Acomodados
O Governo do Estado acomodou vários ex-deputados em diversas áreas. Só na Assembleia Legislativa, pelo menos quatro recebem todo o mês. Juarez Leitão, Hélder Paiva, Luiz Tchê e Chico Viga.
Acomodados II
Na Casa Civil, foi acomodado o ex-presidente da Aleac, Elson Santiago. Mas, o que mais chamou a atenção foi a descoberta de que o ex-deputado Chico Sombra virou funcionário da falida Cageacre.
Acordo
Chico Sombra, que pertencia à ala conservadora do Legislativo, apoiou o candidato do PT Rodrigo Damasceno em Tarauacá. Talvez resida nisso a origem da aproximação com o governo do PT e o “emprego”.
Currículo
Chico Sombra deixou sua marca na história política do Acre e não apenas pela cara fechada e o bigode de pistoleiro de filme Bang Bang. É dele o projeto Rabo Preso, que impedia homossexuais de entrarem na Assembleia Legislativa.
Racha
Quem está numa sinuca de bico é Tião Bocalom. Apesar de anunciar que o DEM vai apoiar a candidatura do coronel Ulysses, o presidente da executiva municipal do partido foi hipotecar apoio à candidatura Gladson Cameli.
Racha II
Na confusão, o único deputado do DEM no Acre, não titubeia: entre Bocalom e Gladson, fica com o segundo. Antônio Pedro aguarda o retorno de Tião Bocalom ao estado para colocar a situação às claras.
Calado
O único a se manter calado sobre o imbróglio é o deputado federal Alan Rick. Talvez em recesso para analisar o que pode ter sido sua maior burrada Política: trocar o PR pelo DEM e arriscar não ter partido, porque o futuro imediato do Democratas no Acre é incerto.
Livres?
O senador Gladson Cameli anunciou em um café da manhã na casa da missionária Antônia Lúcia (PRB) que o LIVRES está com ele. Disse isso na presença de representantes dos 11 outros partidos que o apoiam. Mas, foi corrigido por alguém da mesa. Mesmo assim, não se deu por vencido: “Bem, até agora de manhã, estava”. Senador, senador…!
Caixa
“Nosso esforço está sendo máximo para, no meio da maior crise econômica do Brasil, dar conta de pagar os salários de dezembro e décimo terceiro em dia. Até o dia 10 espero dar a resposta”. A informação foi repassada ontem (1) pelo governador Tião Viana por meio de uma rede social.
“Esforço”
O governo se esforça… é possível até mesmo dizer que teima em massificar o raciocínio de que, “no meio da maior crise econômica do Brasil, dá conta de pagar os salários de dezembro e décimo terceiro em dia”. “Mutcho bem!” O problema é que essa narrativa já se esgotou. Ninguém percebe isso no Palácio Rio Branco?
“Esforço” II
O eleitor deu uma qualificada no raciocínio. Essa etapa da gestão pública no Acre foi, sim, uma conquista da Frente Popular. Começou com Jorge Viana, foi mantida em Binho Marques e preservada na administração de Tião Viana. Esse “capital político” é da FPA e ninguém tira. Chore a oposição o quanto quiser.
Troca
Mas, o problema é que o eleitor do Acre já não ouve mais essa retórica. O respeito à legislação tem que, necessariamente, receber o “muito obrigado” do cidadão? Desde quando? A construção dessa narrativa tinha lógica e força quando havia um MDA aguerrido e combativo, com liderança de Flaviano Melo ameaçando o status quo da FPA. Lá se vão quase 20 anos de gestão no governo e o Palácio Rio Branco não se deu conta de que a comparação “com a situação dos outros estados” não convence mais ninguém.
Referências
Há muito tempo que o acriano deixou de se referenciar nas gestões de “outros estados”. Tudo é nivelado por baixo. E respeito do gestor ao que exige a lei não é mais que obrigação. Ponto. A narrativa é outra. Tem que ser outra.
De novo
Outro ponto que beira o hilariante é associar a ideia de erradicação do analfabetismo com uma suposta postura “visionária” de Tião Viana. Esse raciocínio nem para rir serve. Quando um palaciano associa a ideia de erradicação do analfabetismo com uma conduta “visionária” do gestor, só por aí já é possível ver como o Acre ainda está mal na Educação.
Longe
E a coluna volta a explicar: o analfabetismo está muito longe de ser o principal problema da gestão na Educação. É óbvio que o analfabetismo é um problema grave e precisa ser resolvido. Mas, não é ele o gargalo principal: a qualidade do ensino; relação professor/aluno; melhorar os indicadores do Ensino Médio; melhorar a gestão das escolas. São problemas de rotina que não rendem manchete, mas que, no médio e longo prazo, uma vez resolvidos, expõem mudanças estruturantes.
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