Troca
E quem protagonizou cena explícita de um filme que poderia se chamar A Troca, foram os candidatos ao senado, Ney Amorim (PT) e Sérgio Petecão (PSD). Na euforia do lançamento da candidatura de Petecão à reeleição, Ney Amorim que foi prestigiar o evento, disse que votaria em Petecão. Este respondeu na hora: “Se votar em mim, voto em você”, disse dirigindo-se a Ney Amorim. Jorge Viana (PT) e Marcio Bittar (MDB) não devem ter ficado muitos felizes com essas demonstrações.
Enjoado
Quem não é o maior, tem que ser o melhor. O DEM, do deputado federal Alan Rick, é como o gato que não abaixa a cabeça para o leão. O partido expôs publicamente a rasteira que levou de Marcio Bittar (MDB) e anunciou que não apoia candidato ao Senado da oposição. A declaração encheu os olhos do deputado Ney Amorim (PT) de esperança.
Sem fundo
Uma hora o saco de dinheiro do Eduardo Veloso vai mostrar o fundo. O comentário de um ex- correligionário de Veloso se deve às promessas de bancar campanhas por onde passa, em troca de apoio para o seu projeto político. No caso da suplência de Marcio Bittar, dizem que juntou a fome com a vontade de comer.
É ou não é?
O plenário do Senado deve apreciar ainda esta semana, em regime de urgência, o projeto de lei 67/2018 em cuja redação está explícita a facilitação da privatização das distribuidoras do sistema Eletrobras. No Norte, esse debate ainda não está muito esclarecido. E o pior: dos três senadores acrianos, dois já se declararam contra a privatização: Jorge Viana (PT/AC) e Sérgio Petecão (PSD/AC). O senador Gladson Cameli ainda não se posicionou publicamente sobre o assunto.
Isolado
As regras para o sistema isolado precisam ser melhor esmiuçadas para o consumidor brasileiro. Uma fonte ligada à diretoria da Eletrobras garante que, independente da privatização, o cidadão que mora em regiões isoladas tem o direito a ter acesso à energia elétrica. Um direito garantido por lei. O que é necessário fazer ajustes no texto legal diz respeito “a algumas inconsistências contábeis”.
O todo e a parte
O sistema da forma como está atualmente coloca na fatura de energe elétrica do consumidor de todo o país o direito do cidadão de áreas isoladas ser respeitado. Quanto cada um terá que arcar nessa conta é que precisa ser definido pelo Congresso. O que os sindicatos contrários à privatização alegam é que “se privatizar a conta vai aumentar”.
Fato
Fato é que, em estados onde o sistema já é privado, o acesso à energia em áreas isoladas é garantido. Na prática, mil restrições de ordem técnica devem dificultar o fornecimento com boa qualidade. Mas, as empresas são obrigadas legalmente a garantir energia aos consumidores isolados.
Prudente
O mais prudente seria adiar para o ano que vem o debate a respeito dessa privatização. Inclusive se ela será mesmo necessária ou não. As eleições contaminam de tal ordem o debate que fica difícil trazer luz a essa discussão agora.
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