Pedra…
Chicão Brígido (MDB) tinha o reduto dele na Estação Experimental. Ele estava no exercício do mandato de deputado federal, quando uma eleitora dele morreu e a família pediu um ônibus para transportar as pessoas para o enterro. Chicão não forneceu. No ano seguinte, foi na casa em busca de votos. Gritou pelo nome da Dona Zeca. Os filhos informaram que Dona Zeca estava morta há um ano. Sem perder o rebolado, Chicão retrucou: “Morta pra vocês. Ela continua bem viva no meu coração”. Perdeu os eleitores e a eleição.
… no caminho
A pedra no caminho de Chicão tinha o nome de Dona Zeca. Mas, ele não aprendeu a lição. Em 2018, tentando se eleger de novo, chegou num restaurante localizado no antigo reduto eleitoral dele e anunciou para um cidadão: “Tua conta já tá paga, viu? Só me dá o teu número para eu te adicionar no meu grupo de WhatsApp”. Alguém precisa avisar ao Chicão que os tempos mudaram.
Simbiose
O AVANTE que pede o segundo voto para senador para Minoru Kinpara, do Rede Sustentabilidade, pensa em retirar a candidatura da professora Peregrina e focar em Minoru. Peregrina sairia para a disputa para uma vaga de federal.
Esperteza
De bobo o presidente regional do PDT, Luiz Tchê, não tem nada. Incentivou seus deputados a disputarem uma vaga de federal e lançou o próprio nome para a Assembleia Legislativa do Estado. Sendo o nome mais conhecido da sigla, voa em céu de brigadeiro, enquanto Jesus Sérgio e Éber Machado (PDT) atravessam a pedreira descalços.
Reforço
O ex-deputado Lyra Morais entrou de cabeça na campanha à reeleição do deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS) e afirma estar impressionado com a força de mobilização do nome de Raimundinho.
Naftalina
Nada é mais forte nessa campanha eleitoral do que o cheiro de naftalina. Ex-deputados querendo pegar uma boquinha de novo parecem estar brotando do chão. São figuras bem conhecidas da sociedade. Por isso mesmo, têm poucas chances de sucesso.
Naftalina II
Os candidatos Ulysses Araújo (PSL) e Gladson Cameli (PP) nem podem usar perfume, tal o cheiro de naftalina em torno deles. No caso de Gladson, o cheiro o precede por quilômetros.
Equivocada
Salientar o gosto do candidato Gladson Cameli (PP) pela bebida é infantil. Ele não está concorrendo numa eleição de supremo pontífice nem para pastor de igreja. Não é um gorozinho aqui outro ali que vai mudar o voto de ninguém.
Feio
O que pega mal para o candidato da oposição é tentar colar sua imagem de menino bem nascido na escrota popularidade de Jair Bolsonaro. A assessoria de Gladson compartilhou na página do candidato a entrevista de Bolsonaro. Isso quando o partido dele indicou a senadora Ana Amélia (PP- RS), como vice de Alckmin (PSDB). Gladson e Bolsonaro são como água e óleo. Não se misturam.
Arrogância
E para quem reclamava do “jeitão Francisco Nepomuceno de ser” é porque ainda não viu o salto alto da assessoria de Gladson Cameli. Põem o Carioca no chinelo. E ainda nem estão no poder. Imagine quando e se estiverem.
Pesquisa
A Realtime Bigdata e a Record TV realizaram uma pesquisa que coloca Gladson Cameli na dianteira não apenas na pergunta estimulada quanto na espontânea durante as 1,2 mil entrevistas realizadas nos 22 municípios. Gladson também ganharia em um provável 2º turno, diz a pesquisa.
Mas…
Mas, um leitor mais atento aos números vai perceber que quem deve estar sorrindo não é Cameli, mas Marcus Alexandre. A pesquisa mostra que a dianteira de Gladson não lhe dá margem para muitos enxerimentos. A vantagem de Cameli, no Juruá, é de 12 pontos percentuais, comparado ao petista. Ocorre que Marcus Alexandre leva vantagem de 10 pontos percentuais na Capital.
Gargalo
Para a Frente Popular, o gargalo maior está no Vale do Acre (com destaque para os municípios do Alto Acre: Epitaciolândia, Xapuri, Brasileia e Assis Brasil). Nessa região, Cameli abre uma larga vantagem de 20 pontos percentuais. É mais uma pedreira nos ombros de Emylson Farias, designado pelo próprio governador para cuidar desse feudo.
Extremos
Marcus Alexandre está “bem na fita” entre os eleitores jovens e idosos. Perde no segmento “amadurecido” (entre 25 e 59 anos). Gladson tem maior aceitação entre o voto masculino.
Traço embaixo
A pesquisa mostra que a disputa está longe de definições. Não há nada definido. Gladson Cameli está na dianteira. É fato. Mas, isso não diz muito diante da instabilidade do cenário político.
Sutileza
Há uma sutileza que o leitor também não deixa de perceber: o governador Tião Viana tem mantido uma distância estranhamente republicana do processo.
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