Volta ocorre sem conquista de vários pontos da pauta
Depois de 21 dias em greve, os bancários do Basa retornaram nesta terça-feira (21) ao trabalho. A categoria decidiu acatar a proposta de conciliação apresentada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mesmo sem conseguir avançar em algumas reivindicações.
Foram três longas semanas de greve, que só foi resolvida através de uma audiência de conciliação. Na sexta-feira passada, o Tribunal Superior do Trabalho mediou o processo de dissídio coletivo movido pelo Basa contra as representações sindicais.
Os funcionários do Basa no Acre por unanimidade retornaram as atividades mesmo sem conseguir avançar em alguns assuntos da pauta de reivindicações. Segundo o sindicato da categoria, não houve melhorias no plano de saúde, o Plano de Cargos e Carreira ficou pra traz e eles não conquistaram a lateralidade, que é a remuneração proporcional ao cargo que é substituído, em ocasião de férias, por exemplo.
“Esses itens consideramos que não houve avanço, mas com muita responsabilidade os empregados do Banco da Amazônia acolheram a conciliação do TST e voltaram às atividades a partir de hoje”, disse Edmar Batistela.
Os 144 bancários que ficaram mais tempo em greve também vão ter que compensar os dias parados. “Os bancários irão pagar 75% dos dias parados, e terão que fazer uma hora a mais por dia durante 120 dias”, explicou Batistela.
Entre as principais propostas de acordo construídas no TST que levaram ao fim da greve estão: retirada de cláusulas abusivas, manutenção da gratificação de lucros e resultados de R$ 800,00, mesmo que o banco não atinja as metas e garantia dos mesmos direitos conquistados pelos funcionários do Banco do Brasil e Caixa, que foram: 8,5% de reajuste, 9% de aumento no piso salarial e 12,5% no ticket alimentação.


