A Prefeitura de Rio Branco iniciou a limpeza das áreas atingidas pela cheia do Rio Acre e deu início ao programa de retorno das famílias que precisaram deixar suas casas durante o período de alagação. Apesar da redução no nível do rio, a preocupação com novos transbordamentos permanece, segundo a Defesa Civil Municipal.
Durante as fortes chuvas registradas na capital nos últimos dias, o Rio Acre ultrapassou os 15 metros, deixando 153 famílias desabrigadas. Ao considerar também os impactos causados pela elevação dos igarapés, o número de pessoas atingidas pelas chuvas pode chegar a 20 mil, que precisaram de algum tipo de assistência na semana passada.
Mesmo com o rio em ritmo de vazante, a Defesa Civil alerta que a situação ainda é instável. Como a calha do rio permanece alta, qualquer novo repiquete provocado por chuvas intensas pode voltar a atingir bairros localizados em áreas mais baixas da cidade.
Para enfrentar um possível agravamento do cenário, o município vai manter 80 boxes no Parque de Exposições e diversas escolas em estado de sobreaviso, que podem ser utilizadas como abrigos emergenciais. A cheia deste ano chama atenção por ter ocorrido ainda no mês de dezembro, algo que não era registrado há cerca de 50 anos.
O prefeito Tião Bocalom (PL) afirmou que a possibilidade de novas alagações é real e que o município seguirá atento ao comportamento do rio nos próximos meses.
“Eu quase não tenho dúvida de que vêm novas alagações aí. Há 50 anos não acontecia no mês de dezembro uma alagação. Aconteceu. Agora a gente sabe que nós temos três meses pela frente ainda de muita água”, declarou.
Segundo o prefeito, apesar da previsão de redução das chuvas nos próximos dias, o período chuvoso ainda está em curso e exige monitoramento constante.
“Se necessário for, além das escolas, a gente vai levar o pessoal para o parque de exposição, como sempre a gente fez, porque o nosso negócio é dar dignidade para as pessoas”, afirmou.
Bocalom também destacou que a gestão municipal trabalha em um plano de longo prazo para reduzir o impacto das cheias recorrentes, com a retirada gradual de famílias das áreas de risco e o encaminhamento para moradias definitivas que estão sendo construídas.
“Se Deus quiser, a partir desse ano elas vão começar a ser retiradas dos seus locais, levadas para as casas que a gente está construindo”, completou.
Com informações de Adailson Oliveira, para a TV Gazeta.



