Pedro Ferreira de Carvalho, de 64 anos, e o filho João Pedro Carvalho do Nascimento, de apenas 6 anos, morreram carbonizados em incêndio ocorrido dentro da própria casa, que tinha estrutura de madeira, na Baixada do Habitasa, em Rio Branco, na noite desta quinta-feira (02). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), o incêndio na casa da família se alastrou para uma residência ao lado.
Ao chegar ao local, os bombeiros se depararam com uma casa de madeira tomada pelas chamas, que já haviam começado a afetar a residência vizinha, também de madeira. Devido a gravidade das chamas, uma estratégia de combate ao fogo foi impantada de forma ágil pela equipe presente.
Dessa forma, foram estabelecidas duas linhas de combate: uma que visava controlar o incêndio na casa em chamas, e outra para previnir que as chamas atingissem a residência ao lado. O trem de socorro do 2º Batalhão de Combate a Incêndio Florestal (2° BEPCIF) foi acionado. Isso permitiu a ampliação da equipe e uma melhor coordenação das operações.
Uma equipe da empresa de energia ‘Energisa’ foi solictada, por conta da dificuldade que os bombeiros tiveram devido as ligações clandestinas de energia elétrica na residência em chamas. Mesmo com os esforços conjuntos das guarnições, o incêndio não pôde ser controlado a tempo de salvar a casa, tendo em vista se tratava de uma construção de madeira.
Durante o combate ao incêndio, os corpos do pai e filho foram encontrados carbonizados. A Polícia Civil do Acre (PCAC) foi acionada para investigar as causas do incêndio, enquanto as equipes de bombeiros mantiveram o isolamento da área até a chegada da perícia.
A mãe da criança contou que estava separada de Pedro Ferreira e que, na noite da ocorrido, trabalhava em um hotel da cidade. Ela havia deixado a criança sob os cuidados do pai para passar a noite, já que seu expediente terminaria às 6h da manhã daquele dia.
Após a retirada dos corpos, eles foram levados para a sede do Instituto Médico Legal (IML). Ao todo, foram utilizados 9 mil litros de água para controlar as chamas.


