{"id":132046,"date":"2024-05-09T16:57:26","date_gmt":"2024-05-09T21:57:26","guid":{"rendered":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/?p=132046"},"modified":"2024-05-09T16:57:26","modified_gmt":"2024-05-09T21:57:26","slug":"a-populacao-negra-e-o-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/a-populacao-negra-e-o-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"A popula\u00e7\u00e3o negra e o mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Por <strong>Maycon David de Souza Pereira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>O colono e o fazendeiro<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Diz o brasileiro<\/em><br \/>\n<em>Que acabou a escravid\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Mas o colono sua o ano inteiro<\/em><br \/>\n<em>E nunca tem um tost\u00e3o.<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Se o colono est\u00e1 doente<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 preciso trabalhar<\/em><br \/>\n<em>Luta o pobre no sol quente<\/em><br \/>\n<em>E nada tem para guardar.<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Cinco da madrugada<\/em><br \/>\n<em>Toca o fiscal a corneta<\/em><br \/>\n<em>Despertando o camarada<\/em><br \/>\n<em>Para ir \u00e0 colheita.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Chega \u00e0 ro\u00e7a. O sol nascer.<\/em><br \/>\n<em>Cada um na sua linha<\/em><br \/>\n<em>Suando e para comer<\/em><br \/>\n<em>S\u00f3 feij\u00e3o com farinha.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Nunca pode melhorar<\/em><br \/>\n<em>Esta negra situa\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Carne n\u00e3o pode comprar<\/em><br \/>\n<em>Pra n\u00e3o dever ao patr\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Fazendeiro ao fim do m\u00eas<\/em><br \/>\n<em>D\u00e1 um vale de cem mil-r\u00e9is<\/em><br \/>\n<em>Artigo que custa seis<\/em><br \/>\n<em>Vende ao colono por dez.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Colono n\u00e3o tem futuro<\/em><br \/>\n<em>E trabalha todo dia<\/em><br \/>\n<em>O pobre n\u00e3o tem seguro<\/em><br \/>\n<em>E nem aposentadoria.<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ele perde a mocidade<\/em><br \/>\n<em>A vida inteira no mato<\/em><br \/>\n<em>E n\u00e3o tem sociedade<\/em><br \/>\n<em>Onde est\u00e1 o seu sindicato?<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ele passa o ano inteiro<\/em><br \/>\n<em>Trabalhando, que grandeza!<\/em><br \/>\n<em>Enriquece o fazendeiro<\/em><br \/>\n<em>E termina na pobreza.<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Se o fazendeiro falar:<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o fique na minha fazenda<\/em><br \/>\n<em>Colono tem que mudar<\/em><br \/>\n<em>Pois h\u00e1 quem o defenda.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Trabalha o ano inteiro<\/em><br \/>\n<em>E no natal n\u00e3o tem abono<\/em><br \/>\n<em>Percebi que o fazendeiro<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o d\u00e1 valor ao colono.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O colono quer estudar<\/em><br \/>\n<em>Admira a sapi\u00eancia do patr\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Mas \u00e9 um escravo, tem que estacionar<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o pode dar margem \u00e0 voca\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A vida do colono brasileiro<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 pungente e deplor\u00e1vel<\/em><br \/>\n<em>Trabalha de janeiro a janeiro<\/em><br \/>\n<em>E vive sempre miser\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O fazendeiro \u00e9 rude como patr\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Conserva o colono preso no mato<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 espoliado sem lei, sem prote\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>E ele visa o lucro imediato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O colono \u00e9 obrigado a produzir<\/em><br \/>\n<em>E trabalha diariamente<\/em><br \/>\n<em>Quando o coitado sucumbir<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 sepultado como indigente.