{"id":146335,"date":"2024-12-26T08:08:59","date_gmt":"2024-12-26T13:08:59","guid":{"rendered":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/?p=146335"},"modified":"2024-12-26T08:09:38","modified_gmt":"2024-12-26T13:09:38","slug":"vira-latismo-brasileiro-o-suposto-plagio-de-adele-e-os-efeitos-do-colonialismo-cultural-entre-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/vira-latismo-brasileiro-o-suposto-plagio-de-adele-e-os-efeitos-do-colonialismo-cultural-entre-nos\/","title":{"rendered":"Vira-latismo brasileiro &#8211; o (suposto) pl\u00e1gio de Adele e os efeitos do colonialismo cultural entre n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p>Recentemente, a not\u00edcia de que a cantora e compositora brit\u00e2nica Adele teria plagiado uma m\u00fasica (<em>Mulheres<\/em>) do sambista brasileiro Martinho da Vila ganhou proje\u00e7\u00e3o na imprensa e nas redes sociais. <em>Quem \u00e9 Martinho da Vila para questionar a Adele?<\/em>, indagavam alguns f\u00e3s da cantora, indignados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O caso \u00e9 muito emblem\u00e1tico a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre cultura e identidade nacional. Merece uma reflex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de prosseguir e entrar propriamente no assunto que nos move, algumas observa\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias e necess\u00e1rias. Embora digam que a m\u00fasica \u00e9 de Martinho da Vila<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, na verdade ela \u00e9 de autoria de Toninho Geraes. Martinho apenas gravou como cantor. Interessa registrar, tamb\u00e9m, que o processo movido por Geraes contra Adele est\u00e1 apenas no in\u00edcio. A justi\u00e7a brasileira j\u00e1 determinou a retirada da m\u00fasica de Adele das plataformas em que toca, mas um processo contra pl\u00e1gios n\u00e3o \u00e9 n\u00f3 simples de se desatar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, para tomar essa medida, a justi\u00e7a se valeu da opini\u00e3o de t\u00e9cnicos e artistas, gente com conhecimento balizado para fundamentar essa decis\u00e3o primeira. N\u00e3o \u00e9 certo, por\u00e9m, que essa decis\u00e3o seja mantida nas inst\u00e2ncias a que Adele ainda pode recorrer. At\u00e9 porque, se, de fato, estamos em face de um pl\u00e1gio, n\u00e3o se trata de um pl\u00e1gio descarado, amador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00fasicas em quest\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> t\u00eam muito em comum. A sequ\u00eancia de acordes que lhes serve de base \u00e9 praticamente a mesma. \u00c9 certo. Mas elas t\u00eam l\u00e1 suas diferen\u00e7as. Entre essas diferen\u00e7as, o ritmo \u00e9 a que mais se destaca, al\u00e9m do idioma em que cada uma \u00e9 cantada. Uma \u00e9 samba, carregada de <em>swing<\/em> e irrever\u00eancia; e a outra, uma balada algo melanc\u00f3lica, gostosamente dolorida, como s\u00f3 as can\u00e7\u00f5es de Adele. Isso acrescenta complexidade \u00e0 querela, dando margem para posi\u00e7\u00f5es diferentes e opostas sobre o objeto da contenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre outras coisas, \u00e9 por isso &#8211; e por uma quest\u00e3o de cautela e justi\u00e7a &#8211; que usamos a palavra \u201csuposto\u201d no t\u00edtulo desse artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o sabemos ainda se se trata de pl\u00e1gio, por qual raz\u00e3o escrever um texto sobre isso? Ainda que haja d\u00favidas quanto ao pl\u00e1gio, de nossa parte, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida quanto \u00e0 postura de certos f\u00e3s da cantora e \u00e9 sobre isso que versamos nessas p\u00e1ginas: sobre os efeitos do colonialismo cultural entre n\u00f3s, aflorados com for\u00e7a por conta da den\u00fancia de pl\u00e1gio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, tenham ou n\u00e3o replicado a frase de que partimos (<em>Quem \u00e9 Martinho da Vila para questionar a Adele?