{"id":145580,"date":"2024-12-12T14:17:34","date_gmt":"2024-12-12T19:17:34","guid":{"rendered":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/?p=145580"},"modified":"2024-12-12T14:17:34","modified_gmt":"2024-12-12T19:17:34","slug":"mulheres-indigenas-correrias-e-reexistencia-na-amazonia-sul-ocidental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/mulheres-indigenas-correrias-e-reexistencia-na-amazonia-sul-ocidental\/","title":{"rendered":"Mulheres Ind\u00edgenas: correrias e (re)exist\u00eancia na amaz\u00f4nia sul ocidental"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>[&#8230;] \u201cE, assim como a cultura n\u00e3o \u00e9 isenta de barb\u00e1rie, n\u00e3o o \u00e9, tampouco, o processo de transmiss\u00e3o da cultura. Por isso, na medida do poss\u00edvel, o materialista hist\u00f3rico se desvia dela. Considera sua tarefa <u>escovar a hist\u00f3ria a contrapelo\u201d<\/u> &#8211; <\/em><\/strong><em>Walter Benjamin.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em princ\u00edpio, o termo \u201chist\u00f3ria a contrapelo\u201d cunhado por Walter Benjamin, foi fil\u00f3sofo, ensa\u00edsta, tradutor e cr\u00edtico liter\u00e1rio alem\u00e3o. em sua obra Teses sobre o conceito de Hist\u00f3ri\u00b9, tornou-se algo fundamental principalmente para o nosso of\u00edcio de historiadores, pois Benjamin, cr\u00edtico como era, defendia radicalmente uma mudan\u00e7a em como observamos e analisamos as hist\u00f3rias das hist\u00f3rias. Sendo assim, \u201cescovar a hist\u00f3ria a contrapelo\u201d \u00e9 ir de confronto com as hist\u00f3rias ditas \u201coficiais\u201d, lineares e progressistas, questionando a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, e trazer \u00e0 tona uma nova perspectiva, n\u00e3o mais dos vencedores. Portanto, buscando fazer uma hist\u00f3ria a contrapelo, trarei o mais novo texto da coluna Escavando Hist\u00f3ria baseado na minha pesquisa de monografia, ainda em andamento, intitulada \u201cMulheres Ind\u00edgenas: correrias e (re)exist\u00eancia na Amaz\u00f4nia sul ocidental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, o que proponho na pesquisa \u00e9 uma leitura mais cr\u00edtica e inclusiva da historiografia acreana, a qual sempre buscou realizar uma an\u00e1lise e leitura de uma hist\u00f3ria do Acre bela e her\u00f3ica, apagando a hist\u00f3ria amarga, principalmente os genoc\u00eddios, abusos e captura de mulheres e crian\u00e7as ind\u00edgenas, durante a expans\u00e3o e o extrativismo da borracha no Estado, principalmente nos processos os quais ficaram conhecidos como \u201cAs correrias\u201d. Al\u00e9m disso, destacar essas mulheres como protagonistas da historiografia da Amaz\u00f4nia Sul-Ocidental \u00e9 desafiar a fal\u00e1cia da aus\u00eancia de mulheres na Amaz\u00f4nia. Essa suposta falta de presen\u00e7a feminina revela, na verdade, que as mulheres ind\u00edgenas n\u00e3o eram reconhecidas como mulheres ou at\u00e9 mesmo como seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Gerson Albuquerque, professor Titular da Universidade Federal do Acre, afirma: \u201cuma escrita da hist\u00f3ria na Amaz\u00f4nia acreana que apagou a multiplicidade cultural, lingu\u00edstica, ambiental, \u00e9tnica e social dessa regi\u00e3o \u00e9 algo que ganha a conota\u00e7\u00e3o de desafio\u201d \u00b2. \u00c9 um desafio para o historiador buscar uma historiografia acreana que n\u00e3o tenha um discurso que enaltece a import\u00e2ncia dos ditos \u201ccivilizados\u201d na regi\u00e3o, apagando a hist\u00f3ria dos povos origin\u00e1rios que habitam essas terras. Com isso, destacam-se as Correrias que ocorreram no territ\u00f3rio do Acre, por volta do s\u00e9culo XIX, mas que ainda s\u00e3o presentes na sociedade atual, visto que \u00e9 comum nas fam\u00edlias acreanas a presen\u00e7a ou conhecimento de algum parente que participou ou foi capturado nas correrias. Principalmente as mulheres ind\u00edgenas, as quais representaram um ponto crucial na forma\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Por\u00e9m, para darmos in\u00edcio a essa discuss\u00e3o, \u00e9 fundamental contextualizar de forma geral o que seria as Correrias?