TJ não pode processar Rocha enquanto tucano for parlamentar
Até praticamente às 15 horas desta quarta-feira, 14 deputados permaneciam no plenário da Assembleia Legislativa para votar o requerimento da deputada Toinha Vieira (PSDB) que pedia a sustação (suspenção) do “processo Mariquinha”, em que tem o colega de partido Wherles Rocha como pivô.
Os deputados petistas esperaram o tempo regimental para se ausentar do parlamento e não participar da votação. Ficaram 13 parlamentares, quantidade insuficiente para votar o requerimento de acordo com o regimento da Aleac.
Os telefonemas começaram a ser feitos para que a votação ocorresse regimentalmente. O deputado Chico Viga (PSD) foi quem salvou o colega tucano: garantiu o quórum mínimo para que a votação ocorresse.
13 deputados votaram. Wherles Rocha se absteve. Com a suspensão aprovada pelo plenário, o deputado tucano fica imune de ser julgado pelo Tribunal de Justiça enquanto for parlamentar.
Lembrando
Em agosto de 2012, o parlamentar Wherles Rocha era um dos principais críticos do Governo do Acre pelo uso do sistema de escuta telefônica chamado de “Guardião”. No meio da polêmica e usando a tribuna da Aleac, o tucano rebatia a informação de que o próprio PSDB teria utilizado recurso idêntico ao sistema de inteligência e escuta do Governo.
Foi aí que o parlamentar afirmou que “o governador não deveria se comportar como Mariquinha” e “Isso é coisa de Mariquinha”. À época, o governador provocou uma entrevista coletiva em que afirmou que usaria todas as formas legais possíveis para responsabilizar criminalmente o deputado. “Irei até o Supremo se preciso for”, ameaçou.


