De escanteio
Fonte da coluna, de dentro da cozinha de Gladson Cameli (PP), conta que o governador eleito está neutralizando o Leão do Juruá. Durante uma reunião em Cruzeiro do Sul, Gladson disse em alto e bom som: “Esse rapaz (Vagner Sales) age como se fosse dono de Cruzeiro do Sul, mas não é, não”.
De escanteio II
Outro que não está muito nas graças de Gladson é o deputado eleito José Bestene (PP). Pelo andar da carruagem, o pensador do partido Progressista não vai pegar nem a presidência da Assembleia Legislativa, nem a secretaria de Saúde. Neutralizado.
Saúde
A pasta da Saúde será indicação do médico Eduardo Veloso. A coluna já havia antecipado isso antes da campanha eleitoral. Na época, foi dito que Veloso indicaria a esposa dele para titular da pasta. Renova-se o que se disse. Eduardo é filiado ao PR de Antônia Lúcia, partido que apoiou a candidatura de Gladson.
Assembleia
Para a presidência da Assembleia Legislativa, praticamente não resta dúvida que o ungido será Nicolau Júnior (PP), cunhado do governador eleito. A confiança que Gladson deposita no parlamentar associada à necessidade de deixar Gehlen Diniz (PP), comandando os debates, fecharam a questão. Só falta combinar com o MDB.
MDB dividido
O MDB que fez uma bancada de três deputados, tem dois caciques brigando pela presidência. São os maridos das indicadas. E pior, a briga virou uma disputa regional. O MDB do Juruá (Vagner Sales) disputando com o MDB do Iaco (Mazinho Serafim)… e quem for podre que se quebre. Secretarias de estado vão ter que ser oferecidas para evitar a migração para a oposição, o que complicaria a vida do governador. E, desses dois caciques, não se pode duvidar de nada.
Ou seja…
A propagada “mudança” ficou na retórica de campanha. A prática em busca da governabilidade é a mesma de sempre.
Guerra
Que a campanha eleitoral deste ano foi uma guerra, ninguém duvida. De todo o Estado, informações que chegavam era da falta de atuação da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal, que não coibiram a compra ostensiva de votos. Mas, foi na parte da disputa feminina que a guerra ganhou um contorno mais agressivo. A invasão do comitê de uma candidata à deputada federal foi promovida por outra candidata ao mesmo cargo.
Guerra II
A mandante é uma figura bem conhecida da política acriana e tem antecedentes de briga com mulheres. Mais não foi perguntado, portanto nada mais se dirá.
Já?
A celeridade dos acontecimentos está ficando difícil de acompanhar. Até quem apostava na briga do titular com o vice, esperava que isso ocorresse pelo menos uns três ou quatro meses depois da posse. Parece que a aliança está pequena para o tamanho dos egos.
Sumiram
Moçoilas afoitas que revoavam em torno de deputados sumiram assim que o resultado da eleição mostrou a derrota nas urnas. A loira foi a primeira a desaparecer. A morena, por enquanto, só excluiu as fotos. Estamos de olho.
Apagar das luzes
A decisão do governo de privatizar os silos é vista com alguma dose de desconfiança por agricultores que já utilizam de concessões no setor. Prometem “embargar” a licitação caso sintam que sejam prejudicados de alguma forma.
Ostracismo
A secretária de Estado de Esportes, Shirlei Santos, sai do governo como entrou: nos ostracismo. Quando teve que se explicar dos motivos que levaram o poder público a não realizar os tradicionais Jogos Escolares, foi agressiva com a imprensa. A falta de transparência e de trato com o público vão explicando muitas coisas na rotina da política regional.
Antes do Natal
O governador Tião Viana disse que vai finalizar a transição até o dia 20 de dezembro. O governador eleito, Gladson Cameli, aproveitou a deixa do colega e também anunciou que até, “no máximo dia 22 de dezembro” irá anunciar todo o secretariado.
Acreprevidência
Um dos principais gargalos da gestão pública, a administração das contas da previdência estadual, mereceu um tratamento especial por parte das duas lideranças. O governador Tião Viana disponibilizou ao futuro governador um espaço dentro do Acreprevidência para que as equipes técnicas das equipes de transição possam trabalhar conjuntamente. A questão da previdência será um dos assuntos de destaque.
“Mosquitinho”
Gladson, claro, estava brincalhão. Quando a conversa descambou para o que se planejava fazer fora do governo, Tião iniciou o raciocínio de que iria dar aula na Ufac, sair da vida pública… foi interrompido por Gladson: “Mas e o mosquitinho? Não foi picado pelo mosquitinho, não?” perguntou Gladson, tentando fazer alusão à imagem da “mosca azul”, famoso poema machadiano, que guarda relação com a pessoa que se apega ao poder. Tião reagiu com bom humor.
Questões
Já no final do encontro, Cameli apelou para algumas diferenças já evidentes entre as duas equipes. “O Tião tem uma mulher como vice-governadora. Eu tenho um vice homem”. O riso foi geral. Mas, percebia-se, em alguns, um riso amarelo, de canto de boca, como quem pergunta: “O que isso tem a ver?”
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