Instituto Médico Legal não realizou exame toxicológico e inquérito foi encerrado
Os familiares do Segundo Tenente da Polícia Militar do Acre, Miguel Pereira da Silva, alegam que o militar morreu por envenenamento e exigem que o Instituto Médico Legal (IML) faça o exame toxicológico.
Miguel morreu aos 66 anos no mês de fevereiro de 2021, a família afirma que o tenente era saudável, mantinha uma rotina de exercícios e uma vida independente, não possuía doenças pré-existentes e nenhuma foi identificada por exames.
“Meu pai ficou ruim cinco dias antes de morrer. Sentiuum pouco de febre, mal estar e cansaço. Fizemos o exame da covid e deu negativo. Também não foi detectado tuberculose e nenhum tipo de doença, mas meu pai faleceu. A pessoa que suspeitamos confessa que deu medicamentos para o meu pai, não diz qual foi, mas fez ele inalar. Meu pai chegou a ficar com o corpo paralisado e faleceu de parada cardiorrespiratória, o que nos leva a crer que ele morreu de envenenamento”, informou a filha de Miguel Pereira.
A família procurou a delegacia de Polícia Civil para registrar a suspeita depois da morte, e após um dia, o corpo foi encaminhado ao IML para os exames cadavéricos e toxicológicos, no entanto, o segundo exame não foi realizado.
“O IML falou que não vai sair o resultado desse exame por falta insumos, e como não tem esse exame o inquérito foi encerrado. Eles falaram que esse exame só pode ser feito em Rondônia, e que há toda uma logística para isso, mas nós queremos que o estado arque com esse exame e que seja informado se foi envenenamento ou não”, concluiu a filha.
Informações da repórter Aline Rocha para a TV Gazeta


