Ulysses
Não é prudente convidar para a mesma festa Cel. Ulysses e a turma do MDB/PP/PSDB. Como militar de carreira, o pré-candidato pelo PSL fuzilou. “Fui treinado para esperar o pior das pessoas. Sempre espero o pior das pessoas”. A frase até aqui de mágoa guarda relação com o a estratégia do MDB de se aproximar de Ulysses logo após o “rompimento” com o PP, há pouco mais de uma semana.
“… para mentir”
Era noite de aniversário da filha de Ulysses quando o lugar foi invadido por Flaviano Melo e amigos. Tiraram fotos, postaram na internet. Na ocasião, a foto, em si, já soou como um recado claro a Gladson. O MDB calculou. Pensou mais um pouco. Calculou novamente e viu que sem Gladson poderia haver derrotas irreversíveis no partido. “Eles vieram para a minha casa para mentir”, afirmou Ulysses.
Neófito
Ulysses é um novato nesses movimentos da política. O episódio serviu para o militar lembrar que ao sniper é prudente o uso da balaclava para evitar ser identificado. Sempre. Em política, é a mesma coisa. O tiro tem que ser certeiro. Sem identificação. E a sinceridade é calculada. Aliás, calculadíssima. Quem entra nesse meio de peito aberto, normalmente, se lasca.
PSL
Ulysses disse que não avalia nenhum cenário em que ele não seja candidato ao Governo. Ele mantém a pré-candidatura. E será pelo PSL. Já está definido junto com o que ele chama de “líder e homem de palavra, Jair Bolsonaro”. A deferência se justifica: Bolsonaro lhe informou, em recente agenda política em Brasília, que houve articulação para que o PSL passasse ao campo de influência do PP no Acre. “Bolsonaro negou essa possibilidade”.
Bocalom
Bocalom deve sair candidato à Câmara Federal pelo Patriotas.
Gaiato
Quem subiu as escadas da redação foi o Gaiato. De vez em quando tem aparecido. Ficou chocado com declaração feita pela deputada estadual Eliane Sinhasique (MDB) na coluna para justificar a reaproximação do MDB ao PP. “A política é a arte de engolir sapos, cobras e lagartos? Ora, ora! Os ‘sapos’ e todos os bichos têm nome: chamam-se cargos, mandatos, prestígio, dinheiro, mais cargos, mais prestígio, mais dinheiro… Ora! Ora! Faça-me o favor!” e desceu bravo. Te acalma, Gaiato. Fica bravo com a coluna, não. Ela só relata. Os juízos e ponderações estão com os leitores.
Diz que me diz
Enquanto lideranças políticas importantes do Acre gastam energia com articulações de barranco, o eleitor vai tocando a vida com todas as dificuldades já conhecidas. Está alheio a isso tudo. Está farto disso tudo. Tempos difíceis.
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