Ultimato
A deputada federal Jéssica Sales (MDB), em reunião com o governador eleito, Gladson Cameli (PP), praticamente deu um ultimato a ele. A moça disse que a família dela quer muito apoiar o governo dele. Mas que esse apoio “só depende dele”.
Ultimato II
Essa conversa acontece logo depois de o pai dela, Vagner Sales, ter exigido todos os cargos no Juruá, nenhum a menos. Ela deixa bem claro que se a família não for contemplada, existe a possibilidade de Vagner fazer a esposa dele Antônia Sales, deputada eleita, passar para a oposição ao governo. E nesse caso, a proximidade de Vagner com Edvaldo Magalhães do PCdoB conta.
Nuvens escuras
A previsão política prevê nuvens escuras no relacionamento de Gladson com Vagner Sales. O governador eleito não está disposto a ceder às exigências do cacique e este não está disposto a aliviar, empoderado por uma deputada federal e uma estadual, que poderão, quem diria acabar “dialogando” com o PCdoB.
Deu ruim
Ficou muito ruim para o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara, ter sido descartado da Secretaria de Educação, após ter sido convidado e ter manifestado interesse em assumir. Minoru sai mal na fita com os companheiros do REDE e com os colegas da Ufac, que não confiam mais na firmeza ideológica do ex-reitor.
Busca
Na verdade, houve uma precipitação maléfica no anúncio de Minoru como secretário de Educação, porque enquanto mantinham a atenção em torno do nome dele, a equipe de Gladson sondava o vice-prefeito de Cruzeiro do Sul, o ex-comunista Zequinha Lima para o cargo. Zequinha chegou a vir a Rio Branco para uma reunião com a equipe do próximo governo, mas avisou que prefere continuar em Cruzeiro do Sul, onde pretende suceder Ilderley Cordeiro que tentará voltar para a Câmara dos Deputados.
Unanimidades
Dois deputados são considerados unanimidade entre os colegas de parlamento. O do bem, que é querido por todos, é Chagas Romão (MDB), carinhosamente chamado de Chaguinha. O outro… bem, o outro… basta dizer que é detestado por 23 deputados.
Numerologia
A deputada Leila Galvão (PT) precisa fazer uma consulta urgente a um numerólogo. Afinal, o número do partido dela é 13 e ela foi a 13ª deputada mais votada, mas não conseguiu a reeleição. A perseguição do 13 na vida de Leila é um caso a ser estudado, porque se estivesse em outro partido teria sido eleita.
De olho
Quem esteve de olho na votação de Leila foi o colega de partido dela, Lourival Marques, que ficou 4 votos atrás dela. Leila obteve 6.070 votos, Lourival, 6.066. Se não estivessem coligados com o PCdoB, Leila estaria eleita e Lourival seria o primeiro suplente.
Seaprof
Nem Fazenda, nem Administração. Para o PSD do senador Sérgio Petecão, vai sobrar só a Secretaria de Agricultura e Produção Familiar. Marivaldo Melo, ex-presidente do Basa e candidato a deputado federal na última eleição, deverá ser o secretário, com Jairo Carvalho de sub secretário.
À míngua
Meios de comunicação vão ter que se virar sem os repasses da verba da mídia por pelo menos 6 meses. É que pagamento de mídia não é prioridade que se encaixe em dispensa de licitação e o novo governo terá que licitar uma empresa para gerenciar a conta da verba da mídia. Soma-se a isso o fato que a oposição prepara dois jornais para bater no governo e tem-se a dimensão do problemão que vem pela frente para o novo governo. Apesar disso, empresas de fora do Estado afiam as unhas para pegar essa conta. Uma delas inclusive, ligada à campanha de Gladson Cameli.
Sefaz
A contabilista Semírames Maria Plácido Dias, do Tribunal de Contas do Estado do Acre, assume a Secretaria de Fazenda na gestão de Gladson Cameli. Ela é formada em Ciências Contábeis e pós-graduada em Gestão Pública, Controladoria, Auditoria e Finanças. Tem MBA em Gestão Pública com ênfase em Controle Externo. Já assessorou os conselheiros Valmir Ribeiro, Malheiros, Naluh Gouveia.
Cara nova
É um rosto novo em meio a tantos já conhecidos que estão ao lado de Cameli.
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