{"id":163083,"date":"2025-10-07T10:50:07","date_gmt":"2025-10-07T15:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/?p=163083"},"modified":"2025-10-07T10:50:07","modified_gmt":"2025-10-07T15:50:07","slug":"viver-para-trabalhar-ou-trabalhar-para-viver-pelo-fim-da-escala-6x1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/viver-para-trabalhar-ou-trabalhar-para-viver-pelo-fim-da-escala-6x1\/","title":{"rendered":"Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Pelo fim da escala 6&#215;1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil nunca superou de todo o legado da escravid\u00e3o, a mais desbragada forma de explora\u00e7\u00e3o do trabalho. Basta verificar que toda vez que o empresariado fala em \u201creformar\u201d ou \u201cflexibilizar\u201d as leis trabalhistas, \u00e9 sempre no sentido da retirada de direitos dos trabalhadores, intentando desampar\u00e1-los como for.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falam em \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o das leis trabalhistas, mas o que querem, de fato, \u00e9 a supress\u00e3o dessa legisla\u00e7\u00e3o. Seu l\u00e9xico \u00e9 enganoso, lesivo ao trabalhador. N\u00e3o buscam o moderno, e sim o pr\u00e9-moderno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa perspectiva, os direitos trabalhistas s\u00e3o sempre encarados como empecilho ao desenvolvimento e ao aumento da produtividade. O trabalhador \u00e9 um obst\u00e1culo, pesado fardo. Involuntariamente, o empresariado assume a exist\u00eancia da luta de classes, do inconcili\u00e1vel antagonismo de interesses, tantas vezes negado; implicitamente, sustenta que s\u00f3 \u00e0s expensas do trabalhador ele fatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdade \u00e9 que expressiva parcela da classe dominante brasileira nunca deixou de ver a classe trabalhadora como propriedade sua, coisa de que pode dispor como bem entender. Se respeita os direitos trabalhistas, n\u00e3o \u00e9 por vontade pr\u00f3pria, mas por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias. Da\u00ed seus reiterados e sistem\u00e1ticos ataques \u00e0 justi\u00e7a do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale lembrar de uma cena ic\u00f4nica, recente, em que Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia diziam que h\u00e1 muitos direitos trabalhistas no Brasil e isso impediria a cria\u00e7\u00e3o de mais empregos. Bolsonaro, inclusive, disse reiteradas vezes que o brasileiro deveria escolher: mais direitos, com menos empregos, ou mais empregos, com menos direitos. Na sua patetice e no seu servilismo \u00e0 classe dominante, prop\u00f4s at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma carteira de trabalho verde e amarela. Aceitando trabalhar no regime proposto por essa carteira, o trabalhador praticamente abriria m\u00e3o de todos os seus direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conclus\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel. O trabalhador sem direitos \u00e9 um sonho comum \u00e0 extrema direita e \u00e0 fra\u00e7\u00e3o mais reacion\u00e1ria da classe dominante tupiniquim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Querem nos fazer crer que, com mais \u201cliberdade\u201d &#8211; leia-se menos direitos para os trabalhadores e mais explora\u00e7\u00e3o -, os empres\u00e1rios contratariam mais, garantindo, quem sabe, o pleno emprego. Todavia, como contratariam mais, se, com mais liberdade para explorar, um trabalhador seria for\u00e7ado a fazer o trabalho de dois ou mais? O resultado necess\u00e1rio dessa equa\u00e7\u00e3o seria menos, e n\u00e3o mais emprego; menos, e n\u00e3o mais sal\u00e1rio, dado o aumento (intensivo ou extensivo) da jornada de trabalho em sua rela\u00e7\u00e3o com a respectiva remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abandonando a preocupa\u00e7\u00e3o com as apar\u00eancias, expressiva fra\u00e7\u00e3o do empresariado resolveu encampar uma persegui\u00e7\u00e3o aos \u201cesquerdistas\u201d. Para essa fra\u00e7\u00e3o, o bom empregado, aquele que procura prosperar no trabalho, chega mais cedo e sai mais tarde. \u00c9 aquele que sequer usa as 2 horas de almo\u00e7o, dispensando, igualmente, o direito ao pagamento de horas extras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, ainda de acordo com aquela fra\u00e7\u00e3o, os esquerdistas seriam p\u00e9ssimos empregados, porque querem sempre exigir seus direitos, sendo refrat\u00e1rios a sua pr\u00f3pria explora\u00e7\u00e3o. Resumindo: ruins s\u00e3o os que t\u00eam consci\u00eancia de seus direitos e lutam por isso; bons s\u00e3o os que, mesmo tendo essa consci\u00eancia, consentem em ser explorados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 muitas d\u00e9cadas, a jornada de trabalho 6&#215;1 vigora no Brasil. 