Em pé …
Essa mania de aproveitar os cargos disponíveis para acomodar amigos e correligionários é um dos grandes problemas da administração. Para assumir o DSEI, por exemplo, o critério deveria ser graduação em Antropologia (no caso de um não índio). O critério não poderia ser “amigo do deputado X ou Y”.
… de guerra
É óbvio e ululante que haveria problemas na relação com os índios! Colocar uma pessoa que não entende nada de causa, necessidades e forma de agir desses povos é pedir confusão. O coordenador do DSEI bem que tentou enfrentar os índios, trancando-se na sala de diretor, mas, foi aconselhado pela Polícia Federal a deixar o prédio.
“Fações”
Em mensagem transmitida ontem por meio de redes sociais, o líder indígena Sabá Manchineri anunciou o fim da mobilização no Distrito de Saúde Especial Indígena com sede da Capital. Para que o leitor perceba o entendimento da falta de diálogo do Governo Federal com o movimento indígena, olha só qual o entendimento que eles têm sobre os partidos políticos: “… essas fações que se apropriam do alheio em benefício próprio…”
Diálogo
A fala de Sabá Manchineri está inserida dentro de uma lógica. Da forma como foi efetivada a relação entre o movimento indígena do Acre e as instâncias do Governo Federal que lhe dizem representar só podia dar nisso mesmo.
Governo do Acre
No relato de Sabá, fica sugerido que o movimento de ocupação (que contou com a participação de cinco povos: apurinã, manchineri, jamináua, jamamadi e kaxarari) só foi suspenso porque o secretário de Estado de Saúde se comprometeu a atender as demandas da comunidade indígena. E o compromisso foi estabelecido junto ao Ministério Público Federal.
Questão de tempo
A Polícia Civil que desde quarta feira tenta em vão prender o vereador Juruna (PSL), já o considera foragido. Juruna não é o primeiro vereador do Acre a ser preso. Nos idos dos anos 1990, o vereador José Alex foi preso e recolhido ao Dr Francisco de Oliveira Conde. Um vereador de Brasileia também passou por isso.
Sem embromation
Não vai adiantar o presidente da Câmara de Vereadores querer ganhar tempo. Assim que Juruna for recolhido, vai ter que colocar o processo de perda de mandato em votação. É a Lei da Casa!
Verborragia
Vereador Railson Correia (PTN) parece que não reza. Para se livrar das acusações de ter recebido diárias para um curso à beira mar, o vereador criticou a imprensa que cobra os trabalhos do legislativo estadual, dizendo que os jornalistas não denunciam a mesma prática dos deputados por serem “comprados”. Alô, vereador! Entendemos direito? O vereador esquece que tem um irmão deputado e que os “perdigotos” podem cair na cara do irmão.
Unida?
Risíveis as manchetes de assessoria afirmando que a oposição está unida. Imagine senão estivesse! Em Cruzeiro do Sul, Wagner Sales (PMDB), no apagar das luzes da administração, inaugurou obras realizadas com emendas do senador Sérgio Petecão (PSD) e escondeu a origem do dinheiro.
Unida? II
Essa união deveria ser motivo de um estudo aprofundado. Afinal, o barco da oposição não comporta tantos candidatos da oposição a uma vaga de Senado. Precisaria ser um transatlântico, em vez da precária canoa onde se equilibram as vaidades e as pretensões dessa tchurma.
Lascou!
O senador Gladson Cameli foi mesmo citado em delações. A coluna recebeu uma cópia. O senador acriano foi visto no apartamento de João Pizzollatti, aquele que distribuía dinheiro da Petrobras. Segundo as novas delações, Cameli constava na relação dos que recebiam a verba.
Defesa
O que os defensores de Gladson devem sustentar é que Alberto Yousseff, de acordo com a declaração à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, “nunca tratou diretamente com Gladson Cameli; apenas o cumprimentou nas vezes em que o viu no apartamento de João Pizzolatti; que nunca entregou ou determinou a entrega de valores diretamente a Gladson Cameli”.
Bad boy
E o Renan, hein? Saindo debaixo da asa do Temer e se aproximando do Lula. Por nada não, mas, lembra da história dos ratos que abandonam o navio? Pois.
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