Lascou
O Governo do Acre assinou, ano passado, o protocolo para se tornar estado livre da vacina contra a febre aftosa sem vacinação, mas não fez o dever de casa. Nem os veterinários para cuidar das barreiras sanitárias foram contratados. Resumo da ópera: o Acre pode perder o direito de exportar carne para qualquer outro estado ou país.
Calados
Estranhamente, as federações e associações de criadores se mantiveram calados a respeito. Mesmo correndo o risco de só poderem vender sua carne dentro do território do Acre, ninguém se manifestou publicamente. Caberá ao novo governo correr atrás e se capacitar às pressas se não quiser perder o imposto sobre o maior produto de exportação do estado.
Assuero
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, foi procurado pela coluna e deu a seguinte declaração: “Ainda há tempo pra fazer o dever de casa. O Idaf precisa ser estruturado para atender a essa nova fase. Se não houver atenção do governo, com recursos e contratação de técnicos, corremos sim esse risco. Para tanto, já solicitamos audiência com o governador para tratar desse assunto levando a ele nossa preocupação”.
E virulento
Chama a atenção a forma agressiva como os bolsonaristas reagem tanto no conteúdo das notas públicas, quanto em seus comentários nas redes sociais. São como metralhadoras engasgadas às quais ninguém dá bola. Se quisessem ser levados a sério, pegaram o caminho errado.
Mesa
Eleição da Mesa Diretora está se desenhando quase óbvia. Exceção feita ao cargo de 1º secretário.
Mesa II
O MDB credenciou formalmente o deputado eleito Roberto Duarte como interlocutor do partido para tratar da definição dos nomes que vão compor a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre. O partido leva como “pontos fortes de argumentação” o fato de ter a maior bancada no parlamento, com os três deputados de maior votação na Casa.
Mesa III
O MDB coloca os nomes do próprio Roberto Duarte, Meire Serafim e Antônia Sales. Serafim, em função dos problemas políticos, em Sena Madureira, já está praticamente descartada.
Outras forças
“Caso o Governo não entenda que a maior bancada, com a maior votação popular, não tem representatividade para compor a Mesa Diretora, nós estamos abertos ao diálogo com outras forças políticas”, sugere Duarte. “O MDB não abre mão do cargo de direção da Mesa. Se houver restrição ao meu nome, tudo bem. Mas o partido tem que ser contemplado”.
E agora?
O que dificulta a estratégia do “diálogo” é que até parte da oposição já se aproxima de Nicolau Júnior (PP). O PT deve bater o martelo sobre o assunto em deliberação na próxima segunda-feira.
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