Ney nega
O candidato ao Senado Ney Amorim fez uma notinha. Cumpriu o protocolo para não criar problemas de ordem jurídica com o próprio partido. Em duas linhas, considera que respondeu à gravidade do cenário de crise em que está metida a coligação Frente Popular do Acre. Eis a nota completa. Lá vai:
Nota
O candidato ao Senado da República Ney Amorim, contrariando boatos, reafirma que está com a Frente Popular e Marcus Alexandre, governador.
Atenciosamente,
Assessoria do candidato Ney Amorim
Viu?
Viu, leitor? Foi tudo isso que o Ney disse a respeito de um apoio informal articulado com Gladson Cameli, momentos antes do debate na TV Gazeta ainda na sexta-feira.
Segunda
Nesta segunda-feira (1), é possível que os principais militantes de Ney tragam novidades.
FPA
A coluna já falou sobre o assunto e se vê obrigada a retomá-lo, diante dos movimentos efetivados pelas principais lideranças da Frente Popular nos últimos dias. O que será dessa coligação após as eleições desse ano?
Calma
É preciso ter calma na avaliação porque nada está definido. Gladson ainda não ganhou e o PT do Acre, o maior partido do grupo, não está morto. Mas, mesmo que Marcus ganhe as eleições (o que as pesquisas não confirmam), a coligação chega em outubro “só na bubuia”. O baile exige traje de gala e os líderes da FPA se apresentam em farrapos.
Pajelanças
Não é de hoje. Nos últimos 20 anos, a FPA tem obtido sucessivas vitórias nas urnas. Ao final de cada sofrido pleito, jura que vai fazer autoavaliação; que as lideranças vão determinar mudanças de posturas; que mais isso e que mais aquilo. Blá blá blá. Retórica de vencedor. A pajelança nunca é feita. O tempo foi passando e o grupo foi cristalizando uma carapaça de arrogância pesada que não lhe permite maior agilidade diante de um eleitor que lhe cobra rapidez em relação a tudo.
Novos
Nos últimos 20 anos, a FPA criou uma casta de novos ricos de holerite no Acre. Esse grupo com “dinheiro novo” dificulta o diálogo com as comunidades. São pessoas do extrato médio da gestão pública. Muitas vezes, secretários de Estado e os próprios governantes nem têm conhecimento da forma como eles tratam o cidadão comum na prestação de serviço. Mas o trato com o cidadão, geralmente, é cruel. Não é amistoso (para dizer o mínimo). E, nessas eleições, a fatura chegou pesada nos ombros de Marcus Alexandre.
Indefinido
Se existe uma eleição em que “tudo pode acontecer” é esta do próximo domingo. O que nos dirão as urnas?
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