{"id":116991,"date":"2023-08-12T15:35:16","date_gmt":"2023-08-12T20:35:16","guid":{"rendered":"https:\/\/abarevegan.com.br\/?p=116991"},"modified":"2023-08-12T15:35:16","modified_gmt":"2023-08-12T20:35:16","slug":"barbie-o-terror-dos-red-pill","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nk7-testes.com.br\/agazeta\/barbie-o-terror-dos-red-pill\/","title":{"rendered":"Barbie, o terror dos Red Pill"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Fui assistir ao filme da Barbie. Sua repercuss\u00e3o foi &#8211; est\u00e1 sendo &#8211; estrondosa. Suscitou paix\u00f5es e pol\u00eamicas \u00e0s mais diversas. Dentro e fora do Brasil. \u00c0 direita e \u00e0 esquerda. Minha filha de oito manifestou interesse. E eu, porque pai e cientista social, n\u00e3o pude resistir. A bem da verdade, nem quis. Meu of\u00edcio e meus afetos falaram mais alto. Julguem-me, se quiserem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha impress\u00e3o? Calma l\u00e1. J\u00e1 digo. Antes, devo dizer que, mais que sobre o filme da Barbie em si, esse \u00e9 um texto sobre educa\u00e7\u00e3o e quest\u00f5es sociais. Um pouco de contexto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os dois e os tr\u00eas anos, minha filha costumava assistir aos desenhos da Disney. A exemplo de muitas outras meninas desta idade, ela simplesmente amava aquelas princesas lindas; mulheres que, de t\u00e3o delicadas, parecem feitas de nuvem ou de uma subst\u00e2ncia et\u00e9rea qualquer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frequ\u00eancia com que ela assistia a esses desenhos ativou meu \u201csentido aranha\u201d de pai. Fiquei preocupado. Lembro de dizer que, embora estivessem sempre bem arrumadas e sempre \u00e0 espera de um pr\u00edncipe que desse sentido a suas vidas, aquelas princesas tamb\u00e9m trabalhavam e estudavam. Princesas estudam, eu disse. N\u00e3o aparece nos filmes. Mas que elas estudam, estudam. Todas elas. Branca de Neve, Bela Adormecida, Rapunzel&#8230; Todas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante um tempo, ela s\u00f3 ouvia. Nada de resposta. At\u00e9 que, em dado dia, retrucou. \u201cPrincesa n\u00e3o precisa trabalhar. Elas s\u00e3o princesas, papai\u201d, respondeu, testa franzida. Num f\u00f4lego s\u00f3. Frase curta e cortante. Fiquei sem jeito. E sem argumento e sem rumo tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim fiquei por uns bons dias. At\u00e9 que lembrei do desenho <em>A bela e a fera<\/em>, tamb\u00e9m da Disney. Talvez, fosse uma sa\u00edda; uma alternativa era, com certeza. Quem conhece a est\u00f3ria deve lembrar que Bela \u00e9 uma menina simples e am\u00e1vel, de povoado pequeno. N\u00e3o obstante, apresenta porte de princesa; \u00e9 linda, delicada e, n\u00e3o menos importante, gostava muito de ler.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convidei minha filha para assistir comigo. Fui insistente. Disse muito bem da est\u00f3ria. Ela aceitou. Ah&#8230; Eu n\u00e3o via a hora de mostrar a ela as cenas em que a Bela l\u00ea. Queria ver a rea\u00e7\u00e3o dela. J\u00e1 na primeira cena em que Bela aparece com um livro nas m\u00e3os, eu disse: \u201cOlha, cora\u00e7\u00e3o. Ela t\u00e1 lendo. Ela ama a leitura. Viu como as princesas tamb\u00e9m leem?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rea\u00e7\u00e3o veio. E quem ficou mais surpreso fui eu mesmo. Ela disse, em tom um pouco incr\u00e9dulo: \u201c\u00c9 mesmo, papai! Ela estuda. Parece at\u00e9 um homem&#8230;\u201d Cacetada!!! Olhando um pro outro, a m\u00e3e dela e eu, ficamos at\u00f4nitos, sem ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aten\u00e7\u00e3o, leitor! Esse \u00e9 o ponto central da reflex\u00e3o que aqui segue. Tenho plena certeza de que ela n\u00e3o ouviu algo assim da boca de nenhum personagem de filme ou desenho a que ela tenha assistido. Tampouco ouviu de mim ou da m\u00e3e dela. Nem de algum de seus amiguinhos e de nossos parentes. E, no entanto, ela tinha opini\u00e3o formada sobre o assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De onde viera tal concep\u00e7\u00e3o? Eu respondo: da eloquente mudez das rela\u00e7\u00f5es sociais que a rodeiam desde antes de seu nascimento, determinando seus horizontes e valores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sen\u00e3o vejamos. Ela tem um pai que trabalha numa institui\u00e7\u00e3o