Acordo
Acordo que formalizaria relação comercial entre Acre e Peru foi adiado mais uma vez. O primeiro anúncio foi para 30 de novembro; depois foi adiado para 8 de dezembro e agora para “a quarta semana de janeiro”.
Desleixo
Exceção feita às sempre complicadas agendas de ministros, o que se percebe nesse processo é um certo desleixo por parte dos governo federais dos dois países. As visitas técnicas do Peru à Dom Porquito não aconteceram em tempo hábil e tampouco a visita dos técnicos do Brasil à unidade industrial de laticínios do Peru. Ficou tudo dito pelo não feito.
Acre
O governador Tião Viana até pressionou. Foi aos ministérios em Brasília com a pergunta na ponta da língua: “E aí? Como vai ser?”. O silêncio como resposta foi quebrado na tarde desta quarta-feira (29). Janeiro do ano que vem.
Alerta
O sinal de alerta deve ser ligado nas indústrias de laticínios de Rondônia que abastecem o mercado acriano quase integralmente. Motivo: na troca comercial com o Peru, o Acre vende carne de porco e o Peru apresenta leite na balança.
Alerta II
Na verdade, o Peru apresentou nas negociações 10 produtos para serem comercializados com o Acre. Como a holding Gloria tem poder de pressionar qualquer governo no Peru, ficou encabeçando a lista. A partir da formalização desse acordo, os técnicos do Acre têm que abusar dos cálculos para não arrebentar de vez com a já frágil cadeia produtiva do leite no Acre. Ou desistir dela de vez. O fato é que, para viabilizar comercialmente a Dom Porquito, o Governo do Acre demonstra a decisão que fez. Comércio é assim mesmo. É consolidado em cima de decisões. Agora, é preciso saber a dimensão e o impacto da entrada do grupo Gloria no Acre.
Gloria
A holding Gloria é forte. Tem extensa relação de produtos. Os executivos da holding já estiveram diversas vezes no Acre. Avaliaram que o estado não dispõe de estrutura adequada para suprir a demanda de suas indústrias de laticínios.
Nestlé
Com um detalhe. A unidade industrial que poderá ser avaliada pelos técnicos do Mapa lá no Peru tinha a assinatura da Nestlé que vendeu o empreendimento para o Gloria. Portanto, as negociações estão aquecidas entre os executivos. O Acre intervém naquilo que lhe interessa: carne de porco. O leite acriano já foi derramado. Mas, será que ainda há quem chore por ele?
Tenso
Clima na Assembleia Legislativa vai ficando mais tenso à medida em que a campanha eleitoral se aproxima. A possibilidade de agressão física naquela casa é real.
Tenso II
A confusão desta quarta feira envolveu os dois deputados considerados os mais “pavios curtos” da Assembleia – Gehlen Diniz (PP) e Daniel Zen (PT). Diniz é conhecido por não levar desaforo para casa e Zen… Bem… de Zen só tem o nome.
Tenso III
O desafio do líder do governo, dizendo que, caso insistam, ele prova que o oponente Gehlen não tem moral para falar de ninguém, provocou um climão. Diniz agora quer que Zen prove o que disse.
Caga regra
O deputado Daniel Zen afirmou que o deputado Gehlen Diniz “caga regras” e “caga goma”. Expressões que foram retiradas dos registros. Mas, o que ficou chama a atenção. “Esse moço que quer ser o bonito”… oi? Ciúmes da beleza do colega, deputado Zen? E a gente pensando que a questão era Política!
Pirataria
Esse tiroteio em Feijó, na tarde desta quarta feira, mostra o quanto os narco (soldados estão atuando, no interior do Acre) têm força. De acordo com a polícia, é a FDN, Família do Norte, a facção criminosa que está explorando a fragilidade dos nossos rios e fronteiras.
Medo
O caso é tão grave que tem deputado com medo até de falar em facções criminosas. Caso insistam, a coluna apresenta nome, sobrenome e partido.
Sem identidade
Não é só o povo que carece de uma identidade ideológica-partidária no Brasil. O movimento sindical atualmente, padece do mesmo sofrer. A adesão de Rosana Nascimento- CUT/ Sinteac, à candidatura Gladson Cameli é prova disso. No caso de Gladson governador e Rosana deputada, é bom ela aproveitar bem o mandato. Será um só.
Sem culpas
O problema é que ninguém da Frente Popular poderá culpar Rosana por ter aderido à oposição. Foi a própria FPA mais especificamente os ranhetas do PT que a empurraram para o outro lado.
Sfumato
Além disso, os limites entre o abominável e o razoável na política brasileira estão tão tênues que tudo se mistura na bruma das ideologias. Entre a Esquerda e a Direita, tem a falta de segurança e a falta de perspectiva, que liquefazem todas as certezas.
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