Exagero
Chamou a atenção o número de policiais utilizados para conter o protesto de meia dúzia de gatos pingados que só queriam dizer que não concordam com a política de Temer. Exército, PF, PRF, Pelotão Florestal, BOPE, Tropa de Choque, Choque ligeiro e até o MIB foram convocados. Essa proteção toda era para quem mesmo? Temer não veio…
Governador
Ficou claro que boa parte da responsabilidade em colocar os fardados assanhados por uma confusão, foi mesmo do governador Tião Viana (PT). Como chefe da polícia, Tião podia, devia, ter mandado os fardados maneirarem no trato com os descontentes com o Governo Federal. Até porque só tinha PT e PCdoB, ali. Inclusive, o presidente da executiva municipal do PT, Marcos Inácio, estava se manifestando. Pegou mal!
Arsenal
Repórteres que cobriram a manifestação Fora Temer ouviram os policiais falar que iriam usar gás lacrimogênio e granadas contra os manifestantes. Que bonito! Protegiam Temer dos gritos que nem chegaram até ele e se voltaram contra a população.
Prática
A prática do PT do Acre é essa mesma. Entre o povo e os visitantes “ilustres”, a preferência fica evidente, mesmo que depois tenham que apelar ao menosprezado povo para se eleger. Quem viveu viu Jorge Viana (PT) quando era prefeito tentando desmobilizar ato contra a 1ª Dama Ruth Cardoso, em visita à Rio Branco.
Prática II
Ruth Cardoso, mulher do então presidente FHC, chegou a Rio Branco, ciceroneada por Marina Silva. Marina que, à época, era do PT, quando questionada por um militante, em diálogo ocorrido em frente à Casa Rosa Mulher disse que estava com Ruth, porque queria o bem do povo. Teve que ouvir um “desce do palanque, Marina!”.
Excelências
Enquanto os manifestantes enfrentavam o calor infernal e a polícia louca por ação, os governadores, no ar condicionado e coffee break caríssimo jogavam para a galera.
É hoje
O senador Sérgio Petecão, pai de pelo menos 5 filhos, oficializa nesta sexta feira, sua união de anos com Marfisa Galvão. Até que enfim vai deixar a solteirice oficial e virar um homem sério.
Receptadores
Dos 253 deputados que votaram em favor de Temer para barrar a denúncia contra o presidente, 106 são réus ou respondem a inquéritos no STF. Tá explicado porque se protegem!
Cadê?
Ninguém entendeu muito bem o sumiço do senador Gladson Cameli no encontro de governadores. Muito sorridente nas entrevistas protocolares, muito solícito. Mas, quando menos se espera… cadê o cabra? “Já foi-se, nego véi!”
Pra onde?
“Mas, foi pra onde?”, perguntou um repórter. “Disse que tinha outra agenda”, justificou um assessor. Mas, para um senador da República que pretende ser candidato ao Governo do Estado qual era mesmo a agenda mais importante do que o dito encontro? Salvo algum caso de doença na família, vá lá! Estranho! Muito estranho!
Drama
Chamou atenção a fala do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Foi quase em tom de derrota, de quem lutou e não conseguiu vencer. “Nós não vamos vencer as facções, ainda mais com as milícias, apenas com as nossas forças policiais”. Ele já contabilizou a apreensão de 400 fuzis este ano. É de lascar!
Sobre Carmén e Dodge
Sobre as ausências da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmén Lúcia, e da procuradora Geral do Ministério Público Federal, Rachel Dodge, o governador Tião Viana foi enfático. “Se a reunião fosse em Toronto, Paris ou Alemanha, talvez tivéssemos notoriedade na agenda de trabalho deles, mas, como é no Acre… só nos resta lamentar”
A íntegra da Carta do Acre está a seguir:
CARTA DO ACRE
Nós, governadores de Estado do Brasil e do Distrito Federal, cientes de nosso papel para o bom funcionamento do pacto federativo e da unidade da República, responsáveis pelo bem estar de mais de 200 milhões de brasileiros e brasileiras, com esperança e confiança, nos reunimos em Rio Branco, Acre, e apresentamos aos senhores ministro da Justiça e Segurança Pública, ministro da Defesa, ministro das Relações Exteriores e ministro de Estado chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), uma proposta de união de esforços em defesa da vida e da integridade física da população brasileira, ameaçadas pelo mal das drogas e pela violência do narcotráfico, que afetam todas as classes sociais das atuais e futuras gerações.
Convictos de que o desafio da segurança pública, sobretudo o combate ao narcotráfico, deve ser tratado acima de divergências partidárias e ideológicas, expressamos a mais elevada consideração de respeito e civilidade, em nome da paz social, da ordem interna e do futuro da nossa juventude, com o presente Encontro de Governos Estaduais e da Amazônia Sul-Americana, para debater e construir soluções conjuntas para enfrentarmos, de maneira eficiente, a violência representada pelo narcotráfico e o tráfico de armas e munições.
Acordamos a necessidade de unir esforços entre o governo federal e os Estados da Federação em ações planejadas, estruturadas, e integradas entre forças de segurança e inteligência de todos os níveis e propomos a implementação das seguintes medidas:
– Sistema Nacional de Segurança Pública;
– Plano Nacional Integrado entre governo federal e estados para a segurança pública;
– Força-tarefa integrada contra a fragilidade das fronteiras, para o combate ao narcotráfico, tráfico de armas e munições;
– Integração das atividades de inteligência e informações dos governos estaduais e federal;
– Ampliação progressiva, nos próximos anos, da presença das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nas fronteiras amazônicas, do Centro-Oeste e do Sul, inclusive por meio do uso de tecnologia em sistemas de monitoramento, a serem compartilhados com estados e municípios e países vizinhos;
– Fortalecimento da cooperação internacional em toda a faixa de fronteira, com a participação de governos estaduais;
– Liberações emergenciais de recursos do Funpen, neste exercício, de até 75% do valor de 900 milhões de reais e, no exercício de 2018, de até 45% do quanto lançado no orçamento, a depender da arrecadação fiscal, visando ao fortalecimento dos sistemas prisionais, à ampliação de presídios estaduais e federais e à integração das inteligências policiais, mediante a apresentação de projetos específicos ou por outras necessidades apontadas pelos estados;
– Convidar os demais Poderes da República e o Ministério Público Federal para participar da discussão, sobre a atualização, revisão de leis, medidas penais e administrativas, mediante propostas apresentadas pelos estados ao governo federal;
– Integrar os esforços na área da segurança pública a ações de desenvolvimento social, com prioridade para programas de atenção à juventude que contemplem cultura e esportes, bem como o apoio à ampliação de clínicas de recuperação e tratamento de dependentes químicos, com o pleno envolvimento da sociedade civil.
A fim de construir um pacto nacional em torno da segurança pública, a Carta do Acre reflete o compromisso com o estabelecimento de uma verdadeira integração entre a União e os Estados, no marco da Constituição Federal de 1988, na direção de políticas públicas transformadoras, que tenham impacto direto sobre o bem-estar da população brasileira, em especial das gerações futuras.
Rio Branco, Acre – 27 de outubro de 2017.
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