desempenhando atividades na \u00e1rea do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o. Mesmo nos dias em que n\u00e3o estou em sala de aula, podendo ficar em casa, tenho que ocupar boa parte de meu tempo entre os livros e o computador &#8211; exatamente como agora, em que deito estas palavras aqui. Na vis\u00e3o de mundo que ent\u00e3o ela tinha, fortemente ancorada numa experi\u00eancia real, cotidiana, eu \u201cestudava\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio do que alguns possam estar pensando, a m\u00e3e dela tem estudo. Fez gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Entretanto, por termos mudado de cidade, ela teve que abdicar de trabalho e estudo, para cuidar de nossa filha e&#8230; da casa. Depois de muito refletir, decidimos isso de comum acordo, convencidos de que, n\u00e3o obstante um ou outro problema, seria melhor para nossa filha, para sua educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. Em cidade estranha, achamos por bem n\u00e3o deix\u00e1-la aos cuidados de estranhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ironicamente, na vis\u00e3o de mundo que ent\u00e3o ela tinha, fortemente ancorada na experi\u00eancia real, cotidiana, a m\u00e3e dela \u201cn\u00e3o estudava\u201d. Um sinal de alerta havia sido acionado. As coisas estavam saindo ao avesso do que pretend\u00edamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora ainda pequena, minha filha estava extraindo conclus\u00f5es &#8211; conclus\u00f5es assustadoramente l\u00edmpidas e contundentes!!! &#8211; a partir das rela\u00e7\u00f5es sociais em que ela estava inserida. Por ver a mim, seu pai, estudando, derivou da\u00ed que estudo \u00e9 coisa de homem. Por outro lado e complementarmente, por ver sua m\u00e3e cuidando dela e das coisas de casa, concluiu que estudo n\u00e3o \u00e9 coisa de mulher. Consequentemente, o estudo n\u00e3o seria coisa para ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente, o tempo foi passando. Ela come\u00e7ou a estudar e conheceu outros ambientes para al\u00e9m do de sua casa. Seu mundo ficou maior e mais complexo. Seus horizontes se ampliaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse \u00ednterim, juntos, assistimos a muitos outros filmes. Entre eles, <em>Frozen<\/em> e<em> Moana<\/em> (eu disse a ela que eu era o Maui rsrsr). Ah&#8230; e <em>Shrek<\/em>. Assistimos a <em>Shrek<\/em> tamb\u00e9m. Rimos muito com essas aventuras e choramos um pouco, algumas vezes. Em cada oportunidade que tive, mostrei-lhe a for\u00e7a das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegados a este ponto, suponho que j\u00e1 deve ter ficado claro porque quis assistir ao filme da Barbie com ela. A Barbie (a boneca e o filme) tem l\u00e1 os seus problemas, j\u00e1 bastante conhecidos e debatidos. N\u00e3o quero agir como quem pretende reinventar a roda nem dar <em>spoiler<\/em>. A quest\u00e3o \u00e9 que todos os problemas da Barbie &#8211; do filme e da boneca, insisto &#8211; s\u00e3o problemas da sociedade. E o bom educador \u00e9 aquele que sabe tirar de todas as situa\u00e7\u00f5es, as boas e as ruins, o ensinamento necess\u00e1rio. Assim procuro fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, considero que Barbie enseja importantes li\u00e7\u00f5es. Apresentar aquele diverso mundo de mulheres &#8211; gordas, magras, negras, asi\u00e1ticas, trans etc. &#8211; \u00e9 uma destas li\u00e7\u00f5es. Gosto de pensar que minha filha h\u00e1 de crescer sabendo que o mundo n\u00e3o \u00e9 um espelho seu e que diversidade n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de inferioridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto digno de nota \u00e9 que o filme mostra as muitas profiss\u00f5es que as mulheres podem exercer, de gari a presidente. Mas isso n\u00e3o depende s\u00f3 de \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d ou querer. Depende tamb\u00e9m de luta, de disputa por espa\u00e7o e reconhecimento. E isso n\u00e3o se resolve com frases de feito ou autoajuda, tais como \u201cNunca desista de seus sonhos\u201d, bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem sei que, se enquadrado pela perspectiva liberal, pequeno-burguesa, isso pode significar uma cilada, como a luta por <em>identitarismo<\/em> separado e\/ou contraposto \u00e0s quest\u00f5es de classe. Entretanto, seria um absurdo esperar que