6 dias de trabalho; 1 de folga. Afetando drasticamente a vida de milh\u00f5es de trabalhadores, das mais diversas idades, esse \u00e9 um dos grandes temas de nossa pol\u00edtica no momento, ganhando prem\u00eancia inaudita at\u00e9 aqui. Portanto, atravessamos oportuno momento para pensar os impactos disso na vida dos trabalhadores. Uma oportunidade de avan\u00e7armos na conquista daquilo que j\u00e1 \u00e9 realidade em alguns pa\u00edses europeus: uma jornada de trabalho menor, mais humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa jornada di\u00e1ria de trabalho \u00e9 de 8 horas, em m\u00e9dia. Comumente, em dois turnos, cada um com 4 horas. Nesse c\u00f4mputo formal e conservador, j\u00e1 temos um 1\/3 do nosso dia comprometido. De 24 horas, 8 horas j\u00e1 n\u00e3o pertencem ao trabalhador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como disse, esse \u00e9 um c\u00f4mputo formal e conservador, pois n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o o impacto geral dessa jornada de trabalho no tempo e na qualidade de vida dos trabalhadores. Cabe considerar que, antes de estar propriamente no trabalho &#8211; no escrit\u00f3rio, no ch\u00e3o da f\u00e1brica, no caixa do supermercado ou da farm\u00e1cia -, o trabalhador tem que acordar 2 horas antes de sua jornada. Assim para, em 1 hora, tomar um banho, comer alguma coisa no caf\u00e9, trocar de roupa, organizar algo em casa. Depois, tem que se deslocar at\u00e9 o local do trabalho, seja em transporte p\u00fablico ou privado. Nesse deslocamento, ainda numa matem\u00e1tica conservadora, gasta mais 1 hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, \u00e0quelas 8 horas, somam-se mais 2, pois, embora n\u00e3o esteja propriamente trabalhando, n\u00e3o s\u00e3o 2 horas usadas em benef\u00edcio do trabalhador. S\u00e3o 2 horas que ele gasta em prepara\u00e7\u00e3o para o trabalho. Das 24 horas di\u00e1rias, em raz\u00e3o do trabalho, o trabalhador j\u00e1 perdeu 10 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chega a hora do almo\u00e7o, o que, geralmente, corresponde a um intervalo de 2 horas. Quem pode vai em casa, numa correria s\u00f3. Todavia, nem todos podem. Ent\u00e3o, os que n\u00e3o podem comem pelas ruas, pens\u00f5es, barraquinhas etc. E j\u00e1 l\u00e1 se v\u00e3o mais 2 horas horas que o trabalhador gasta, n\u00e3o para si, mas em fun\u00e7\u00e3o do trabalho, ainda que n\u00e3o esteja no ambiente do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cumpre acrescer que alguns patr\u00f5es at\u00e9 fornecem almo\u00e7o, desde que o trabalhador retome o trabalho antes do hor\u00e1rio estabelecido. Geralmente, isso \u00e9 feito de maneira informal, porque \u00e0 revelia da lei. Ent\u00e3o, o patr\u00e3o n\u00e3o oferece (d\u00e1) o almo\u00e7o. Ao comprimir o intervalo, ele troca o almo\u00e7o por mais explora\u00e7\u00e3o do trabalhador, diminuindo seu hor\u00e1rio de \u201cdescanso\u201d. D\u00e1 como uma m\u00e3o, retira com outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0quelas 10 horas, somam-se mais 2. Ao fim do dia, o trabalhador tem que voltar para casa, gastando mais 1 hora nesse percurso. Das 24 horas, o trabalhador com uma jornada m\u00e9dia gasta 13 de suas horas di\u00e1rias por conta do trabalho, mais da metade do dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observem que n\u00e3o estamos considerando a jornada (dupla ou tripla) de uma mulher, dos trabalhadores que moram mais longe do local de trabalho, daqueles que, pela informalidade ou por falta de escr\u00fapulos do patr\u00e3o, s\u00e3o super explorados etc. Por isso, insistimos em dizer que a matem\u00e1tica aqui usada \u00e9 conservadora, ficando aqu\u00e9m do que efetivamente ocorre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o de nossos jovens n\u00e3o \u00e9 menos preocupante. A fim de ter uma melhor coloca\u00e7\u00e3o no mercado, procuram conciliar trabalho e estudo. E assim, em vez de voltar para casa (usando aquela d\u00e9cima terceira hora), o jovem vai para a faculdade ou faz um cursinho preparat\u00f3rio. Isso vai tomar umas 3 ou 4 horas a mais, se somarmos o tempo m\u00e9dio de deslocamento para casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa situa\u00e7\u00e3o, das 24 horas, o jovem trabalhador &#8211; mas n\u00e3o apenas ele &#8211; comprometeu entre 16 e 17 horas de seu dia. Considerando a atual jornada de trabalho, isso acontece 5 ou 6 dias por semana. As melhores horas do dia, os melhores dias da semana para alguns compromissos (como consultas m\u00e9dicas, expedi\u00e7\u00e3o de documentos, participa\u00e7\u00e3o na reuni\u00e3o de pais na escola do filho etc.) s\u00e3o assim consumidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espremido e vampirizado ao longo do dia, ao chegar em