Por quê?
Uma pergunta que não quer calar? Por que, das instituições públicas do Acre, apenas a Aleac não possui Diário Oficial Eletrônico como os demais legislativos, inclusive federais? Um Projeto de Resolução foi apresentado em maio de 2012, mas nunca efetivado pela Mesa Diretora.
Transparência
O atual presidente da Mesa Diretora, Nicolau Junior, tem a obrigação de tornar a Assembleia Legislativa do Acre mais transparente. Os 24 deputados não foram eleitos com a retórica da “mudança”? Pois bem: Nicolau tem, por obrigação, mudar o atual cenário que coloca a Aleac no pódio dos legislativos menos transparentes do país.
CGU
Isso não é uma ideia: é fato já constatado pela Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro. Trata-se de uma rede de articulação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário das esferas federal e estadual e, em alguns casos, municipal, além do Ministério Público de diferentes esferas. Foi criado para a formulação de políticas públicas voltadas contra a corrupção e lavagem de dinheiro.
Dinheiro público
E o pior é que a Casa ainda gasta 80 mil dinheiros com o que deveria ter custo zero para o órgão público: só com a simples exposição na web.
O pior…
E, claro, quem foi responsável por boa parte dessa falta de transparência defende (com muita articulação política) a ideia de que tudo permaneça como está. E, provavelmente, com as mesmas pessoas que há até pouco tempo colocaram aAleac nas manchetes policiais.
Paz
Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre assinam uma nota em que fazem um apelo. “Tudo o que queremos é um pouco de paz”, pedem. A nota é equilibrada. Fala sobre os avanços conquistados pela Frente Popular e resvala em um me culpa sobre o processo eleitoral.
Diplomacia
A nota é diplomática quando critica a atuação da imprensa (“Pedimos que nos tirem desse noticiário que não se sustenta em fundamentos. São apenas especulações pós-eleitorais, que fazem parte da rotina dos jornalistas e dos que seguem nas articulações políticas”).
Eis a íntegra da nota:
Diante dos comentários e publicações sentimos a necessidade de fazer um esclarecimento definitivo: não discutimos, não tratamos e não pensamos nessa história de sair do nosso partido. Tudo o que queremos é um pouco de paz nessa hora, tendo em vista o resultado adverso das eleições. Propusemos que até mesmo qualquer avaliação seja feita mais à frente, quando as naturais feridas de um processo como esse estejam cicatrizadas. Sabemos da responsabilidade que temos, de quantas pessoas nos confiaram apoio e agora esperam nossas manifestações sobre as eleições. Somos gratos a todos que sempre nos ajudaram, aos partidos da Frente, ao PT. Os tempos são difíceis. A crise se agrava. Mas nós queremos ser parte sempre da solução! Se cometemos erros para ter um resultado negativo como esse, certamente cometemos muitos. Somos os primeiros a reconhecer. Mas também reconhecemos o quanto foi negativa essa ação contra tudo de bom que os nossos governos fizeram nos últimos tempos pelo nosso povo. A boa política, que faz tanta falta agora, fez extraordinárias transformações no Brasil, no Acre e na nossa Rio Branco, e é só com ela que vamos trazer de volta o sonho e a esperança de dias melhores para todos. Tudo o que fizemos por Rio Branco e pelo Acre, nos nossos governos, foi fruto das oportunidades que tivemos. Por isso, pedimos que nos tirem desse noticiário que não se sustenta em fundamentos. São apenas especulações pós-eleitorais, que fazem parte da rotina dos jornalistas e dos que seguem nas articulações políticas. Mas pedimos compreensão ao nosso recolhimento temporário e ao nosso silêncio, também temporário. Agora é hora do protagonismo dos que ganharam, é hora também de eles prestarem contas para aqueles que os elegeram”.
Lembranças
A coluna lembra que o último presidente da ditadura militar no Brasil, João Batista de Oliveira Figueiredo, o homem que gostava mais do cheiro dos cavalos do que do cheiro do povo e que foi pouco cortês com nossa Capital quando aqui esteve, foi um dos que pediu “esqueçam-me!” quando deixou a presidência. A imprensa o obedeceu, na medida do possível. Resta saber se o ostracismo que pede o trio petista é verdadeiro.
Feridas
As feridas abertas do PT não têm chances de cicatrizar tão cedo. Não há disposição para avaliações internas.
Partido
Uma constatação básica. O coordenador da tendência hegemônica do PT acriano, Democracia Radical, é o historiador Francisco Nepomuceno. Sabe observar o papel dos partidos políticos e dos governos. É atento à ideia de que os partidos, desde que representem a cultura de uma classe, têm agendas que são mais fortes do que qualquer governo.
Partido II
Nesse aspecto, o professor está em uma situação, em certa medida, até cômoda: sabe que, cedo ou tarde, os que hoje pedem um ostracismo calculado vão ter que sentar à sua frente. O diálogo, portanto, respeitará o rito que a democracia exige. Quem sabe, neste momento, se encontre uma conjuntura para a “pajelança”.
Açaí
Não há justificativa plausível. Há três anos, a Vigilância Sanitária do Estado já havia informado, em relatório divulgado pelo próprio Governo do Acre, que o açaí produzido por aqui estava contaminado com o protozoário que provoca a Doença de Chagas. De lá para cá, pouca coisa mudou. Ou nada.
Açaí II
De 2007 a 2017 a produção praticamente foi multiplicada por três. Cresceu em proporção inversa das autoridades públicas. Ou o Governo do Estado dá condições de trabalho à equipe da Vigilância Sanitária ou a situação vai piorar. O uso do Idaf para os trabalhos não resolve.
Suspendeu
A Secretaria de Estado de Educação já suspendeu a compra do açaí produzido aqui em Rio Branco até que os laudos conclusivos sejam finalizados. É um baque para as famílias de produtores.
Higiene
E essa situação envolvendo o vetor “barbeiro” é algo que poderia ser evitado, caso houvesse o mínimo de higiene e de boas práticas no manejo da fruta em toda extensão da cadeia produtiva.
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