Como assim?
Repare o leitor na situação surreal: a empresa autorizada pelo Instituto do Meio Ambiente do Acre a realizar incineração de lixo hospitalar só o faz em usina localizada em Cruzeiro do Sul. Com a BR-364 do jeito que está, o lixo vai se acumulando aqui na Capital mesmo, em um armazém sem a mínima condição de receber o material.
Como assim? II
Não se trata (por enquanto) de especular sobre ilegalidades na contratação da empresa. Por enquanto, não. A ilegalidade guarda relação com a prestação do serviço em si. As imagens são claras quanto a isso. Os moradores do Calafate que o digam. O que espanta também é o fato de o Imac permitir que uma empresa preste um serviço dessa relevância com restrições graves existentes no Acre. A BR-364 é um gargalo estrutural para a prestação do serviço. E agora? Incineração de lixo hospitalar captado nas UPA’s de hospitais de Rio Branco só podem acontecer no verão?
Calafate
O problema já está sendo sentido pela comunidade do bairro Calafate. O fedor incomodou a tal ponto que representantes do bairro denunciaram o problema ao próprio Imac, órgão que permitiu a atuação da empresa que está acomodando o lixo hospitalar de Rio Branco em um armazém, sem a mínima condição de respeito à legislação ambiental. Irresponsabilidade de cabo a rabo.
Empreendedores
Outra coisa que o problema expõe: como estamos mal de empreendedores aqui por Rio Branco. Não tem um empresário com iniciativa de levantar uma usina que trate do lixo hospitalar?
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