Relembre tudo que aconteceu nesses 365 dias convivendo com o coronavírus
O mundo já não é mais o mesmo desde o início de 2020. A chegada de uma doença respiratória desconhecida, com seus primeiros casos vindos de Wuhan, na China, assustou e paralisou o mundo. No Acre o primeiro caso foi registrado em março.
Conhecidos pelo calor humano e muito contato físico entre os mais próximos, os brasileiros precisaram mudar seus hábitos e costumes para enfrentar essa pandemia.
O site Agazeta.net preparou uma linha do tempo desses 365 dias convivendo com a covid-19 e organizou tudo de mais importante que aconteceu em cada mês sobre a doença. Confira:
Março de 2020
Após alguns dias de especulações o Acre confirmou em 17 de março os três primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus. Uma coletiva de imprensa foi concedida pela manhã com o governador Gladson Cameli; a ex-prefeita Socorro Neri; o secretário de Saúde do Estado, Alysson Bestene; e o secretário de Saúde do Município Otoniel Almeida.
A primeira medida foi à suspensão das aulas em todas as redes, públicas e privadas, e também de ensinos superiores no Acre. Em seguida, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito foi escolhida como centro de referência para cuidar dos casos suspeitos e confirmados de coronavírus.
Foi decretada situação de emergência no estado por causa da pandemia. O mês encerrou com 41 casos confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), sendo 34 na capital acreana, seis em Acrelâdia e um em Porto Acre.

Abril de 2020
No dia 6 de abril foi registrada a primeira morte pela covid-19. a vítima era uma idosa de 79 anos moradora de Rio Branco.
Já no dia 12 um casal foi confirmado com a doença no município de Cruzeiro do Sul. Eles retornavam de férias de outro estado quando apresentaram os sintomas da covid-19. O prefeito, Ilderlei Cordeiro, informou através das redes sociais.
Nesse mês Acrelândia registrava um surto da doença e se tornou, proporcionalmente, a cidade brasileira com mais casos da doença. Abril encerrou com 404 casos confirmados da doença e 19 óbitos.
Maio de 2020
Pela grande quantidade de novos casos registrados em maio, o mês fechou com 6.072 pessoas infectadas e 142 óbitos, os primeiros pacientes começaram a ser transferidos para o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (Into).
Nesse momento, o estado aguardava que Gladson Cameli assinasse ordens de serviço para que fossem construídos hospitais de campanha em Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Após a confirmação do 1º caso de covid-19 no município de Porto Walter, no dia 25, o exame foi realizado no filho do paciente, um recém-nascido de apenas 19 dias, que também testou positivo para a doença.
A prefeita de Rio Branco colocou o atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Referência de Atenção Primária (Urap) voltado às pessoas com sintomas leves do novo coronavírus para ampliar o atendimento e desafogar a UPA do 2° Distrito.
Outra medida adotada na capital acreana foi o rodízio de veículos, organizados pelas placas de cada automóvel, placas pares só podiam rodas em dias pares e placas ímpares só podiam circular em dias ímpares, mas o decreto durou apenas dez dias.

Junho de 2020
A Organização Mundial de Saúde (OMS) começou a organizar um plano de vacinação para decidir quem deveria receber as primeiras doses uma vez que uma vacina fosse aprovada. Nesse momento, dez imunizantes começavam a ser testados em humanos.
O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, esteve no Acre, presente na cerimônia de inauguração do hospital de campanha de Rio Branco, no Into. A unidade passou a ser referência no tratamento de covid-19.
Mesmo com menos de 45% de adesão dos acreanos ao isolamento social, o estado era o que apresentava maior índice no Brasil durante o mês de junho.
Ao final do mês o Governo do Acre apresentou o “Comitê Pacto Acre sem Covid”, que ainda funciona no estado e controla os níveis da doença. Junho terminou com 365 mortes e 13.253 infectados.

Julho de 2020
Mais de 100 reeducandos testaram positivo para covid-19 no Acre. Além disso, 288 policiais penais também foram diagnosticados com a doença. Discussões se haveriam ou não eleições em 2020 ocupavam espaço entre partidos políticos, críticos e membros da saúde.
A primeira coletiva do Comitê de Acompanhamento da Covid-19 foi realizada informando o nível de risco. Todo o estado passou da bandeira vermelha – situação de emergência – para a bandeira laranja – situação de alerta. Com isso, o comércio pode reabrir.
Nesse momento, o número de infectados no Acre era de 19.625 pessoas, além de 531 mortes. Os laboratórios que realizam os exames de covid-19 ficaram sem insumos e houve aumento na demanda.
Agosto de 2020
Cinco centros de pesquisa do país iniciaram testes com a vacina chinesa CoronaVac, da farmacêutica Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. Agosto encerrou com 24.647 infectados e 612 óbitos.
Todo o Acre passou da bandeira laranja – situação de alerta – para a bandeira amarela – nível de atenção. Nessa nova fase, restaurantes, pizzarias e sorveterias poderam abrir com 50% da capacidade; e cinemas, teatros, atividades religiosas e centros de capacitação com 30% da ocupação.
As academias de ginástica também puderam reabrir apenas para realização de atividades individuais e limitadas a 30% de ocupação do seu espaço.