<\/em>), muitos f\u00e3s da cantora demonstram verdadeira ignor\u00e2ncia quanto a quem seja Martinho da Vila. Sem inten\u00e7\u00e3o de fazer uma biografia, cabe esclarecer que ele \u00e9 um de nossos mais importantes sambistas e compositores, autor de sucessos como <em>Canta canta, minha gente<\/em>, <em>Disritmia<\/em>, <em>Casa de bamba<\/em>, <em>Madalena do Juc\u00fa<\/em>, <em>Ex-amor<\/em>, entre in\u00fameros outros. Can\u00e7\u00f5es belas, forjadas por refinada e doce poesia, embaladas em ritmos envolventes e cativantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, n\u00e3o sendo por outra coisa, o imbr\u00f3glio do pl\u00e1gio demonstrou a verdadeira ignor\u00e2ncia que alguns f\u00e3s de Adele t\u00eam em rela\u00e7\u00e3o a esse grande compositor brasileiro. Como se pode supor, em parte, isso se deve a um elemento geracional. Lan\u00e7ada em 1995, <em>Mulheres<\/em> foi, talvez, o \u00faltimo grande sucesso de Martinho da Vila. Muitos dos f\u00e3s de Adele nem eram ent\u00e3o nascidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De l\u00e1 para c\u00e1&#8230; Faz tempo nosso compositor j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o em evid\u00eancia. O mesmo se pode dizer do samba. Ambos perderam muita visibilidade ao longo dos \u00faltimos anos, marcados pelo dom\u00ednio quase absoluto do sertanejo universit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Al\u00e9m disso, a maneira como hoje se conhece e se aprecia m\u00fasica \u00e9 muito diferente do que ocorria em tempos pret\u00e9ritos. Hoje, no tempo das plataformas digitais, o <em>algoritmo<\/em> tudo comanda, determinando amplamente o que conhecemos e o que ignoramos. Movido por uma perversa l\u00f3gica, o algoritmo d\u00e1 for\u00e7a ao que j\u00e1 tem for\u00e7a e condena o j\u00e1 sem for\u00e7as. O resultado \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o de mais do mesmo, <em>ad nauseam<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso faz com que nossos jovens tenham muito mais chances de receber notifica\u00e7\u00f5es de artistas como Adele do que de artistas brasileiros, como Martinho da Vila. De certo \u00e2ngulo, as plataformas parecem democr\u00e1ticas. Independentemente da nacionalidade e das condi\u00e7\u00f5es sociais, todos os artistas poder-iam nelas expor sua produ\u00e7\u00e3o. Seus algoritmos parecem aleat\u00f3rios. Perecem, mesmo, oferecer um <em>portf\u00f3lio<\/em> repleto de op\u00e7\u00f5es diversificadas e infindas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, manietados de cima, o que fazem \u00e9 alimentar uma din\u00e2mica de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de <em>colonialismo cultural<\/em>. Toda liberdade de escolha a\u00ed experimentada \u00e9 pura indu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seu modo, as plataformas contribuem para que nossa juventude ignore e, por assim escrever, fique de costas para nossa cultura nacional. E, assim, modelam significativamente o comportamento, a mentalidade e o gosto de nossos jovens. Estes crescem sem ra\u00edzes em sua pr\u00f3pria terra e cultura, tendendo a desprezar o que \u00e9 local\/nacional e a, deslumbrados, valorizar o que \u00e9 de fora. Parafraseando S\u00e9rgio Buarque de Holanda (<em>Ra\u00edzes do Brasil<\/em>), \u00e9 justo diz\u00ea-los \u201cdesterrados em sua pr\u00f3pria terra\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 na esteira desse fen\u00f4meno, radicalizando-o, que agora ouvimos falar de \u201cexilionismo\u201d e \u201cexilionistas\u201d. Segundo defini\u00e7\u00e3o de uma jovem que assim se apresenta nas redes sociais e que diz que \u201cs\u00f3 falava em ingl\u00eas dentro de casa\u201d, \u201cexilionista\u201d \u00e9 a pessoa que \u201cse sente exilada no pa\u00eds em que nasceu\u201d. De acordo com ela, \u201ca gente &#8211; os exilionistas &#8211; nasce com uma nacionalidade, mas se identifica com outra nacionalidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jovem afirma que n\u00e3o \u00e9 louca, com o que concordamos. O problema n\u00e3o \u00e9 de loucura, e sim de colonialismo cultural. Bombardeada, desde cedo, com elementos de uma cultura estrangeira, que \u00e9 apresentada como sendo superior \u00e0 cultura vern\u00e1cula, ela acabou sucumbindo ao ass\u00e9dio. Por fim, internalizou os valores estranhos. Agora, tais valores fazem parte do que ela \u00e9 e\/ou de como ela se entende. Jovens assim, diria Cazuza, \u201cS\u00e3o caboclos querendo ser ingleses\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah se a jovem valorizasse a cultura nacional&#8230; Ela poderia ouvir a can\u00e7\u00e3o <em>Gera\u00e7\u00e3o Coca-Cola<\/em> da banda de rock nacional <em>Legi\u00e3o urbana<\/em> e entender, em chave libertadora, a cr\u00edtica mordaz dirigida contra o colonialismo cultural ali presente:<\/p>\n<p><em>Quando nascemos fomos programados<br \/>\nA receber o que voc\u00eas nos empurraram<br \/>\nCom os enlatados dos U.S.A., de nove as seis<\/em><\/p>\n<p><em>Desde pequenos n\u00f3s comemos lixo<br \/>\nComercial e industrial<br \/>\nMas agora chegou nossa vez<br \/>\nVamos cuspir de volta o lixo em cima de voc\u00eas<\/em><\/p>\n<p>(<em>Gera\u00e7\u00e3o Coca-cola<\/em>, Renato Russo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o defendemos aqui, vejam bem, uma postura de isolacionismo, como quem busca mover para tr\u00e1s a roda do tempo, tentando em v\u00e3o desespero encontrar um <em>purismo cultural<\/em> inexistente. Nossa cultura \u00e9 h\u00edbrida, misturada desde sempre. Esse \u00e9 seu elemento mais essencial. N\u00e3o existe Brasil sem mistura, sem mesti\u00e7agem!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Advogamos, antes, uma postura de conhecimento e reconhecimento da cultura nacional. S\u00f3 assim poderemos valorizar o que \u00e9 de fora sem que, para isso, tenhamos que desprezar o que \u00e9 de dentro, o que \u00e9 nosso. Essa \u00e9 a express\u00e3o mais acabada de vira-latismo cultural: ignor\u00e2ncia e servilismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E como \u00e9 bom saber dos <em>Beatles<\/em> e dos <em>Stones<\/em>, sem ignorar <em>Os mutantes<\/em>, <em>Secos &amp; molhados<\/em> e <em>Novos baianos<\/em>. Como \u00e9 salutar saber de Dua Lipa, Rihanna, Lady Gaga e Beyonc\u00e9, sem ignorar Gal Costa, Maria Beth\u00e2nia, Elis Regina e Alcione. Como \u00e9 bom apreciar Bob Dylan, David Bowie, Stevie Wonder e Paul Simon, sem ignorar Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Raul Seixas, Belchior, Alceu Valen\u00e7a, Z\u00e9 Geraldo, Lenine, Chico C\u00e9sar. \u00c9 fant\u00e1stico saber de <em>Pink Floyd<\/em>, <em>Led Zeppelin<\/em>, <em>Ramones<\/em> e <em>Nirvana<\/em>, sem desconhecer <em>Clube da esquina<\/em>, <em>Fundo de quintal<\/em>, <em>Tit\u00e3s<\/em>, <em>Engenheiros do Hawaii<\/em>, <em>Sepultura<\/em>&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poder\u00edamos multiplicar ainda mais os exemplos, elencando com justi\u00e7a muitos outros grandes nomes. O ba\u00fa de nosso tesouro cultural \u00e9 riqu\u00edssimo. Um dos mais exuberantes do mundo. Sem sombra de d\u00favida. Supomos, contudo, que j\u00e1 nos fizemos entender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para finalizar, \u00e9 imperativo tratar de outra dimens\u00e3o do problema, a mais perversa: o endosso ao uso da viol\u00eancia e da expropria\u00e7\u00e3o por parte do colonizador contra suas v\u00edtimas, o que leva, inelutavelmente, \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o do colonizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A frase de que partimos (<em>Quem \u00e9 Martinho da Vila para questionar a Adele?