A Defesa Civil Municipal de Rio Branco emitiu um alerta indicando que a capital acreana pode estar à beira de enfrentar uma das piores secas da história. Neste mês, o Rio Acre atingiu a menor cota dos últimos 10 anos.
O diretor de Administração de Desastres da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, afirmou que, além dos impactos já conhecidos da seca, como desabastecimento de água, perda de plantações e doenças respiratórias, a seca no Acre também poderá levar a turbulências no transporte aéreo, com cancelamentos, atrasos e até mesmo interdições de voos.
Mas por que isso acontece?
Especialistas dizem que quanto mais quente o ar, menos denso ele fica. Ou seja, isso resulta em uma concentração menor de oxigênio na câmara de combustão dos motores, o que diminui a potência das aeronaves.
“Se tivermos uma onda muito forte de calor, os aviões terão dificuldade em decolar. Nós temos vivido altas ondas de calor. Isso afeta a avião em um ponto drástico. As moléculas do ar vão ficar rarefeitas e não terá ar suficiente para decolar uma aeronave. A não ser que diminua o peso”, explicou.
Segundo Falcão, o município de Rio Branco pode considerar decretar estado de emergência no mês de julho, quando a seca atinge um estágio crítico.
Por Comitê Chico Mendes


