O julgamento do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto, acusado de matar Wesley Santos durante a Expoacre, está marcado para a próxima semana, no dia 4 de abril. Desde aquela noite, em agosto de 2023, as famílias das vítimas buscam por justiça.
Naquela madrugada, Raimundo Nonato teria efetuado vários disparos de arma de fogo, atingindo gravemente Wesley Santos da Silva, de 20 anos, e a namorada, Rita de Cássia, então com 18 anos. Infelizmente, Wesley não resistiu aos ferimentos e faleceu no pronto-socorro de Rio Branco no dia seguinte. Desde então, a mãe do jovem, Isa de Souza, clama por justiça e acredita na condenação do acusado durante o julgamento agendado para o próximo mês.
“Meu filho estava só curtindo o aniversário dele. E ele foi fazer isso sem motivo nenhum. Só porque queria assediar uma mulher sexualmente. Sendo que ele poderia muito bem ter respeitado as mulheres que estavam lá no estabelecimento, mas ele não respeitou. E eu peço que as autoridades, pelo amor de Deus, façam com que esse homem pague por tudo que ele fez. A mim, ao meu filho e à família do Raimundo”, comenta a mãe.
O caso teria começado quando Raimundo Nonato foi expulso de uma boate por assédio sexual a mulheres, incluindo Rita de Cássia. O policial penal teria aguardado o casal sair do estabelecimento para atirar neles. Rita de Cássia, ainda abalada, relata que sua vida mudou completamente após aquele dia, com sonhos destruídos e sequelas físicas por conta dos ferimentos.
“O Wesley nunca, nunca olhou para ninguém torto. Dói demais falar. Toda noite deitar a cabeça no travesseiro e lembrar que não está mais aqui. Que foi tirado de mim. Muitas vezes eu ainda levo a culpa. O povo me culpa por ser mulher, que eu fui assediada, apesar de que eu ignorei o assédio. Eu fui ameaçada no dia. E hoje eu tenho que conviver com a dor. Ver minha sogra sofrer dói demais. Eu, como mulher, sofro todo dia. Não tem um momento do dia que eu não lembre”, diz a namorada.
O julgamento de Raimundo Nonato está previsto para iniciar às 8 horas do dia 4 de abril. Se condenado pelos crimes de homicídio contra Wesley e tentativa de homicídio contra Rita de Cássia, o policial penal poderá enfrentar uma pena de mais de 50 anos de prisão. A família das vítimas espera por justiça e acredita que o desfecho do julgamento trará algum alívio diante da tragédia vivida.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Marilson Maia para a TV Gazeta



