O Acre recebeu 30 doses de etanol farmacêutico, medicamento utilizado como antídoto em casos de intoxicação por metanol. O envio foi destinado à Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em Rio Branco, após a internação de uma paciente de 24 anos, natural de Rondônia, com suspeita de envenenamento pelo consumo de bebida adulterada.
A secretária adjunta de Assistência à Saúde da Sesacre, Ana Cristina Moraes, reforçou que, apesar de não haver casos confirmados no estado, o protocolo nacional de atendimento está sendo seguido rigorosamente. “Mesmo frisando que não há nenhum caso confirmado no Acre, diante dos sintomas é essencial procurar as UPAs. O Ministério da Saúde está sensível com nossa situação e localização geográfica, e as doses já estão à disposição na Fundação Hospitalar”, afirmou.
Segundo informações, o metanol costuma ser adicionado a bebidas alcoólicas para aumentar o volume de forma fraudulenta, mas causa graves riscos à saúde. A paciente transferida de Rondônia permanece em investigação, com resultado laboratorial previsto ainda nesta semana.
Metanol em bebidas adulteradas
O metanol é um álcool altamente tóxico, usado na indústria como solvente e combustível, mas proibido para consumo humano. Em bebidas clandestinas, ele é misturado para aumentar a quantidade de líquido de forma ilegal.
A ingestão de pequenas quantidades pode provocar sintomas como dor de cabeça, visão turva, náuseas, vômitos e, em casos mais graves, cegueira e morte. Por isso, autoridades de saúde em todo o Brasil vêm reforçando o alerta contra o consumo de bebidas de procedência duvidosa, especialmente após recentes registros de surtos de intoxicação em diferentes estados.
O etanol farmacêutico, enviado ao Acre, funciona como antídoto porque compete com o metanol no metabolismo do organismo, reduzindo a formação de compostos tóxicos. O tratamento, no entanto, deve ser feito em ambiente hospitalar e iniciado o quanto antes para evitar complicações irreversíveis.
Com informações do repórter Luan Rodrigo, para a TV Gazeta


