{"id":14799,"date":"2015-04-15T19:44:59","date_gmt":"2015-04-15T19:44:59","guid":{"rendered":"https:\/\/abarevegan.com.br\/index.php\/2015\/04\/15\/obesidade-estabiliza-no-brasil-diz-ministerio\/"},"modified":"2015-04-15T19:44:59","modified_gmt":"2015-04-15T19:44:59","slug":"obesidade-estabiliza-no-brasil-diz-ministerio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/obesidade-estabiliza-no-brasil-diz-ministerio\/","title":{"rendered":"Obesidade estabiliza no Brasil, diz minist\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade alerta que 52,5% dos brasileiros est\u00e3o acima do peso, embora o \u00edndice de obesidade esteja est\u00e1vel. Por outro lado, aumento da pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o com menos gordura apontam que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 buscando h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice de obesidade est\u00e1 est\u00e1vel no pa\u00eds, mas o n\u00famero de brasileiros acima do peso \u00e9 cada vez maior. Pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Vigitel 2014, alerta que o excesso de peso j\u00e1 atinge 52,5% da popula\u00e7\u00e3o adulta do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa taxa, nove anos atr\u00e1s, era de 43% &#8211; o que representa um crescimento de 23% no per\u00edodo. Tamb\u00e9m preocupa a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%, embora este percentual n\u00e3o tenha sofrido altera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Os quilos a mais na balan\u00e7a s\u00e3o fatores de risco para doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como as do cora\u00e7\u00e3o, hipertens\u00e3o e diabetes, que respondem por 72% dos \u00f3bitos no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO mais importante para o Brasil neste momento \u00e9 deter o crescimento da obesidade. E n\u00f3s conseguimos segurar esse aumento. Isso j\u00e1 \u00e9 um grande ganho para a sociedade brasileira. Em rela\u00e7\u00e3o ao sobrepeso, n\u00e3o temos o mesmo impacto da obesidade, de estabiliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o temos nenhuma tend\u00eancia de crescimento disparando\u201d, destaca o ministro da Sa\u00fade, Arthur Chioro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo Brasil n\u00e3o h\u00e1 tend\u00eancia de disparos como nos outros pa\u00edses em que o crescimento da obesidade \u00e9 avassalador. Em compara\u00e7\u00e3o com nossos vizinhos conseguimos deter o crescimento, quando \u00e9 essa a tend\u00eancia\u201d, refor\u00e7a. O \u00edndice de obesidade do Brasil est\u00e1 abaixo, por exemplo, da Argentina (20,5%), Paraguai (22,8%) e Chile (25,1%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os homens e as mulheres brasileiros, s\u00e3o eles que registram os maiores percentuais. O \u00edndice de excesso de peso na popula\u00e7\u00e3o masculina chega a 56,5% contra 49,1% entre elas, embora n\u00e3o exista uma diferen\u00e7a significativa entre os dois sexos quando o assunto \u00e9 obesidade. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade, os jovens (18 a 24 anos) s\u00e3o os que registram as melhores taxas, com 38% pesando acima do ideal, enquanto as pessoas de 45 a 64 anos ultrapassam 61%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa demonstra ainda que as pessoas com menor escolaridade, 0 a 8 anos de estudo, registram a maior \u00edndice, 58,9%, enquanto 45% do grupo que estudou 12 anos ou mais est\u00e1 acima do peso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impacto da escolaridade \u00e9 ainda maior entre as mulheres, em que o \u00edndice estre os mais escolarizados \u00e9 ainda menor, 36,1%. As mesmas diferen\u00e7as se repetem com os dados de obesidade. O \u00edndice \u00e9 maior entre os que estudaram por at\u00e9 8 anos (22,7%) e menor entre os que estudaram 12 anos ou mais (12,3%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Vigitel 2014 entrevistou, por inqu\u00e9rito telef\u00f4nico, entre fevereiro e dezembro de 2014, 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os estados do pa\u00eds e do Distrito Federal. Realizada desde 2006 pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a pesquisa, ao medir a preval\u00eancia de fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o para doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis na popula\u00e7\u00e3o brasileira, serve para subsidiar as a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Brasil tem feito algo in\u00e9dito no mundo, que \u00e9 manter esse sistema de monitoramento durante tantos anos. N\u00f3s sabemos que a obesidade e o excesso de peso s\u00e3o problemas generalizados no mundo e por essa raz\u00e3o o Vigitel \u00e9 importante para subsidiar as a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as\u201d, destacou a diretora do