Mais dois
Operação Sufrágio desencadeada pela Polícia Federal para investigar infrações cometidas na campanha eleitoral, como compra de votos e outros, mira outros dois deputados reeleitos que já estão na insegurança sobre o futuro político.
Sufrágio
Se tudo o que a Polícia Federal entende por crime for passível de prisão, podem aumentar as cadeias: não vai ficar um só deputado ou suplente. O comentário foi feito por um parlamentar preocupado com o rumo das coisas.
Suplentes
E por falar em suplentes, vamos ser sinceros: que coisa feia, anti-ética e nojenta é esse acordo dos suplentes rateando o mandato da deputada Juliana Rodrigues (PRB)! Eles acordaram que o primeiro suplente assume por um tempo e se afasta para o segundo virar deputado por um tempo. E pensar que um deles era tão considerado por ela!
Voando alto
Prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderley Cordeiro (PP) pediu licença à Câmara de Vereadores para ir tomar café da manhã com um grupo de pastores em Washington, nos Estados Unidos. Os vereadores autorizaram. Café da manhã caro, esse!
Não passam
Comentário de figura do alto escalão do governo Gladson chamou a atenção. Disse a pessoa, que se fosse exigido exame psicotécnico de deputados pelo menos a metade cairia na malha da insanidade.
Frouxidão
Deputados do partido Progressista estão expondo o governador Gladson Cameli (PP) ao ridículo com essa insistência em disputar a presidência da Assembleia Legislativa. O Progressista, justamente o partido do governador eleito, é o único partido que tem candidato. Os três estão na briga, inclusive o presidente do partido, José Bestene. Passa a ideia que Gladson não consegue controlar nem a própria casa dele.
Esgalamido
Esse é o adjetivo acriano com o qual estão definindo José Bestene nos meios políticos. Esgalamido significa esfomeado. Alegam que o presidente do partido Progressista que já conseguiu a secretaria de maior orçamento (Saúde) de porteira fechada não pode querer também a presidência do Legislativo para não resultar em excesso de poder que geraria quase um governo paralelo.
Chuva
Enquanto o futuro governo enfrenta também uma guerra interna por conta das indicações de pessoas ligadas ao governo que sai, chove gente posando de bonzinho e oposição ao PT desde criancinha com o objetivo de obter alguma vantagem. Parecem moscas ao redor dos neo-poderosos.
Diplomação
Ao contrário de episódios de violência registrados na diplomação dos eleitos em outros estados, no Acre, a coisa não ultrapassou os limites da comédia. Um militante comunista que não gostou do comentário de uma mulher quando Perpétua Almeida (PCdoB) recebeu o diploma foi o registro hilariante da noite. A mulher gritou: “Joga essa flor do capeta fora” e o militante comunista retrucou: “Bonito! Bate palma para a bengala do Flaviano, mas quer que a Perpétua se desfaça da flor”.
Contradição
Governador Tião Viana se esforça em manter a calma em entrevistas coletivas. Percebe-se certa impaciência para conter tudo o que há de republicano dentro dele. Na entrevista constrangedora em que anunciou o atraso no pagamento do 13º salário, sacou o argumento que já se tornou uma ladainha no Gabinete Civil: “o Acre teve o quarto maior crescimento do PIB no país”. Ora ora, D. Aurora. A pergunta básica é: “se o cenário econômico é esse sugerido pelo governador, por que o Governo não paga o que deve?”
Contradição II
Esse argumento pode até ser sustentado em powerpoints bem elaborados e planilhas excel. Mas não aguentam cinco minutos na rotina de empresários e funcionários de empreendimentos terceirizados e nem no humor dos 23 mil funcionários públicos que não são do TJ, MP, Defensoria, Assembleia, TCE (instituições que o Governo é obrigado a garantir o repasse).
O susto
Há coisas que só o Acre faz para você, leitor. Nas sofríveis sessões de fim de ano, com programação de gosto duvidoso, eis que o presidente da Casa, Ney Amorim, pensou em fingir surpresa ao receber uma homenagem “dos servidores do Poder Legislativo”. Resumindo a ópera bufa: ele homenageou a ele mesmo.
O constrangimento
O irônico foi que, momentos antes, o presidente Ney Amorim assistiu a uma situação inusitada: o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo do Acre, Alberlândio Brandão de Meneses, estendeu uma daquelas faixas generosas fazendo loas à gestão de Ney na Mesa Diretora. Ocorre que Meneses esqueceu de combinar com os colegas de parlamento.
O constrangimento II
Os servidores estão se sentindo inseguros em relação a uma série de questões, sobretudo quando se refere a benefícios salariais que não está com sustentabilidade garantida a partir do próximo ano. Resultado: o presidente do sindicato expôs a faixa e outros servidores querendo tirar. O clima ficou tenso. E o presidente da Aleac a tudo assistindo. Constrangimento alheio.
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