Armação
A terceirização da Saúde com a contratação de uma Organização Social para administrar a saúde pública não passa de uma armação para eleger o atual secretário de Saúde, Gemil Júnior, e o vereador Jackson Ramos deputados estaduais. Pelo menos é essa é a opinião de um número expressivo de parlamentares. Inclusive da base governista.
Mexida
Ainda não se sabe exatamente como a mudança vai funcionar. A Organização Social já andou fazendo estudos e disse que dá para diminuir (entenda-se demitir), muitos funcionários. Mas, a exigência é que contrate 700 no lugar dos que saírem. Os novos contratados que estão sendo apresentados como os salvos do Pró Saúde teriam a obrigação de fazer campanha para os dois ungidos para levá-los para a Assembleia Legislativa.
Tenso
O secretário de Saúde não consegue esconder o nervosismo com a publicidade em torno da questão. A terceirização da Saúde vinha se desenrolando na surdina até o deputado Raimundinho da Saúde resolveu jogar os holofotes sobre a questão ao pedir uma audiência pública para debater o problema. Gemil Júnior foi bater na Assembleia Legislativa na terça feira.
Irremovível
A “operação abafa” foi desencadeada, para tentar convencer o deputado a rever posição contrária à terceirização da Saúde. Para tentar evitar maiores desgastes, convidaram o parlamentar para um almoço com o secretário e com o sub-secretário de Saúde. Possivelmente, o cardápio incluiria alguma vantagem para o deputado. Mas, nunca saberemos disso, porque Raimundinho avisou que não vai e que vai manter a audiência pública na sexta feira, doa a quem doer.
Ação paralela
Atacando em outra frente, o líder do governo, Daniel Zen (PT), convocou uma reunião com todos os deputados da base de sustentação do governo para afinar o discurso em favor da terceirização da Saúde. Raimundinho avisou que não comparecerá.
Inversão
Os limites ideológicos estão tão indefinidos que é impossível classificar um ou outro partido como Esquerda ou Direita, ou qualquer outra definição. Bandeiras da Direita, como privatização, recebem críticas de partidos como PSDB e PP e são defendidas pelo PT. É o verdadeiro samba do crioulo doido!
Lançamento
Pode-se criticar a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) em muitas coisas, mas é preciso reconhecer a ousadia da moça. Jornalista, radialista, deputada e escritora, ela lança nesta quinta-feira seu segundo livro: “Como ganhar as eleições sem comprar votos”. Bem, como ela está em seu primeiro mandato e sofreu uma derrota fragorosa na última eleição para prefeito da capital, talvez não tenha ainda a experiência necessária para dar aulas sobre o assunto.
Transparência
Polícia Civil deve exagerar na transparência em relação a dois casos específicos. O primeiro diz respeito à investigação que resultou em flagrante envolvendo um dos motoristas da Acre Aves. O funcionário estava sendo investigado por tráfico de drogas. Na noite de terça-feira, três caminhões da empresa transportavam R$ 314 mil divididos nos três veículos. Os caminhões foram para perícia para que as 18 toneladas de frango passassem por vistoria. Isso exige transparência, inclusive, a primeira em demonstrar isso deveria ser a própria empresa.
Transparência II
O segundo caso envolve a morte da adolescente Natane de Oliveira, 16. O corpo da jovem foi encontrado no Rio Acre na segunda-feira. A suspeita é de suicídio. Mas, a própria Policia Civil não descarta a hipóteses de que ela tenha sido assassinada antes de cair na água. É uma suspeita. Ocorre que Natane era filha de Sphiel Emmanuel Opok, um dos delatores do Esquadrão da Morte e do ex-coronel da Polícia Militar do Acre, Ildebrando Paschoal.
Delicados
São casos delicados que mexem com interesses comerciais e institucionais. Por isso, é preciso apuro nas investigações e zelo na transparência. Qualquer possibilidade de acobertar informação é um veneno perigoso.
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