Departamento de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as e Agravos N\u00e3o Transmiss\u00edveis e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Deborah Malta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do avan\u00e7o do excesso de peso e da obesidade, outros indicadores levantados pelo Vigitel tamb\u00e9m apontam para o maior risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas entre os brasileiros. Do total de entrevistados em todo o pa\u00eds, 20% disseram ter diagn\u00f3stico m\u00e9dico de colesterol alto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse caso, s\u00e3o as mulheres que registram percentual acima da m\u00e9dia nacional, de 22,2%, contra 17,6% entre os homens. Em ambos os sexos, a doen\u00e7a se torna mais comum com o avan\u00e7o da idade e entre as pessoas de menor escolaridade. Entre os que tem mais de 55 anos o \u00edndice ultrapassa 35%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MAIS EXERC\u00cdCIOS \u2013<\/strong> Apesar do avan\u00e7o de fatores de risco como excesso de peso e colesterol alto, a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 mais atenta a h\u00e1bitos saud\u00e1veis, com crescimento do n\u00famero de pessoas que se exercitam regularmente e daquelas que mant\u00e9m uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada, com maior presen\u00e7a de frutas e hortali\u00e7as e menos gordura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Vigitel 2014, o brasileiro est\u00e1 se exercitando mais, com aumento de 18% nos \u00faltimos seis anos do percentual de pessoas que praticam atividade f\u00edsica no lazer. Este ano, 35,3% dos entrevistados disseram dedicar pelo menos 150 minutos do seu tempo livre na semana com exerc\u00edcios, enquanto o \u00edndice de 2009 era de 29,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os homens s\u00e3o mais ativos que as mulheres, 41,6% deles praticam o recomendado de atividade f\u00edsica contra 30% entre o p\u00fablico feminino. Os jovens, em ambos os sexos, s\u00e3o os que mais se exercitam, com \u00edndice de 50%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, a escolaridade aparece como um fator importante. Enquanto 47,8% das pessoas que tem 12 anos ou mais de estudo praticam exerc\u00edcios no tempo livre, entre os de escolaridade menor (at\u00e9 oito anos de estudo) o \u00edndice \u00e9 22,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o n\u00famero de pessoas que disseram praticar atividade f\u00edsica \u00e9 maior que aqueles que n\u00e3o se exercitam, ainda \u00e9 alto o \u00edndice da popula\u00e7\u00e3o fisicamente inativa, ou seja, que afirmam n\u00e3o ter feito nenhuma atividade nos \u00faltimos tr\u00eas meses: 15,4% dos entrevistados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mais inativos s\u00e3o os idosos com 65 anos ou mais (38,2%), mas 12% dos jovens de 18 a 24 anos disseram tamb\u00e9m n\u00e3o ter feito esfor\u00e7os f\u00edsicos. Apesar disso, o h\u00e1bito de ver televis\u00e3o cai: o \u00edndice de pessoas que passam mais de tr\u00eas horas de frente para a telinha passou de 31% para 25,3% em nove anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sedentarismo est\u00e1 relacionado ao aparecimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como c\u00e2ncer, hipertens\u00e3o, diabetes e obesidade. No mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, 31% dos adultos com 15 anos ou mais n\u00e3o s\u00e3o suficientemente ativos. Esse \u00edndice no Brasil, segundo o Vigitel 2014, que soma apenas as pessoas com mais de 18 anos, \u00e9 de 48,7%. O desafio assumido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 reduzir esse percentual a 10% at\u00e9 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a OMS, 3,2 milh\u00f5es de mortes todo ano s\u00e3o atribu\u00eddas \u00e0 atividade f\u00edsica insuficiente e o sedentarismo \u00e9 o quarto maior fator de risco de mortalidade global, respons\u00e1vel por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no c\u00f3lon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MENOS SAL E GORDURA \u2013<\/strong> Outro h\u00e1bito positivo para a sa\u00fade do brasileiro \u00e9 que as frutas e hortali\u00e7as est\u00e3o presentes na rotina da popula\u00e7\u00e3o. Do total de entrevistados, 36,5% disseram consumir esses alimentos cinco ou mais dias da semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o \u00edndice cai para 24,1%, equivalente a um quarto da popula\u00e7\u00e3o, quando se considera a quantidade recomendada pela OMS \u2013 cinco ou mais por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, 400 g. As mulheres s\u00e3o as que mais diversificam seus pratos. O consumo recomendado de frutas e hortali\u00e7as entre elas sobe para 28,2% enquanto entre os homens cai para 