casa, o trabalhador est\u00e1 exausto, exaurido. Por vezes, n\u00e3o resta energia para manter um di\u00e1logo digno desse nome com o parceiro ou parceira. Guardando um m\u00ednimo de respeito e empatia, comunica-se com seu interlocutor atrav\u00e9s de simples grunhidos, como unhum, anh\u00e3 ou coisa assim. Lembra um son\u00e2mbulo, em tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos imaginar uma cena&#8230; Ansioso e animado, o filho traz a bola para brincar com o pai que n\u00e3o viu ao longo de todo o dia. E o pai, sem mais energias, joga a bola para o mais longe que puder, de modo que o filho demore um pouco para voltar. N\u00e3o resta energia para brincar efetiva e afetivamente com o filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que tempo pode dar ao outro aquele que n\u00e3o tem tempo para si? Nessa configura\u00e7\u00e3o, que cuidados pode dar \u00e0 fam\u00edlia? S\u00f3 a alimenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o diminuir a import\u00e2ncia da alimenta\u00e7\u00e3o, mas ela, sozinha, est\u00e1 longe de exaurir o que \u00e9 necess\u00e1rio para uma boa rela\u00e7\u00e3o familiar. E o afeto? E o di\u00e1logo? E o lazer em conjunto?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, o afeto s\u00f3 pode ser devidamente vivido naquele tempo que, do ponto de vista do capital, \u00e9 in\u00fatil, naquele tempo que se \u201cconsome\u201d gratuitamente e sem nenhum sentido al\u00e9m daquele de estar na presen\u00e7a de quem amamos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No atual regime de trabalho, o trabalhador m\u00e9dio sequer tem energia para comer. N\u00e3o come. Engole, sem condi\u00e7\u00f5es de apreciar o aroma e o gosto da refei\u00e7\u00e3o preparada com carinho e esmero para ele. N\u00e3o dorme. Apaga. Ou desmaia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o trabalha para viver. Vive para trabalhar. Via de regra, recebe um sal\u00e1rio insuficiente para responder a suas necessidades. Vemos que o trabalhador, assim, vive apenas nos intervalos do trabalho. \u00c9 a\u00ed onde consegue encontrar um diminuto tempo para si e para os seus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando o fim de semana, num ligeiro domingo, deve decidir se sai com sua fam\u00edlia, para ir \u00e0 missa ou ao culto. Ou vai \u00e0 pra\u00e7a tomar um tacac\u00e1. Deve decidir se vai tomar uma cerveja e jogar bola com seus amigos&#8230; Ou se fica em casa, recuperando energia para gastar no trabalho do dia seguinte. O tempo de vida \u00e9, desse modo, ditado pelo tempo de trabalho. A vida est\u00e1 nas migalhas de tempo que sobrou. O homo sapiens reduzido a homo faber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o sofrer? Como n\u00e3o adoecer? Como n\u00e3o cair em depress\u00e3o? Os la\u00e7os sociais, quando os h\u00e1, s\u00e3o demasiado fr\u00e1geis&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses termos, h\u00e1 uma clara incompatibilidade entre o trabalho e a vida. O trabalho passa a ser \u00e9 a mais radical nega\u00e7\u00e3o da vida. Nesse sistema, o trabalhador morre aos poucos, desgastado num cotidiano cinza, \u00e1rido, hostil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como ser feliz assim? Como ser livre assim? Como sonhar assim? Como cultivar afetos verdadeiros assim? Como ser humano assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estarrece pensar que boa parte dos trabalhadores levar\u00e1 uma jornada assim por toda vida, sem chances de aposentadoria. A for\u00e7a da aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 tamanha que alguns, mesmo depois de aposentados, n\u00e3o conseguem parar de trabalhar. Confundem vida com \u201cocupa\u00e7\u00e3o\u201d. S\u00f3 se sentem vivos ou \u00fateis se estiverem trabalhando. A explora\u00e7\u00e3o marcou de tal forma seu corpo e sua alma que eles n\u00e3o sabem o que fazer com o pouco tempo livre que lhes sobrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desaprenderam &#8211; ou mesmo nunca chegaram a aprender &#8211; a viver. \u00c9 que a vida nunca foi deles mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Personifica\u00e7\u00f5es do capital, como dizia Marx, os capitalistas dizem Time is money (Tempo \u00e9 dinheiro). Para eles que vivem fundamentalmente do trabalho dos outros, pode ser. Faz sentido. Para os trabalhadores, n\u00e3o. Para estes, tempo \u00e9 vida. Se n\u00e3o t\u00eam tempo, n\u00e3o t\u00eam vida. Chegou a hora de mudar essa realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo fim da escala 6&#215;1! \u00c0s ruas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil nunca superou de todo o legado da escravid\u00e3o, a mais desbragada forma de explora\u00e7\u00e3o do trabalho. 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