Entre a língua…
Deputado Jenilson Leite (PCdoB) está em uma situação, no mínimo, complicada. Na composição das comissões, além do comunista, Heitor Júnior (PDT) também quer presidir a poderosa Comissão de Constituição e Justiça.
… e o beiço
Cinco membros integram a CCJ: Eliane Sinhasique (PMDB), Jesus Sérgio (PDT), Ghelen Diniz (PP), Jenilson Leite (PCdoB) e Heitor Júnior (PDT). Eliane e Ghelen declararam voto ao comunista desde que o moçoilo apoiasse a Pequena para a presidência da Comissão de Orçamento e Finanças, outra cobiçada comissão. Ocorre que na COF, o petista Lourival Marques quer sentar na cadeira de presidente.
E agora, doutor?
Jenilson Leite pode perder a possibilidade de presidir a CCJ e ficar de bem com o PT e sua trupe. Ou mandar às favas a COF e garantir assento na mais importante comissão da Casa.
Não há
Não há prazo regimental para definições de nomes da CPI. Mas, ainda esta semana os nomes estarão definidos. É a expectativa.
Incoerências
O Governo do Acre acena com o que ele chama de “reajuste salarial para os servidores”. Estranho. No mínimo, muito estranho. Para não dizer simplesmente que é uma baita incoerência do Governo que, até meados de dezembro do ano passado não dava garantias de pagamento de 13º salário aos eleitoralmente estratégicos trabalhadores do Estado.
Conversas
E o pior é que, por mais que se esforce, o Palácio Rio Branco não consegue emplacar a imagem que deseja, com a seguinte lógica: “enquanto o país pega fogo, o Governo do Acre dá um show de gestão”. Essa é a versão que, talvez, devem estar repetindo nos corredores palacianos.
Nas ruas
Nas ruas, onde tem o povo, a versão é bem outra. A mais amena (e que o decoro e o bom senso permitem publicar) é que “não se trata de ‘reajuste’: no máximo uma reposiçãozinha de perdas salariais”.
No colo
Em um aspecto, o Governo do Acre parece estar afinado: na articulação política com os sindicatos. Mesmo sem a simpatia dos dirigentes sindicais, a equipe de governo coloca todos no bolso: do “chama pra conversar” à apatia diante de “reajustes”, todos estão bovinamente obedientes.
Na prática
Na prática, o projeto levado pelo Executivo foi retirado de pauta para revisão e deve ser apresentado nesta quarta novamente em plenário. Deve ser aprovado sem muita surpresa.
Mesa Diretora
Estranha foi a postura da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores. Contabilizou como “Abstenção” os votos de Jarude (PSL) e Clézio Moreira (PSDB). Jarude votou contra o aumento. Do ponto de vista político, qualquer tipo de abstenção para um integrante do PSDB, na prática, significa votar com o prefeito.
Rocha ou piçarra?
Ou o PSDB toma jeito ou vai ficar cada vez mais difícil para o eleitor entender alguém na oposição. Na legislatura passada, começou com três parlamentares na Câmara de Rio Branco e terminou com um. Tudo bem que tucano voa baixo, mas não precisa enfiar o bico na terra por falta de rumo.
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