19,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o consumo de carnes com excesso de gordura caiu. Entre 2007 e 2014, o percentual de entrevistados que disseram consumir esses alimentos passou de 32,3% para 29,4%. Nesse caso, os homens consomem duas vezes mais, com 38,4%, enquanto entre as mulheres o \u00edndice \u00e9 de 21,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da busca por carnes mais magras, o sal continua bem presente no prato do brasileiro. A frequ\u00eancia de adultos que consideram seu consumo de sal muito alto ou alto foi de 15,6%, sendo maior entre os homens (17,4%). Esse percentual cai com a idade, mas aumenta com os anos de escolaridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Vigitel 2014, a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baixa em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de sal em excesso. O percentual deve ser ainda maior, uma vez que o estudo da POF\/IBGE de 2008 mostrou que, naquela \u00e9poca, o consumo de s\u00f3dio do brasileiro excedia em mais de duas vezes o limite m\u00e1ximo recomendado pela OMS, cinco gramas por dia. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 12 gramas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo de refrigerantes e doces tamb\u00e9m est\u00e1 caindo. Dados de 2014 apontam que 20,8% da popula\u00e7\u00e3o toma refrigerante cinco vezes ou mais na semana, menor que o \u00edndice de 2007 (30,9%). J\u00e1 os alimentos doces est\u00e3o na rotina cinco ou mais dias da semana de 18,1% da popula\u00e7\u00e3o, sendo mais presentes nas refei\u00e7\u00f5es das mulheres (20,3%) que dos homens (15,8%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostrou ainda mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o relacionadas \u00e0s rotinas mais modernas das fam\u00edlias. Do total, 16,2% da popula\u00e7\u00e3o substitui o almo\u00e7o ou a janta por lanche sete ou mais vezes na semana. Mesmo assim o consumo do feij\u00e3o, t\u00e3o popular no prato do brasileiro, permanece alto: 66% dos adultos consomem feij\u00e3o cinco ou mais dias na semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PROMO\u00c7\u00c3O DA SA\u00daDE \u2013<\/strong> O acompanhamento desses n\u00fameros orienta as a\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que t\u00eam priorizado a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Uma das metas do Plano de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas para o Enfrentamento das Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas n\u00e3o Transmiss\u00edveis (DCNT), lan\u00e7ado em 2011, \u00e9 deter o crescimento da obesidade e excesso de peso no pa\u00eds, bem como incentivar a ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as cr\u00f4nicas s\u00e3o respons\u00e1veis por 72,4% dos \u00f3bitos dos brasileiros. O Minist\u00e9rio quer diminuir em 2% ao ano o n\u00famero de mortes por estas doen\u00e7as at\u00e9 2022. O investimento no Sistema \u00danico de Sa\u00fade em Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, respons\u00e1vel por resolver at\u00e9 80% dos problemas de sa\u00fade, cresceu 106% em quatro anos, chegando a R$ 20 bilh\u00f5es em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o quase 40 mil equipes de Sa\u00fade da Fam\u00edlia, cobrindo 60% da popula\u00e7\u00e3o. As equipes contam com o apoio de profissionais, como nutricionistas, fisioterapeutas e de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica que ficam nos 3.923 N\u00facleos de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade com mais de 18 milh\u00f5es de alunos do ensino fundamental por meio do Programa Sa\u00fade na Escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o incentivo a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica destaca-se o Programa Academia da Sa\u00fade, que j\u00e1 conta com 1.568 polos com equipamentos e profissionais qualificados. Al\u00e9m disso, o novo Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira e o livro Alimentos Regionais Brasileiros do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade orientam as fam\u00edlias a optarem por refei\u00e7\u00f5es caseiras e evitarem a alimenta\u00e7\u00e3o fast food.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apresenta tamb\u00e9m a campanha \u201cDa Sa\u00fade se Cuida Todos os Dias\u201d, com foco na Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, cujo objetivo \u00e9 incentivar mudan\u00e7as individuais e de comportamento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o divulgadas por meio de pe\u00e7as publicit\u00e1rias e pelo portal www.saude.gov.br\/promocaodasaude.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade alerta que 52,5% dos brasileiros est\u00e3o acima do peso, embora o \u00edndice de obesidade esteja est\u00e1vel. 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