Diretor do Deracre informa que pagamento será parcelado
Desde o início do ano caçambas e máquinas estão paradas no pátio da cooperativa Transterra, porque os proprietários não tem mais como garantir a manutenção dos veículos.
A cooperativa presta serviços, principalmente ao governo do estado nas obras de recuperação de ruas e ramais.
Desde setembro de 2017, o governo não repassa os recursos, e sem condições de pagar pelo combustível e manutenção dos veículos e máquinas a cooperativa resolveu parar. A dívida chega a R$ 2,5 milhões.
Segundo Adonai Chaves, presidente da cooperativa, existem outros caminhões e máquinas que não estão ligados a cooperativa que também pararam por falta de pagamento.
Segundo o sindicato da categoria, o Sintraba, a divida passa dos R$ 7 milhões. “Tem motorista de caçamba que não recebe desde outubro de 2016, como é que uma pessoa pode garantir o sustento da família?”, questionou Adonai.
Sem nenhum sinal do governo de pagamento a categoria já fala em fechar Rio Branco. A data marcada era essa quarta-feira de cinzas (14), mas o grupo decidiu passar o carnaval e esperar que o Deracre volte aos serviços para sentar e renegociar. “Se não negociar não tem outra saída, sei que vai prejudicar os moradores, mas precisamos fazer alguma coisa para receber nosso dinheiro”, revelou.
Segundo o presidente da Transterra os proprietários de máquinas e caminhões estão devendo postos de abastecimento e oficinas.
Os equipamentos financiados pelos bancos estão com as parcelas atrasadas. Eles foram escondidos para que não sejam levados por mandados judiciais.
Por telefone o diretor geral do Deracre, Cristovam Moura, disse que dentro do acordo firmado com a categoria ficou acertado que o pagamento seria parcelado. Ele disse ainda que a parcela deste mês já havia sido agendada e “tão logo retornem os trabalhos após feriado de carnaval” esse valor será liberado para pagamento.

