Crise
A Assembleia Legislativa do Estado não ficou imune à crise. Uma reunião convocada pela Mesa Diretora ontem deu ciência aos parlamentares que a Casa foi advertida por estar gastando além do aceitável. O Sindicato dos Funcionários Legislativos também entrou na roda e está colhendo assinaturas para vender a sede social. Tá feio!
Assédio
O deputado Jonas Lima (PT) recebeu convite do deputado Heitor Júnior (PDT) para se filiar ao PDT. Pegando corda, o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) correu para tribuna para também convidar o colega de parlamento a se acomodar no ninho tucano.
Assédio II
Jonas Lima (PT) não se pronunciou sobre os convites, embora seu descontentamento com o PT seja evidente e exista até uma promessa de expor a situação, depois da eleição municipal. Fato é que na sessão desta quarta-feira, o parlamentar não usou a tribuna para defender o partido como sempre faz. Também notória foi a reação dos petistas. Nem Leila Galvão (PT), nem o líder do governo, Daniel Zen, concederam aparte a Jonas. A cobra fumou.
Dois pesos
A deputada Leila Galvão (PT) usou a tribuna para defender sua candidata a prefeita por Brasileia. Leila acusou o uso político recheado de baixarias, de um caso pessoal, que foi usado para pedir a cassação da candidatura de Fernanda Hassem. Uma história bem enrolada de um caso amoroso: de um caso político se transformou em um caso judicial.
Duas medidas
Eliane Sinhasique (PMDB) também condenou o uso de um fato pessoal em baixarias de campanha, se solidarizando tanto com a candidata quanto com a deputada Leila. Sinhasique instou as mulheres a se unirem contra essas baixarias que sempre atingem as mulheres na política, mas… disse que sentiu falta de um pronunciamento da colega Leila, quando recentemente foi vítima de uma campanha baixa e agressiva. Leila permaneceu caladinha.
Perdido
Todos concordam que a função de líder do governo é a mais difícil no parlamento, mas que o deputado Daniel Zen anda exagerando na retórica associada à demagogia, também é o comentário corrente nos bastidores do Legislativo. O parlamentar usa e abusa da prerrogativa de dizer nada com coisa nenhuma, na tentativa de defender o Governo. Mais objetiva, a oposição vai direto ao ponto e… acerta no fígado.
Esquecimento
A tática da bancada de situação é deixar as denúncias contra o secretário de Habitação, Jamil Asfury, caírem no esquecimento. Tanto que o requerimento verbal do líder do governo para que o secretário fosse àquela casa explicar a acusação de ter beneficiado seus cabos eleitorais com moradias do programa de habitação popular, nunca foi votado. Portanto, nunca foi marcada a data da tal explicação. E, já quase ninguém mais fala na história.
Jesus?
O deputado Jesus Sérgio (PDT) não perde uma oportunidade de expor as más condições das BR’s e das pontes, mas reluta em assinar o pedido de CPI. Parece que a decisão dessa parada está nas mãos do senador Gladson Cameli (PP) que é quem tem poder para garantir duas assinaturas em tinta preta no requerimento.
PT
Nota do PT sobre o episódio envolvendo a vereadora Fernanda Hassem, de Brasileia, tem foco errado. Mais uma vez o partido tenta atacar de ombudsman.
Sordidez
A história é sórdida do começo ao fim. Há equívocos de ordem jurídica que encontra falta de decoro e até improbidade administrativa em uma questão de foro íntimo.
Tom
O tom Sucupira da eleição de 2016 está sendo tocado pela região do Alto Acre. Pelos factoides do caso da vereadora e das obras da Marinho Monte é possível vislumbrar como será a campanha aqui na Capital. Vai ser Cangaço!
Civilidade
É preciso que os candidatos (e sobretudo alguns militantes aloprados) façam um pacto de civilidade. A discussão deve se nortear por aquilo que é de interesse público. Ponto.
O que fazer?
Governador Tião Viana não perde uma oportunidade de mexer em situações polêmicas. No próximo dia 5 de março (sábado) uma expedição percorre boa parte do Rio Acre com um propósito: fazer diagnóstico sobre qual intervenção de engenharia deve ser feita para evitar secas e enchentes na capital, região mais populosa margeada pelo rio.
O que fazer? II
Quando aventou fazer algo parecido, o então prefeito de Rio Branco Mauri Sérgio quase foi afogado nas águas do rio. Os técnicos e engenheiros juram de pé junto que tudo vai ser feito “observando as questões ambientais”. Então, tá.
O que fazer? III
Eles juram “de pé junto” que não sabem o que fazer. “Isso será avaliado: o que fazer e onde fazer”. Pela fala, só é possível deduzir uma coisa: haverá intervenção de engenharia. Em outras palavras: o Rio Acre está com os dias contados.
Foto de ilustração: O Alto Acre
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