Disputa foi definida na cobrança de pênaltis
As escolinhas de futebol do Paulão e Estrelinha disputaram a final do campeonato Sub 13 no Sesc. Os garotos entraram em campo com toda pompa de jogo oficial e vestiram a camisa de seus times, mostrando muita vontade de fazer gols.
O jogo dividido em dois tempos de 30 minutos cada foi bastante disputado. No primeiro tempo, o Estrelinha teve dois gols anulados, e a equipe do Paulão tocou mais a bola. A vontade de marcar atrapalhou os garotos, que chegaram ao intervalo em 0 a 0.
Depois da conversa com os professores do esporte, os meninos voltaram para o segundo tempo ainda mais eufóricos.
O primeiro gol só foi marcado aos 10 minutos do segundo tempo, com o camisa 20 da escolinha do Paulão. Aos 19 minutos, veio a virada, com o camisa 14 do Estrelinha.
A partida empolgante, com torcida de pai e até avó, tinha que ir para os pênaltis pra fechar com mais emoção ainda. E foi o que aconteceu. O primeiro a bater foi Lucas, do Estrelinha. O goleiro Kaik não conseguiu segurar e o primeiro gol foi marcado.
Depois foi a vez da escolinha do Paulão. Quem marcou o primeiro gol foi o camisa 11, o Túlio. Murilo, do Estrelinha, ciente da responsabilidade, não deixou pra menos e marcou o segundo gol da equipe.
Daniel também se esforçou, mas o goleiro Willian, não deixou a bola passar. Everton, um dos jogadores mais altos do Sub 13, tocou a bola com tranquilidade e fez o terceiro gol para a equipe.
No terceiro pênalti da escolinha do Paulão, o pequeno grande Tales deu o seu melhor, mas o goleiro Wilian, concentrado, defendeu mais uma vez. Pedro foi determinado a fechar o placar, e deu certo, mais um gol marcado.
O goleiro Kaik não conseguiu impedir o gol que consagrou a vitória do Estrelinha e a partir daí, uma explosão de emoções tomou conta do campo. “Eu não sou de pegar muito pênalti, peguei dois na última semifinal e esses agora. Se eu errasse a culpa ia ser do goleiro. Rezei muito e deu nisso”, comemorou o goleiro Willian.
Como em todo jogo que termina em pênalti, o goleiro fica no foco das atenções. Mesmo triste pelo resultado Kaik representou a equipe e recebeu o troféu de segundo lugar. “Nosso time jogou muito jogo. Dois caras não conseguiram bater bem e o goleiro deles foi feliz e conseguiu pegar. Estou triste por que nós já jogamos duas final nesse mesmo campeonato contra eles e perdemos, aí não cai muito bem não”, lamentou.
As lágrimas para os professores que trabalham com os meninos no dia a dia é outro fator que também ensina os futuros cidadãos. “Pênalti eu acho que bate quem está mais preparado, quem está melhor. Se a pessoa estiver com o espírito totalmente desguarnecido ele não consegue fazer, infelizmente futebol é nessas condições.
Então está de parabéns o Estrelinha e nossa garotada também está de parabéns por que chegaram a final com muito louvor”, disse o técnico Paulão.
A experiência da conquista também é outro tipo de emoção que ajuda a impulsionar os pequenos campeões. “A vitória representa muito, mas o que importa mais é a interação das crianças no esporte. Só em ver a alegria deles por estar jogando participando, já é o nosso prazer né”, comentou o técnico Elliton Batista.
E para os pais, a família que acompanhou a partida, haja coração. “Foi a mil, mas valeu a pena, torcendo por eles, graças a Deus eles tiveram essa vitória e aqui a medalhona no peito”. A avó de Pedro Neto não desligou um só minuto e ele agradeceu o apoio da mãe de criação. “Foi muito gratificante, por que ela sempre ajuda nos trabalhos diários, sempre me deu força quando chegava em casa machucado, perguntava do treino”, disse Pedro.
Para o pai do goleiro destaque da partida, o mais gratificante foi ver o filho aprender como é importante ouvir conselhos. “Ele tem uma virtude, ele escuta, então graças a isso ele consegue essas vitórias por que a gente ta formando um ser humano com uma visão de responsabilidade e comprometido com o que faz, que é o esporte”, disse.


