A estimativa divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (21) indica que a população do Acre cresceu 6% em menos de um ano. No ano passado, o Censo registrou 830 mil moradores no estado. Agora, o número subiu para 880.631, um aumento de 50 mil habitantes. Quase metade desse crescimento ocorreu em Rio Branco, que ganhou 23 mil novos habitantes, elevando a população da capital para 387.852.
A segunda maior cidade do estado, Cruzeiro do Sul, também registrou um aumento significativo, com 6.494 novos moradores. Todos os municípios acreanos apresentaram crescimento populacional, o que reforçou as reclamações dos prefeitos, que não concordaram com os números apresentados pelo Censo no ano passado. Segundo eles, a população era maior do que a estimada inicialmente pelo IBGE. A Associação dos Municípios do Acre afirmou que a nova estimativa confirma a legitimidade das reivindicações.
“Na primeira estimativa, foi questionada a metodologia utilizada. Os municípios alegaram que o IBGE não havia alcançado toda a população. O IBGE revisou os números e fez um recálculo, o que resultou em um aumento populacional, embora não tanto quanto esperávamos. No entanto, é comum que o TCU faça uma estimativa anual para ajustar os repasses de forma mais precisa. Esse aumento no número de habitantes resultará em mais recursos para alguns municípios do Acre. Em cinco deles, houve mudança no percentual que determina o reajuste do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, explicou Marcus Frederick, diretor da Associação dos Municípios do Acre.
O Tribunal de Contas da União (TCU) estabelece faixas para o repasse do FPM: quanto maior a população, mais recursos o município recebe ao atingir uma nova faixa. Bujari passou de 0,8 para 1; Plácido de Castro e Porto Walter, de 1 para 1,2; Feijó, de 1,6 para 1,8; e Tarauacá, de 1,8 para 2,0. A associação dos municípios ressalta que ainda não é possível determinar o aumento exato dos repasses, mas todos os recursos federais para os municípios serão ampliados a partir do próximo ano.
“Praticamente todos os municípios apresentaram crescimento populacional, mas apenas alguns conseguiram mudar de faixa e aumentar dois pontos percentuais. Esse ajuste impacta positivamente os repasses em áreas como saúde, assistência social e educação, que são distribuídos pelo governo federal através do Orçamento Geral da União”, concluiu Frederick.
Matéria produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta.