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio pelos caucheiros peruanos, seringalistas e seringueiros brasileiros por causa da explora\u00e7\u00e3o da borracha, os povos origin\u00e1rios foram vistos como empecilho para implanta\u00e7\u00e3o dos seringais. Com isso, as chamadas Correrias foram organizadas pelos seringalistas para expulsar e\/ou dizimar os povos ind\u00edgenas dos territ\u00f3rios que os patr\u00f5es desejavam ocupar para explora\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex. N\u00e3o tem uma data exata de quando se iniciou as Correrias, mas na d\u00e9cada de 1870 a 1880 a regi\u00e3o do Purus estava povoada por n\u00e3o ind\u00edgenas. Colocando dessa forma, aparenta ser uma simples expuls\u00e3o, mas as correrias v\u00e3o al\u00e9m. Segundo Ernesto Martinez Rodriguez (2016) \u201c [&#8230;] Correrias \u00e9 na verdade, o fato de que constitu\u00edram genoc\u00eddio aos povos ind\u00edgenas que habitavam as \u00e1reas de interesse para a ind\u00fastria da borracha e serrarias. Foram submetidos a viol\u00eancia extrema, f\u00edsica, moral e cultural, resultando o desaparecimento de v\u00e1rias etnias de povos tradicionais\u201d\u00b3 (2016,p.77).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cena de uma Correria segundo o testemunho do padre franc\u00eas Constant Tastevin (1925)<\/p>\n<figure id=\"attachment_145581\" aria-describedby=\"caption-attachment-145581\" style=\"width: 444px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-145581 size-full\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-12-at-2.11.21-PM.jpeg\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-12-at-2.11.21-PM.jpeg 444w, https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-12-at-2.11.21-PM-300x227.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-145581\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Retirada da Disserta\u00e7\u00e3o de Ernesto Martinez Rodriguez, 2016.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A matan\u00e7a desses povos foi facilmente justificada, eles n\u00e3o eram vistos como seres humanos, mas como animais sem alma que estavam ocupando uma terra que deveria estar vazia. Essa leitura \u00e9 amplamente fortalecida pelos relatos do Castello Branco (1952) \u2074, onde na obra \u201cGentio Acreano\u201d diz: \u201cTinha-se o \u00edndio como um animal prejudicial e mal\u00e9fico, incapaz de ser civilizado, pensamento, ali\u00e1s, de pessoas influentes que dirigiram a coloniza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, ignorantes, incapazes de tomar no momento outra dire\u00e7\u00e3o, principalmente, por encontrarem alguma resist\u00eancia na ocupa\u00e7\u00e3o da terra, a qual s\u00f3 poderia dar o resultado verificado, a quase extermina\u00e7\u00e3o dessa gente\u201d \u2075. Perceba que, o mesmo descreve o ind\u00edegena como um ser mau, incapaz que est\u00e1 atrapalhando o desenvolvimento somente pela sua exist\u00eancia. Al\u00e9m disso, Castello Branco ainda complementa que os ind\u00edgenas resistem \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de suas terras, essas resist\u00eancias, eram atacando casas dos patr\u00f5es ou barrac\u00f5es roubando utens\u00edlios, ferramentas e queimando as casas.\u00a0 Por\u00e9m, ele culpa o exterm\u00ednio das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas devido \u00e0s resist\u00eancias, sendo totalmente contradit\u00f3rio, pois devido ao exterm\u00ednio por parte do colonizador, ocasionou na luta pela terra e pela vida indigena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isso, os que sobreviveram \u00e0s correrias tiveram que fugir das terras e entrar mais fundo na floresta e outros foram \u201camansados\u201d, termo utilizado quando aquele ou aquela ind\u00edgena era proibido de praticar seus costumes e cultura, passando por um processo at\u00e9 de cristianiza\u00e7\u00e3o dos mesmos. Al\u00e9m disso, tiveram sua for\u00e7a de trabalho explorada na extra\u00e7\u00e3o da borracha, dando origem ao conhecido \u201cseringueiro\u201d. Entretanto, ao cunhar esse termo aos ind\u00edgenas trabalhadores nos seringais, os mesmos passaram por outro apagamento, deixando de existir como povo indigena, al\u00e9m de sofrerem grandes processos de acultura\u00e7\u00e3o dos seringais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Mulheres Ind\u00edgenas e a Viol\u00eancia Sexual: Romantiza\u00e7\u00e3o e Invisibilidade Hist\u00f3rica<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">De certo, como j\u00e1 supracitado, dentre os sobreviventes das correrias eram amassados e colocados para trabalhar dentro das coloca\u00e7\u00f5es de seringa e, principalmente, mulheres e crian\u00e7as ind\u00edgenas, tomadas com \u201ctrof\u00e9us\u201d e muitas vezes eram comercializadas ou dadas de presente para seringueiros. Portanto, o famoso ditado acreano \u201cpega no