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com essa poesia de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), intelectual negra brasileira, que muito tem a nos ensinar com seus escritos monumentais, que iniciamos as reflex\u00f5es da Coluna Antirracismo em Pauta de hoje. \u201cO colono e o fazendeiro\u201d foi publicado no livro <strong>Antologia Pessoal<\/strong> em 1996 pela Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Editora UFRJ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utilizo-me da po\u00e9tica de Carolina de Jesus para refletir juntamente com os leitores dessa estimada coluna sobre um fen\u00f4meno que perpassa a exist\u00eancia de todos (ou quase todos) que passaram por esse planeta nos \u00faltimos milhares de anos, <strong>o trabalho<\/strong>. H\u00e1 poucos dias \u201ccelebramos\u201d o feriado do dia 1\u00ba de maio, que segundo a legisla\u00e7\u00e3o brasileira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, \u00e9 consagrado o \u201cDia do Trabalho\u201d, assim como em outras partes do mundo. Este momento \u00e9 utilizado pelos movimentos trabalhadores de diversas vertentes para refletir sobre o sentido pol\u00edtico dessa data, trazendo seu verdadeiro intuito de celebra\u00e7\u00e3o, o \u201cDia do Trabalhador\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 n\u00edtida a iminente preocupa\u00e7\u00e3o de que a classe trabalhadora deve come\u00e7ar a repensar seu lugar nesta sociedade capitalista, h\u00e1 tentativas, acredito que frustrada, de discursos que buscam fazer com que o trabalhador n\u00e3o se sinta mais classe trabalhadora, os transformando em \u201cempreendedor\u201d, seria bastante c\u00f4mico se n\u00e3o fosse ultrajantemente tr\u00e1gico. A quem interessa essas narrativas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 justamente neste sentido que \u00e9 trazido a po\u00e9tica de Carolina Maria de Jesus no in\u00edcio desse escrito, para que possamos refletir sobre as quest\u00f5es que envolvem aquilo que conhecemos como trabalho. Quem trabalha? Quem mais lucra em cima do trabalho alheio? Como est\u00e3o organizados os postos de trabalhos? Quem ocupa profiss\u00f5es de prest\u00edgio? Quem ocupa as profiss\u00f5es com menores remunera\u00e7\u00f5es e por qu\u00ea? Quem det\u00e9m o poder em uma sociedade capitalista e racista?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproveitando o ensejo, tamb\u00e9m trouxemos alguns n\u00fameros referentes aos dados do segundo trimestre de 2023 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), analisados pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) e publicado em novembro do ano passado em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das primeiras informa\u00e7\u00f5es contidas nas an\u00e1lises est\u00e1 diretamente relacionada a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, lugar em que a popula\u00e7\u00e3o negra ocupa o topo do ranking com 9,3%, enquanto a taxa de popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o negra figura com 6,3%. Esmiu\u00e7ando esses dados e realizando um recorte de g\u00eanero, as mulheres negras apresentam 11,7% de desocupa\u00e7\u00e3o, homens negros 7,8%, enquanto mulheres e homens n\u00e3o negros apresentam 7% e 5,7% de desocupa\u00e7\u00e3o respectivamente. Se tratando de remunera\u00e7\u00e3o as mulheres negras recebem, em m\u00e9dia, R$1.617, enquanto as mulheres n\u00e3o negras recebem em m\u00e9dia R$2.674. J\u00e1 a m\u00e9dia salarial para os homens negros fica em torno de R$1.968 e para os homens n\u00e3o negros o valor fica em torno de R$3.471 (Dieese, 2023).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Dieese tamb\u00e9m observou que apenas 2,1% das mulheres negras est\u00e3o ocupando cargos de dire\u00e7\u00e3o e ger\u00eancia, enquanto para mulheres n\u00e3o negras essa taxa \u00e9 de 4,3%. Em se tratando de homens negros 2,1% ocupam cargos de dire\u00e7\u00e3o, enquanto 5,5% de homens n\u00e3o negros est\u00e3o nesses cargos.\u00a0Nessa mesma pesquisa, tamb\u00e9m \u00e9 apontado dados em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho desprotegido<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, em que mulheres negras ocupam 47% e homens negros 46% nesse tipo de ocupa\u00e7\u00e3o, enquanto mulheres e homens n\u00e3o negros apresentam 34% (cada um dos grupos) desses postos de trabalho (Dieese, 2023).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel observar por meio desses dados que existe uma desigualdade brutal que separa os grupos populacionais da sociedade brasileira, indicando que a popula\u00e7\u00e3o negra, sobretudo as mulheres negras, est\u00e3o entre os percentuais de desemprego, com os menores sal\u00e1rios, ocupando o topo daqueles que figuram enquanto trabalhadores desprotegidos e por obviedade os que menos ocupam cargos gerenciais, ou seja, seguem ocupando os cargos com menor reconhecimento social e recebendo as mais baixas remunera\u00e7\u00f5es, o que corrobora para o aumento da desigualdade na sociedade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carolina Maria de Jesus no poema de abertura desta reflex\u00e3o transcrevia a sociedade em que estava inserida por meio de suas viv\u00eancias, e por meio de suas obras e de sua grandeza enquanto intelectual, penso que ela n\u00e3o estava se referindo apenas sobre \u201co colono e o fazendeiro\u201d, sua