Entre os diversos casos registrados durante o programa nacional Meu Pai tem Nome, promovido pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), neste sábado (17), em Rio Branco, a história de Renato Rodrigues e do pai Alivaldo Mesquita foi um dos elos de amor e reconhecimento de paternidade que marcaram a ação.
Renato, compartilhou sua história e o impacto profundo do reconhecimento de seu pai após 36 anos. “É muito gratificante para mim”, disse emocionado. “Colocar o nome do meu pai, que é um legado importante, é algo que faltava na minha vida. Esse processo não foi forçado, foi algo que aconteceu de forma natural e que senti profundamente, como pai e filho”, disse o assistido.
O assistido contou que, após a morte de sua mãe, quando ainda era criança, não conseguiu obter informações sobre seu pai diretamente dela. A família dizia que o pai morava no estado do Acre, mas, apesar de querer conhecê-lo, as circunstâncias não permitiram que isso acontecesse de imediato. Criado por sua tia, ele só soube sobre o pai muitos anos depois e conseguiu conhecê-lo em 2002, quando tinha 14 anos.
O reconhecimento oficial do nome do pai foi descrito como um sonho realizado. “É uma alegria imensa para mim como filho e também para ele como pai, hoje sinto que realizei um sonho que esperei por toda a minha vida”, afirmou. Renato também expressou sua gratidão à Defensoria Pública pela iniciativa do programa, que facilitou a mudança de nome, muitas vezes um processo caro e inacessível para muitas pessoas.
“Eu me sinto feliz hoje, porque era o único filho que ainda não tinha meu nome. Mudar o nome é muito caro e aproveitamos essa oportunidade. Agradeço imensamente a Defensoria por essa campanha que ajuda pessoas como nós, que não têm condições de arcar com esses custos. Para mim, foi um prazer enorme poder dar o sobrenome ao meu filho, mesmo que não tenha muito para oferecer. Foi uma coisa muito boa e eu sou muito grato”, disse Alivaldo Mesquita, pai de Renato.
O programa Meu Pai tem Nome, é uma ação conjunta das Defensorias Públicas estaduais, de iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que oferece assistência jurídica gratuita para garantir o direito ao reconhecimento de paternidade ou maternidade, e assegurar que todos tenham pai e mãe, sejam biológicos ou socioafetivos, registrados em sua certidão de nascimento/casamento, promovendo o reconhecimento legal e afetivo dessa relação.