<\/em>), n\u00e3o apenas pode expressar uma ignor\u00e2ncia quanto a quem \u00e9 Martinho da Vila, como, mesmo, pode ser uma nega\u00e7\u00e3o do direito de ele questionar a expropria\u00e7\u00e3o que esteja sofrendo ou venha a sofrer por parte de algu\u00e9m considerado superior a ele. Com isso, reiteramos que o tema transcende Adele e Martinho da Vila, que aqui figuram quase como nomes aleg\u00f3ricos. O importante n\u00e3o \u00e9 de quem tratamos, mas do fen\u00f4meno social de que tratamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque-se que tal questionamento n\u00e3o parte sequer do expropriador, e sim de uns conterr\u00e2neos do expropriado, o que tende a endossar a expropria\u00e7\u00e3o. Dessa forma, o ato de viol\u00eancia e expropria\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o \u00e9 entendido como tal ou \u00e9 revestido de uma aparente legitimidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na l\u00f3gica (de alguns) dos f\u00e3s de Adele, mesmo sendo expropriado de suas riquezas, dos frutos de seu trabalho, as v\u00edtimas n\u00e3o teriam o direito de questionar. Em verdade, talvez, tivessem at\u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de agradecer pela expropria\u00e7\u00e3o, sentindo-se privilegiados pela b\u00ean\u00e7\u00e3o da apropria\u00e7\u00e3o indevida. \u201cQuem me dera, ao menos uma vez, ter de volta todo ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade se algu\u00e9m levasse embora at\u00e9 o que eu n\u00e3o tinha\u201d (<em>\u00cdndios<\/em>, Renato Russo)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como vemos, o colonialismo cultural promove bem mais que a simples ignor\u00e2ncia. Ele tamb\u00e9m perverte a identidade e a solidariedade. Ao inv\u00e9s de se solidarizarem com um irm\u00e3o de nacionalidade, objeto da viol\u00eancia, solidarizam-se com o estrangeiro algoz, sujeito perpetrador da viol\u00eancia. Sua solidariedade n\u00e3o est\u00e1 com quem sofre a viol\u00eancia &#8211; mesmo se este \u00e9 um irm\u00e3o seu, um igual -, e sim com quem a pratica. Sua indigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 voltada contra quem viola direitos, e sim contra quem, amparando-se na lei, procura se defender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabe sublinhar que, sem deixar de ser crime, o pl\u00e1gio \u00e9 uma maneira <em>torta<\/em> de reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o. Se pl\u00e1gio \u00e9 roubo, apropria\u00e7\u00e3o indevida, ele segue a l\u00f3gica das outras formas de roubo e apropria\u00e7\u00f5es. Para falar de uma forma mais direta: \u00e9 apropria\u00e7\u00e3o de algo que tem valor. \u00c9 o valor da coisa, ali\u00e1s, que justifica a apropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim sendo, caso se confirme, o pl\u00e1gio de Adele mostrar\u00e1 que nem mesmo ela que \u00e9 estrangeira estaria submetida \u00e0 cegueira art\u00edstico-cultural a que est\u00e3o submetidos (alguns de) seus f\u00e3s. Pois ela, mesmo olhando de longe, consegue ver qualidade na arte que eles ignoram e\/ou desprezam, mesmo olhando de perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Professor e pesquisador de Instituto Federal do Acre\/Campus Cruzeiro do Sul. Autor dos livros <em>Democracia no Acre: not\u00edcias de uma aus\u00eancia<\/em> (PUBLIT, 2014), <em>Desenvolvimentismo na Amaz\u00f4nia: a farsa fascinante, a trag\u00e9dias fac\u00ednora<\/em> (EDIFAC, 2018), <em>A pol\u00edtica da antipol\u00edtica no Brasil<\/em>, Vol. I e II (EaC Editor, 2021) e <em>Ci\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica<\/em>, Vol. I e II (EaC Editor, 2024).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> O que manteremos para facilitar nossa comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Mulheres<\/em>, de Toninho Geraes e <em>Million yers ago<\/em>, de Adele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, a not\u00edcia de que a cantora e compositora brit\u00e2nica Adele teria plagiado uma m\u00fasica (Mulheres) do sambista brasileiro Martinho da Vila ganhou proje\u00e7\u00e3o na imprensa e nas redes sociais. 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