perspic\u00e1cia sem nenhuma d\u00favida pode nos ajudar a compreender mais afundo o processo de sedimenta\u00e7\u00e3o dessas desigualdades, que tem suas ra\u00edzes do racismo e que sustenta as sociedades capitalistas h\u00e1 s\u00e9culos, e segundo a autora \u201cdiz o brasileiro que acabou a escravid\u00e3o\u201d. Reflitamos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que tamb\u00e9m possamos refletir no verso \u201cO colono quer estudar\u201d, pois ainda acreditamos que a educa\u00e7\u00e3o pode ser libertadora e emancipadora, um dispositivo que pode proporcionar um movimento de ruptura e quebra de engrenagens muito bem sedimentadas e afixadas ao longo de s\u00e9culos de espolia\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es negras. Que possamos ser Carolinas!<\/p>\n<p><em>\u00a0_______________<\/em><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p><em>BRASIL. <\/em><strong>Lei n\u00ba 7.466, de 23 de abril de 1986.<\/strong> Disp\u00f5e sobre a comemora\u00e7\u00e3o do feriado de 1\u00ba de maio \u2013 Dia do Trabalho. Distrito Federal: Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, 1986.<\/p>\n<p><em>DEPARTAMENTO Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos. <strong>As dificuldades da popula\u00e7\u00e3o negra no mercado de trabalho<\/strong>. S\u00e3o Paulo, 2023.<\/em><\/p>\n<p><em>JESUS, Carolina Maria de. <strong>Antologia Pessoal<\/strong>. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lei n\u00ba 7.466, de 23 de abril de 1986.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Trabalhador desprotegido \u00e9 aquele que est\u00e1 empregado sem carteira assinada, aut\u00f4nomos que n\u00e3o contribuem com a Previd\u00eancia Social e trabalhadores familiares auxiliares, a exemplo motoboys, entregadores, diaristas etc.<\/p>\n<h4>Sobre o autor<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maycon David de Souza Pereira \u00e9 mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Graduado em Fisioterapia pela Faculdade Bar\u00e3o do Rio Branco (FAB). Discente do curso de Licenciatura em Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Acre (Ufac). Integrante do N\u00facleo de Estudos Afro-brasileiros e Ind\u00edgenas da Universidade Federal do Acre (Neabi\/Ufac).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maycon David de Souza Pereira O colono e o fazendeiro Diz o brasileiro Que acabou a escravid\u00e3o Mas o colono sua o ano inteiro E nunca tem um tost\u00e3o.\u00a0 Se o colono est\u00e1 doente \u00c9 preciso trabalhar Luta o pobre no sol quente E nada tem para guardar.\u00a0 Cinco da madrugada Toca o fiscal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":132048,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"source_name":"","source_url":"","via_name":"","via_url":"","override_template":"0","override":[{"template":"custom","single_blog_custom":"110746","parallax":"1","fullscreen":"1","layout":"right-sidebar","sidebar":"default-sidebar","second_sidebar":"default-sidebar","sticky_sidebar":"1","share_position":"top","share_float_style":"share-monocrhome","show_share_counter":"1","show_view_counter":"1","show_featured":"1","show_post_meta":"1","show_post_author":"1","show_post_author_image":"1","show_post_date":"1","post_date_format":"default","post_date_format_custom":"Y\/m\/d","show_post_category":"1","show_post_reading_time":"0","post_reading_time_wpm":"300","show_zoom_button":"0","zoom_button_out_step":"2","zoom_button_in_step":"3","show_post_tag":"1","show_prev_next_post":"1","show_popup_post":"1","number_popup_post":"1","show_author_box":"0","show_post_related":"1","show_inline_post_related":"0"}],"override_image_size":"0","image_override":[{"single_post_thumbnail_size":"crop-500","single_post_gallery_size":"crop-500"}],"trending_post":"0","trending_post_position":"meta","trending_post_label":"Trending","sponsored_post":"0","sponsored_post_label":"Sponsored by","sponsored_post_name":"","sponsored_post_url":"","sponsored_post_logo_enable":"0","sponsored_post_logo":"","sponsored_post_desc":"","disable_ad":"0"},"jnews_primary_category":{"id":"","hide":""},"jnews_social_meta":{"fb_title":"","fb_description":"","fb_image":"","twitter_title":"","twitter_description":"","twitter_image":""},"jnews_review":[],"enable_review":"0","type":"percentage","name":"","summary":"","brand":"","sku":"","good":[{"good_text":""}],"bad":[{"bad_text":""}],"score_override":"0","override_value":"","rating":[{"rating_text":"","rating_number":"10"}],"price":[{"shop":"","price":"","link":"","icon":""}],"footnotes":""},"categories":[199],"tags":[],"class_list":["post-132046","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antirracismo-em-pauta"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.5 - 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