um filme da Barbie n\u00e3o trouxesse consigo seus limites e perigos. Desse modo, argumento que o problema n\u00e3o \u00e9 do filme em si, e sim daqueles que espera(va)m dele algo al\u00e9m do que ele pode oferecer de fato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o poderia deixar de dizer que, apesar dos pesares, o filme vem sofrendo ataques e boicotes por parte dos conservadores-reacion\u00e1rios e do \u201cmovimento <em>red pill<\/em>\u201d. Como sabemos, esses sujeitos pretendem reverter as conquistas que custaram s\u00e9culos de lutas \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os conservadores-reacion\u00e1rios j\u00e1 s\u00e3o bastante conhecidos. Dispensam apresenta\u00e7\u00e3o. Os <em>red pill<\/em>, por\u00e9m, s\u00e3o relativamente novos na cena. Permitam-me defini-los. S\u00e3o homens ressentidos, inseguros e cognitivamente limitados. Quando os vemos falar, somos invadidos por sensa\u00e7\u00f5es amb\u00edguas, como a vontade de rir e vomitar ao mesmo tempo. No entanto, tiveram a sorte de encontrar outros homens &#8211; que s\u00e3o ressentidos e inseguros como eles, por\u00e9m ainda mais limitados cognitivamente do que eles &#8211; e conseguiram convenc\u00ea-los de que s\u00e3o o suprassumo da masculinidade, aut\u00eanticos representantes de uma virilidade alfa(fa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atribuem todos os seus fracassos e frustra\u00e7\u00f5es \u00e0s mulheres. Donde seus esfor\u00e7os para transform\u00e1-las em seus bichinhos de estima\u00e7\u00e3o, desses que deitam e rolam a um simples comando de seus donos. Sim. S\u00e3o seres baixos. E, por isso, s\u00f3 podem ficar por cima ao custo de rebaixarem as mulheres. Essa \u00e9 a obsess\u00e3o deles: reduzir as mulheres a nada, a fim de que, desse modo e somente desse modo, (eles) possam parecer alguma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora fa\u00e7am de tudo para ocultar suas fragilidades, elas s\u00e3o facilmente percebidas. Queriam-se <em>Rambo<\/em>; <em>He-man<\/em>, talvez. Mas &#8211; Santa patetice, <em>Batman<\/em>! &#8211; os mach\u00f5es todos tremeram por causa do filme de uma boneca. <em>Scooby-Doo e Salsicha<\/em> s\u00e3o mais corajosos que eles todos e o <em>Pink e o C\u00e9rebro<\/em>, muito mais sagazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme Barbie tem ineg\u00e1veis limites. H\u00e1 que se considerar, por\u00e9m, o seguinte: se mesmo com esses limites, ele tem sofrido tantos ataques, isso \u00e9 sinal de que mais limitados ainda est\u00e3o se tornando nossos horizontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certa feita, Marx disse que \u201cas grandes mudan\u00e7as sociais s\u00e3o imposs\u00edveis sem o fermento feminino\u201d. Complementava afirmando que \u201cO progresso social pode ser medido exatamente pela posi\u00e7\u00e3o social do belo sexo\u201d. De fato, n\u00e3o pode haver progresso social se este se fizer \u00e0s expensas das mulheres, se n\u00e3o for extensivo a elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assisti ao filme da Barbie com minha filha n\u00e3o para que ela quisesse ser menos ou igual \u00e0 Barbie, mas para que ela queira ser mais, que ela saiba que pode ser mais. Educo-a para que, assim como a Barbie no filme, ela n\u00e3o se deixe aprisionar numa \u201ccaixinha\u201d qualquer&#8230; Educo-a para a liberdade. Educo-a para que saiba exigir respeito e dignidade se, porventura, algu\u00e9m lhe negar respeito e dignidade. Educo-a para o amor. Em resumo, talho-a para ser senhora de si, escrava de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De resto, os homens que lutem para conquist\u00e1-la e merec\u00ea-la.<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Israel Souza \u00e9 professor e pesquisador de Instituto Federal do Acre\/Campus Cruzeiro do Sul. Autor dos livros Democracia no Acre: not\u00edcias de uma aus\u00eancia (PUBLIT, 2014), Desenvolvimentismo na Amaz\u00f4nia: a farsa fascinante, a trag\u00e9dias fac\u00ednora (EDIFAC, 2018) e A pol\u00edtica da antipol\u00edtica no Brasil, Vol. I e II (EaC Editor, 2021).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fui assistir ao filme da Barbie. Sua repercuss\u00e3o foi &#8211; est\u00e1 sendo &#8211; estrondosa. Suscitou paix\u00f5es e pol\u00eamicas \u00e0s mais diversas. 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