter pol\u00edticas p\u00fablicas e implementar melhorias fundamentais, como a edifica\u00e7\u00e3o de escolas, centros de sa\u00fade e infraestrutura. O Relat\u00f3rio T\u00e9cnico de Descri\u00e7\u00e3o (RTD) j\u00e1 foi divulgado, reacendendo a esperan\u00e7a de que o almejado t\u00edtulo da terra esteja mais perto de se tornar realidade. Este progresso vai al\u00e9m de um simples documento: \u00e9 a rota para assegurar dignidade, seguran\u00e7a e oportunidades para as futuras gera\u00e7\u00f5es. Pois, sem a posse legal da terra, a comunidade fica impedida de acessar fundos p\u00fablicos, o que restringe ainda mais suas\u00a0condi\u00e7\u00f5es de vida. Isso engloba a edifica\u00e7\u00e3o de infraestruturas fundamentais, tais como as j\u00e1 citadas, indispens\u00e1veis para o bem-estar da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, o Forte do Pr\u00edncipe da Beira tamb\u00e9m \u00e9 um testemunho de barb\u00e1rie, uma constru\u00e7\u00e3o erguida com os corpos e a dor de indiv\u00edduos escravizados. Conforme Benjamin nos instrui, a maneira como preservamos e disseminamos essa cultura pode repetir o esquecimento daqueles que foram afetados. \u00a0Esta conversa nos leva a ponderar sobre a necessidade urgente de reescrever a hist\u00f3ria de maneira mais equitativa e integral, reconhecendo as vidas que foram negligenciadas nas narrativas oficiais. A verdadeira import\u00e2ncia da mem\u00f3ria n\u00e3o se limita a preservar pedras e muros, mas tamb\u00e9m a dar voz aos que foram calados. O forte, mais do que um s\u00edmbolo do dom\u00ednio portugu\u00eas, deve tamb\u00e9m ser um memorial da resist\u00eancia, do sofrimento e da dignidade do povo negro que o construiu com suor e sangue.<\/p>\n<p><strong>Escrito por:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-167203 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem5.png\" alt=\"\" width=\"362\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem5.png 362w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem5-300x298.png 300w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem5-150x150.png 150w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagem5-75x75.png 75w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><\/p>\n<p><strong>Dandara<\/strong> <strong>Cesar Dantas<\/strong>\u00a0\u2013 Acad\u00eamica do 8\u00ba per\u00edodo de Bacharelado em Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Acre (Ufac). Membro\/ redatora da Coluna Escavando Hist\u00f3ria e monitora volunt\u00e1ria da disciplina CFCH665 &#8211; Historiografia Brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 20 de novembro, Dia da Consci\u00eancia Negra, al\u00e9m de ser uma data em homenagem a Zumbi dos Palmares, \u00e9 tamb\u00e9m um momento para refletirmos sobre a luta, a resist\u00eancia, a identidade e a contribui\u00e7\u00e3o do povo negro na hist\u00f3ria do Brasil. 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