la\u00e7o\u201d nada mais \u00e9 do que a romantiza\u00e7\u00e3o do sequestro e o estupro das mulheres ind\u00edgenas, onde ainda tiveram sua historiografia de luta e (re)existencia apagada e romantizada. As obras encontradas citando as mulheres ind\u00edgenas s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es que destacam enaltecer os ditos conquistadores, sendo assim, faz-se necess\u00e1rio alertar que as an\u00e1lises identificadas das obras s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es do que seria mulher para esses autores e para uma sociedade que os homens dominavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, em muitas das obras, relat\u00f3rios e demais escritos, o uso da mulher como troca aparece constantemente, pois a figura feminina para o colonizador \u00e9 um mero objeto, seus corpos s\u00e3o compreendidos apropriados para atos sexuais. Por isso, \u00e9 fundamental questionar as representa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ria her\u00f3ica e oficial, uma vez que as mulheres ind\u00edgenas frequentemente foram apresentadas como corpos sujeitos \u00e0 viol\u00eancia sexual, ao trabalho nas resid\u00eancias dos seringalistas, a casamentos compuls\u00f3rios e \u00e0 fun\u00e7\u00e3o reprodutiva. Assim, mulheres ind\u00edgenas foram subjugadas de forma semelhante \u00e0s mulheres brancas devido \u00e0 inferioriza\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, no entanto, as ind\u00edgenas enfrentaram um sofrimento adicional, pois n\u00e3o eram reconhecidas como seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, assim, \u00e0 luz do que foi apresentado at\u00e9 agora, afirmo que o pesquisador da hist\u00f3ria deve ser visto como um dos principais advers\u00e1rios das narrativas \u201coficiais\u201d, das chamadas \u201cgrandes verdades\u201d e das figuras consideradas \u201cher\u00f3is\u201d. Ele deve incessantemente criticar o pr\u00f3prio trabalho, ou seja, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Portanto, \u00e9 preciso ser como um imenso elefante na sala, provocando desconforto! Dessa forma, assume o papel de algu\u00e9m &#8220;inc\u00f4modo&#8221;, que ir\u00e1 &#8220;desmentir&#8221; verdades, questionar o que se considera conhecimento e desconstruir as narrativas moldadas por interesses. Seu objetivo principal \u00e9 confrontar esses interesses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0[1] <\/strong>BENJAMIN, Walter. Teses sobre o conceito da hist\u00f3ria, 1940. Dispon\u00edvel em:<a href=\"http:\/\/www.proibidao.org\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/Sobre-o-conceito-de-historia_Walter-Benjamin.pdf\"> http:\/\/www.proibidao.org\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/Sobre-o-conceito-de-historia_Walter-Benjamin.pdf<\/a>. Acesso: 4 de nov. de 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[2] <\/strong>DE ALBUQUERQUE, G. R. Hist\u00f3ria e historiografia do Acre: notas sobre os sil\u00eancios e a l\u00f3gica do progresso. <strong>TROPOS<\/strong>, <em>v<\/em>.<em>1<\/em>, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[3] <\/strong>RODRIGUEZ, E. M. Correrias: \u00cdndios, Caucheiros e Seringueiros (Acre 1942\/1983). Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria) &#8211; Universidade Federal do Amazonas, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[4] <\/strong>CASTELO BRANCO, J. M. Brand\u00e3o. \u201cO Gentio Acreano\u201d. In: Revista do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, Vol. 27, abril-junho, 1950.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-145583 alignleft\" src=\"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-12-at-2.13.09-PM-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"287\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dandara Cesar Dantas<\/strong> &#8211; Acad\u00eamica do 8\u00ba per\u00edodo de Bacharelado em Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Acre (Ufac). Membro\/ redatora da coluna Escavando Hist\u00f3ria e bolsista do Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (Pibic), com o projeto intitulado: Entre Ensino e Pesquisa: di\u00e1rios de mem\u00f3ria da Hist\u00f3ria na Ufac.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[&#8230;] \u201cE, assim como a cultura n\u00e3o \u00e9 isenta de barb\u00e1rie, n\u00e3o o \u00e9, tampouco, o processo de transmiss\u00e3o da cultura. Por isso, na medida do poss\u00edvel, o materialista hist\u00f3rico se desvia dela. 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