Efeito…
Depois que a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD), foi denunciada por trocar combustível por votos, a moda se espalhou. A bola da vez é o prefeito de Epitaciolândia, Tião Flores (PSB), acusado de trocar medicamentos por votos.
… cascata
Mas, a situação de Marilete parece ser mais complicada: dificilmente escapa da cassação, avaliam. Embora, em Brasileia, o ex-presidente da Câmara de Vereadores tenha sido cassado exatamente por ter trocado medicamentos por votos.
Consequências
Mário Jorge Fiesca teve o mandato cassado no início da legislatura. No lugar dele, assumirá nos próximos dias, o advogado Valadares Neto (PMDB). Protagonista do maior escândalo da última campanha, juntamente com a prefeita Fernanda Hassem (PT).
Tiririca
E, por falar em Brasileia, a população tá tiririca com a prefeita que aumentou os impostos por lá. Os moradores aguardam a manifestação do secretário de Finanças do município para explicar entre outros, o aumento do IPTU.
Na Capital
Em Rio Branco, todos os holofotes estão voltados para a Câmara de Vereadores para onde o vereador condenado e com pedido de prisão expedido vai reassumir o mandato.
Embolado
A saída do deputado federal Alan Rick do PRB não causou surpresa. Na verdade, o deputado Batista sempre foi um estranho no ninho da Universal. Relação que piorou muito depois que assumiu a presidência estadual do partido.
Futurologia
Alan Rick tomou uma decisão arriscada. A mudança para o DEM o fez perder apoios importantes da igreja dele. Perdeu também o apoio dos fiéis da Universal. O DEM não é um grande partido, nem tem muito cacife para negociar o vice de Gladson. Corre o risco de ficar só. Posição complicada, até mesmo para disputar a reeleição.
Impasse
A pior coisa para o senador Jorge Viana (PT) fez foi descobrir que um grupo expressivo dentro do partido dele, formado inclusive por pessoas que ele colocou debaixo do braço desde que assumiu a prefeitura da Capital, defende a candidatura Ney Amorim.
Impasse II
O grupo dos fiéis ao JV inclui pessoas que sentiram a mão de ferro dele e as imposições políticas. Gente que esteve na mesma situação que hoje se encontra o presidente do Legislativo e que ouviu do então governador Jorge Viana, a frase atualmente endereçada ao deputado Ney Amorim. “Se quiser que vá para a reeleição. É só o que pode fazer”.
Claro que…
Claro que vão dizer que “essa conversa não existiu” ou, no máximo, que “… o tom não foi esse” etc. etc. Então, tá.
Humildade
Falando em PT, chamou atenção a declaração do ex-presidente do diretório estadual do PT, Ermício Sena, na plenária do partido no último sábado. Atente só, leitor. Lá vai:
“A oposição não ousa. Tem apenas um candidato que é apoiado pelo Michel Temer, um governo que tem apenas 6% de aceitação no país. A oposição tá dizendo que já ganhou, já estão dividindo os cargos, as secretarias. Já disseram que vão mandar no Acre de uma ponta a outra. Então isso é uma constatação. A política não é assim. A política tem que ter grandeza, coragem, trabalho, humildade. E é isso que nós temos, humildade. Portanto, nós estamos colocando quatro nomes para, em setembro, decidir qual deles vai ser o candidato que vai concorrer com o da oposição. Portanto nós estamos ousando”.
O que é isso, companheiro?
A coluna já fez a pergunta em outra edição, mas, pelo que se percebe, é preciso repeti-la. Em Política, a palavra humildade quer dizer mesmo o quê? Nem se entra na tese petista do “já ganhou”, creditada “à oposição”. Esse tipo de “argumento” serve mais para dar combustível à militância.
Pelo dito…
Quer dizer que “humildade”, pelo dito, é disponibilizar vários nomes nas prévias? Um matuto, daqueles que fumam um cigarrinho de palha, acocorado na curva do rio diria, apetando os olhos: “Tá serto!”
Espatifado
Pela lógica de condicionar humildade à apresentação de nomes para prévias, humildade mesmo seria se o PT do Acre abrisse mão de encabeçar a chapa majoritária para o PTN, por exemplo. Aí seria espatifado de humildade para todos os lados.
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