A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), através da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários (Defaz), em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais e com apoio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), executou na última sexta-feira (12), uma operação policial que resultou no cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, prisões, sequestro de bens, valores em contas bancárias e de semoventes.
A ação conjunta foi fruto da colaboração entre os órgãos participantes do Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (Cira) e o trabalho investigativo que se estendeu ao longo de cerca de um ano. As apurações revelaram a utilização fraudulenta de comprovantes de agendamento para sonegação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que acarretou um prejuízo aos cofres públicos estimado em mais de R$ 15 milhões.
Além disso, as autoridades identificaram o uso indevido de uma decisão judicial por parte de um dos produtores rurais investigados. A decisão permitia o transporte de semoventes entre propriedades rurais sem fins comerciais, no entanto, o produtor passou a comercializar em larga escala os animais, obtendo um lucro estimado em R$ 14 milhões.
O delegado-geral da PCAC, Henrique Maciel, destacou a importância da operação no combate à criminalidade e à sonegação fiscal, com ênfase na relevância da cooperação entre os estados para desarticular esquemas que prejudicam os cofres públicos e a sociedade em geral.
“A operação realizada é de suma importância no combate à criminalidade e à sonegação fiscal. A cooperação entre os estados é fundamental para desmantelar esquemas como este, que causam prejuízos significativos aos cofres públicos e à sociedade como um todo”, afirma o delegado-geral da Polícia Civil do Acre.
Por sua vez, o delegado da Defaz, Igor Brito, enfatizou a necessidade de continuar as investigações, especialmente aquelas ligadas à sonegação fiscal e à manipulação indevida de decisões judiciais para práticas ilícitas.
“Estamos comprometidos em dar continuidade às investigações, especialmente aquelas ligadas à sonegação fiscal e à manipulação indevida de decisões judiciais para práticas ilícitas. Esses crimes afetam diretamente a sociedade e a economia, e é nossa responsabilidade agir com determinação para garantir a justiça e a segurança para todos. Juntos, podemos fortalecer nossas ações e alcançar resultados significativos na luta contra o crime”, enfatizou.


