O Brasil é o quarto maior produtor de banana do mundo. São aproximadamente 7 milhões de toneladas por ano. No Acre, esse cultivo é uma das principais atividades agrícolas. Com 7,5 mil hectares de área plantada, essa cultura tem um grande peso econômico dentro da agricultura familiar.
Foi dessa forma que um projeto se desenvolveu em uma escola de Rio Branco, os alunos resolveram utilizar a fibra da bananeira, antes descartada, em um projeto sustentável.
O projeto recebeu o nome de “Produção sustentável e tecnológica a partir da fibra da bananeira na perspectiva do ecodesign”. Depois de exposto na última edição do Viver Ciência, o projeto foi o escolhido para representar o Acre na Sexta Mostra Nacional de Feiras de Ciência, que será realizada entre os dias 21 e 25 de outubro, em Brasília. Para o diretor da escola, Laézio Lira, a participação é motivo de orgulho para a comunidade:
“Há cinco anos que nós estamos participando do Viver Ciência e agora veio para coroar o nosso trabalho aqui na Tancredo Neves. É um motivo de orgulho para toda a nossa comunidade, principalmente para os nossos professores e alunos, representar o Estado do Acre em Brasília na sexta Mostra Nacional de Viver Ciência”, disse.
Foram 5 meses de pesquisa. Os professores Elias Moura e Priscila Lira foram os orientadores da equipe.
“Ns primeiros protótipos que a gente fez, a gente foi conhecendo ainda como utilizar a fibra, quanto tempo deixar exposta ao sol para a secagem, mas foi de muito conhecimento, tanto para nós quanto para os alunos, porque também é uma forma deles se comunicarem com algo que é tão nosso, tão presente na nossa terra e muitas vezes é descartado, que é a fibra da bananeira”, explica a professora Priscila Lira.
Dos cinco integrantes do grupo, Larissa Nascimento foi a escolhida para representar a equipe em Brasília. Ansiosa para participar da mostra, sabe que a oportunidade, chega com responsabilidade.
“Começa desde a extração no caule, que depois que tira a bananeira, já descarta o caule e tudo. Já a gente pegou e reutilizou todas as partes da bananeira. Conseguimos fazer de tudo, serve até de alimento para os animais”, explica a estudante.
Com informações da repórter Débora Ribeiro para TV Gazeta