Setembro de 2020
O Governo Federal informou que instituiu um grupo de trabalho para coordenar a aquisição e a distribuição de vacinas contra o novo coronavírus.
O Acre permaneceu na bandeira amarela, nível de atenção, durante todo o mês de setembro. O estado registrava pouco mais de 28 mil casos da doença e 659 óbitos.
Com a baixa de novos casos e mortes pela doença, partidos e políticos seguiam na corrida para as prefeituras e vagas na Câmara.
Outubro de 2020
Segundo o comitê Pacto Acre Sem Covid, a regional do Alto Acre, composta por: Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri e Epitaciolândia, voltou à bandeira laranja – situação de alerta.
O médico infectologista Thor Dantas afirmou que duas pessoas que já haviam sido acometidas pela covid-19 voltaram a contrair o vírus no Acre. Havia uma dúvida sobre a possibilidade de reinfecção pelo vírus, e a população acreditava que isso não podia ocorrer.
Outubro encerrou com 30.796 casos de covid-19 confirmados e 693 óbitos. As taxas de ocupação dos leitos clínicos e de UTI ainda seguiam abaixo de 30% em todo o Acre.

Novembro de 2020
As eleições para prefeitos e vereadores ocorreram em novembro. O atual prefeito, Tião Bocalom, testou positivo para covid-19 poucos dias antes do dia da votação e após participar de coletivas de imprensa e debates na capital acreana.
A regional do Alto Acre avançou para a bandeira verde – nível de cuidado, enquanto que as regionais do Baixo Acre e Juruá permaneceram na bandeira amarela – situação de atenção.
A Sesacre estudava 15 possíveis casos de reinfecção pela doença no estado. Em relação ao mês anterior, novembro registrou cerca de 6 mil novos casos da doença, totalizando 36.259 pessoas infectadas, além de 723 mortes.
Já a taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTI no Acre estavam em torno de 60% ao final do mês.

Dezembro de 2020
O Governo do Acre informou que a previsão de início da vacinação contra covid-19 era apenas em março de 2021. Além disso, foi apresentado o plano de imunização.Em dezembro os hospitais de Rio Branco apresentaram ocupação de 100% dos leitos de UTI.
O governador Gladson Cameli viajou para São Paulo e encontrou com o governador paulista João Dória para solicitar doses da CoronaVac para o Estado do Acre.
Em um único dia foram registrado 528 novos casos de covid-19. Ao final do mês 41.355 pessoas já haviam sido diagnosticadas com a doença, enquanto 795 mortes foram registradas.
A ocupação dos leitos clínicos e de UTI estavam em 70%. O ano encerrou com todas as regionais em bandeira amarela da covid-19, situação de atenção.

Janeiro de 2021
Um levantamento realizado pelo site Agazeta.net apontou que somente o primeiro mês de 2021 registrou 14,12% de todos os casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus no Estado do Acre.
Com a virada do ano veio a informação, dada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que ainda em janeiro iniciaria a vacinação em todo o país.
As primeiras doses chegaram ao Acre no dia 19 de janeiro em um avião da Força Aérea Brasileira (Fab), que desembarcou no Aeroporto Internacional Plácido de Castro, e foi recebida por Gladson Cameli, ao lado de Tião Bocalom, do secretário de saúde, Alysson Bestene.
A solenidade de início da imunização no Acre aconteceu já na manhã do dia 19, no Pronto-Socorro de Rio Branco, logo após os primeiros lotes da CoronaVac chegar ao estado. Três profissionais da saúde do Acre e um idoso que reside no Lar dos Vicentinos foram os primeiros vacinados.
No Acre, os hospitais começaram a registrar ocupação próxima de 90%. O Into recebeu pacientes vindos de Manaus, para auxiliar a cidade. O mês encerrou com 48.467 casos de infecção de covid-19 e 867 óbitos.

Fevereiro de 2021
O Comitê de Acompanhamento Especial de Covid-19 informou que todas as regionais do Acre o estiveram em bandeira vermelha, nível de emergência, durante o mês de fevereiro. Mesmo enfrentando o pior momento da pandemia, o governo autorizou o retorno das atividades comerciais de forma presencial em todo o estado.
Ficou determinada ainda, durante os dias úteis da semana, a restrição no horário de funcionamento de todos os estabelecimentos e atividades comerciais com atendimento ao público, assim como de eventos em geral, que deverão permanecer fechados no período de 22h às 5h do dia seguinte.
Em dia recorde, o Acre registrou 621 casos de infecção da doença. Durante alguns dias do mês de fevereiro o Into registrou ocupação de 100% de seus leitos de UTI.
A vacinação seguiu em ritmo lento e poucos idosos conseguiram tomar as duas doses do imunizante. O mês de fevereiro encerrou com 57.534 casos confirmados da doença e 998 mortes.



