Suplência
A calculadora de Ney Amorim é generosa. Com ele. Todo mundo que trabalha profissionalmente com “política” é muito cuidadoso com previsões. Mas, o cenário elaborado pela equipe de Amorim. O raciocínio é o seguinte: Ney é eleito senador; dois anos depois conquista a cadeira de prefeito de Rio Branco e aí, a suplência fica com praticamente seis anos de mandato.
Suplência II
É óbvio que isso tem que ser combinado com o eleitor. O que está se fazendo aqui na coluna é apenas a transcrição de um raciocínio tratado internamente na prancheta do presidente da Aleac e pré-candidato ao Senado com assessores.
Por enquanto…
Por enquanto, é apenas uma conjectura.
Márcia
Fato é que o recuo de Márcia Regina em não se desligar do cargo de chefe da Casa Civil é um recado claro à performance do parlamento. Ela daria segurança à candidatura de Amorim: seria o carimbo para ter melhor estrutura de trabalho em uma campanha difícil, como será a disputa ao Senado.
Estatuto da Família
Socorro Neri já começa a demarcar território. A tendência é que vete o projeto de lei criado pelos vereadores que cria um suposto Estatuto da Família. O monstrengo não dialoga em nada nem com o mundo real e suas novas relações e nem com a realidade da cidade. Rio Branco precisa de outras urgências. Neri já colocou a responsabilidade no colo da Procuradoria do Município que deve dar o parecer se a peça é ou não é inconstitucional.
No paralelo
Paralelamente, a Câmara dos Vereadores chama os grupos de defesa dos Direitos Humanos. Caso a prefeita vete o projeto de lei que trata da criação do Estatuto da Família, os parlamentares devem inventar uma saída honrosa, colocando mil emendas.
Ideia
Quando se fala que o PT não está nem um pouco disposto a rever posicionamentos e posturas, não é de todo descabido. A declaração do ex-presidente da República momentos antes de se entregar à PF de que não era mais Lula, mas “uma ideia”… isso é de uma soberba medonha. E uma mentira.
Ideia II
Em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos, Lula falou para os convencidos de sempre, seus colegas de partido e de caminhada. Ninguém foi convencido ou se apiedou do ex-presidente a partir de sua fala no palanque. O Brasil não estava naqueles quarteirões próximos ao sindicato.
Tass
Bem falou o jornalista Marcelo Tass que Lula quer, mas não é o nosso Mandela.
Áudio
Aí, vaza um áudio captado durante voo que transportava o ex-presidente que também expressa o extremo oposto: “joguem esse lixo aí de cima” é de uma intolerância abominável. Tempos difíceis.
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